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Eleita uma das Sete Maravilhas nacionais,  Castelo de Óbidos esconde, até dia 4 de Janeiro, uma Vila Natal cheia de magia. Mas há muito mais para ver e sentir juntinho às muralhas
image thumb29 Óbidos – Mundo encantado image thumb30 Óbidos – Mundo encantado
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image thumb33 Óbidos – Mundo encantado image thumb34 Óbidos – Mundo encantado

Óbidos é, muito provavelmente, a mais bem preservada vila histórica portuguesa. Casas caiadas, onde o branco recebe de braços abertos o amarelo e o azul, ruas estreitas e pi­torescas, a influência mourisca e a longa muralha, passível de ser per­corrida na íntegra e que nos acom­panha de onde quer que admiremos a paisagem. Tudo isto, complemen­tado pela ginjinha e pelo chocolate, atrai a Óbidos milhares de turistas, mas por altura do Natal a vila é in­vadida por crianças, tanto em excur­sões escolares como trazidas pelos pais, também elas ansiosas por per­correr a já famosa Vila Natal.

INSPIRADA EM TCHAIKOVSKY

Este ano o mote é dado pela his­tória do Quebra-Nozes, na tentativa de recriar um mundo de tradições já esquecidas, próprias desta época, dando uma perspectiva diferente do Natal através de um tema ainda pou­co explorado. Conta a história que, na noite de Natal, uma menina recebeu do seu padrinho, um famoso relo­joeiro de Nuremberga, fabricante de brinquedos animados, um quebra–nozes em figura de soldado, com o qual sonhava aventuras por reinos encantados. Ora, a entrada neste rei­no encantado que dá pelo nome de Óbidos Vila Natal dá-se precisamen­te pela cidade de Nuremberga, onde os Ratos, os vilões desta história, dão as boas-vindas a todos e abrem pas­sagem para a Oficina do Relojoeiro – nada mais nada menos que o sí­tio onde foi criado a personagem do Quebra-Nozes, cuja história pode ser lida, de forma resumida, num Livro Gigante. A página seguinte depende da vontade de cada um, mas poucos serão os que resistem à Aldeia dos Doces, que recria o espaço da Fada do Açúcar e permite aos visitantes, de uma forma interactiva, partici­par em jogos e divertimentos com as personagens da história. E já que estamos a visitar aldeias, a Aldeia dos Soldados de Chumbo é um espaço de ateliês com muitas brincadeiras nas quais as figuras principais são as crianças. Depois há ainda a Terra do Gelo, uma viagem pelas montanhas geladas através de um trenó na for­ma de um cisne dourado, a Floresta Encantada, onde os mais pequenos podem saltar de árvore em árvore por uma ponte mágica, a Floresta Ne­vada e, claro, a Casa do Pai Natal, um espaço incontornável, onde todas as crianças poderão deixar os seus últi­mos pedidos para o que desejam ter no sapatinho.

Recuperar forças

No meio de tantas emoções, e se optar por ficar mais do que um dia em Óbidos, poderá completar este cenário encantado dormindo na Casa das Senhoras Rainhas, um pequeno hotel cheio de charme localizado dentro das muralhas e que oferece ainda um restaurante tremendamente acolhedor e cheio de sabores a descobrir.

EM FAMÍLIA

Se, e confirmando a regra do Natal, as crianças são os reis desta festa, a verdade é que uma visita à Óbidos Vila Natal é uma excelente forma de passear em família e re­forçar laços que unem pais e filhos em espaços como a pista de gelo, a rampa de esqui, os insufláveis ou as voltinhas de pónei. Existe igual­mente um anfiteatro que serve de cenário à programação cultural a decorrer durante todo o evento, e que inclui espectáculos de magia, teatro, bailado ou concertos, e na Praça de Santa Maria vai estar um Presépio de grandes dimensões. Quase em frente, na Casa do Pelou­rinho, uma exposição de 1000 Pais Natais é motivo mais que suficiente para prender a atenção de miúdos e graúdos, algo que acontece também quando atravessamos o caminho de árvores de Natal de vários tama­nhos, formatos, cores, luzes, enfeites e brilhos, que se destacam junto à Porta da Vila, onde um enorme tre­nó convida os visitantes a sentarem–se e a darem uso às máquinas foto­gráficas. As mesmas que, com toda a certeza, não deixarão de registar as ruas decoradas e iluminadas como num conto de Natal e, já ao longe, voltarão a disparar para guardar no tempo as muralhas, cheias de luzes, que guardam este verdadeiro mun­do encantado.

