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Arquivo de Abril, 2009

Uma elevação especial

O Cerro da Cabeça, com 250 metros de altitude e a poucos quilómetros de Moncarapacho,Cerro da Cabeça no Algarve, tem o mais espectacular megalapiás da região. Este "geomonumento" é uma colina de dimensões modestas mas cuja peculiaridade não passa despercebida aos olhos mais desatentos. Esta elevação merece e justifica uma visita certamente inesquecível.

Se já passou pelo sotavento algarvio com certeza que não ficou alheio ao panorama dos montes da Serra de Montefigo que se estendem, de nascente para poente, sobranceiros ao litoral. Essa serra começa, a este, por uma pequena elevação que passaria despercebida face ao comparativa­mente grande Cerro de S. Miguel (410 m) não fosse a sua superfície estar coberta de rochedos. É um panorama diferente aquele que lhe propomos ao sugerir que visite o Cerro da Cabeça (249 m), situado a cerca de 2.5 quilómetros a nor-nordeste de Moncarapacho, um dos locais mais pitorescos da região algarvia. Com efeito, o terreno essencialmente rochoso Cerro da Cabeça 2 e muito acidentado associado a uma flora variada típica do barrocal constituem um elemento de grande beleza pai­sagística. Neste cerro, um verdadeiro geo-monumento, encontra-se o mais espectacular megalapiás do Algarve, onde dominam os grandes dorsos de superfícies arredondadas, relevos có­nicos e pedunculados, torres e blocos, distribuem-se densamente por toda a elevação.

O trabalho erosivo das águas de escorrência sobre as rochas carbo­natadas não se limitou, no entanto, a modelar esse peculiar relevo ruíniforme, pois a profusão de cavernas aí existentes revelam a importância do seu oculto mundo subterrâneo. De facto, o Cerro da Cabeça é a zona on­de existe maior número de grutas no Algarve, algumas delas de grande in­teresse zoológico e arqueológico, para além de aí se situarem as cavidades mais profundas da região (Algar Ma­xila e Algar Medusa com 95 e 78 m de profundidade, respectivamente). Estas características geomorfológicas fazem com que o Cerro da Cabeça seja ideal para a prática de "espeleologia" e de bouldering (escalada de blocos), no entanto, também se poderá, como é óbvio, apreciar este cerro de um modo menos "radical" através de um simples passeio.

Paisagem DeslumbranteCerro da Cabeça 3

Subindo pela escadaria que dá acesso aos restos do que já foi um miradou­ro, situado na vertente sul dessa eleva­