Ginja e chocolate

Ir a Óbidos e não beber uma ginjinha é ainda mais “grave” que ira Roma e não ver o Papa. De origem conventual e produzida artesanalmente, sem corantes nem conservantes, é feita com ginjas da região e pode ser bebida em copos de chocolate que são comidos em seguida. Afinal, estamos na vila onde decorre o Festival Internacional do Chocolate (em 2009, de 5 a 15 de Março) e onde se compra licor de ginja e chocolate. Não deixe de provar um pão com chocolate na Casa do Pão da Mãe Natal. Acabado de sair do forno, é de comer e chorar por mais!

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image thumb23 Sintra é charme e encanto image thumb24 Sintra é charme e encanto image thumb25 Sintra é charme e encanto
image thumb26 Sintra é charme e encanto image thumb27 Sintra é charme e encanto image thumb28 Sintra é charme e encanto

Com um centro histórico classificado pela UNESCO, como Património da Humanidade. Sintra à talvez a mais romântica e misteriosa de todas as vilas portuguesas. São muitos os monumentos e pontos de interesse que guarda por entre ruas e vielas, quintas e florestas. Difícil seria falar de todos ou até mesmo mencioná-los. Por isso, de visita obrigatória ê o impetuoso Palácio da Pena, assim como os palácios de Monserrate, Nacional e de Seteais, pela sua magnitude, grandiosidade e história. Não deixe ainda passar a oportunidade de passear peias ruas da vila e deliciar-se com o sabor único das queijadas e dos travesseiros de Sintra. Aliás, esta ê mesmo a região do pais com mais palácios por metro quadrado. A não perder! Por outro lado. Se gosta de espaços verdes, está também no lugar certo. Sintra tem alguns dos parques e jardins mais bonitos do país, com árvores únicas e seculares, muitas delas trazidas de países longínquos pelos nossos reis e nobres. Pegue na família e passe um dia inesquecível num dos pontos mais enigmáticos e deslumbrantes de Portugal.

Monserrate – Sintra
Palácio e Jardins de Seteais

image thumb Ribatejo na Rota do Vinho image thumb1 Ribatejo na Rota do Vinho image thumb2 Ribatejo na Rota do Vinho
image thumb3 Ribatejo na Rota do Vinho image thumb4 Ribatejo na Rota do Vinho image thumb5 Ribatejo na Rota do Vinho
image thumb6 Ribatejo na Rota do Vinho image thumb7 Ribatejo na Rota do Vinho image thumb8 Ribatejo na Rota do Vinho

A fama aos vinhos do Ribatejo chega a ser anterior à fundação da nacionalidade, referindo-se a eles D. Afonso Henriques, em 1170. no foral da cidade de Santarém. O Ribatejo é terra de castelos, mosteiros e igrejas, de cidades e vilas que foram em tempos majestosos paços reais. Província conhecida e reconhecida pela qualidade dos seus vinhos, foi em 2000 que recebeu a Denominação de Origem Controlada (DOC), certificação que veio fortalecer a qualidade dos vinhos Ribatejanos. Desta forma, a Rota do Vinho do Ribatejo constitui um roteiro de carácter cultural, gastronómico e de animação turística, que tem como ponto fulcral, o vinho. Para que saiba, a Rota do Vinho do Ribatejo é constituída por quatro percursos diferentes, inseridos em concelhos distintos no Ribatejo: “Tesouro Gótico” -além de adegas de renome, engloba Azambuja, Cartaxo, Golegã e Santarém – Capital do Gótico; “Touros e Cavalos” – com adegas produtoras de vinho, que scT dedicam à criação de touros e cavalos. A festa brava e a serenidade da Reserva do Estuário do Tejo marcam os contrastes deste percurso; “Beira Tejo” – com uma variedade intensa de adegas a visitar, do tempo em que o Tejo era a principal “estrada” da região; e “Tesouro Manuelino – Castelos Templários” – com adegas inseridas num percurso que nos leva a uma das regiões mais importantes nos primórdios da nacionalidade portuguesa. Aproveite, assim, para visitar as adegas do Ribatejo e provar os seus vinhos, quando estiver de passagem pela região. Vai ver que usufruirá de um dia muito bem passado.

Folclore do Ribatejo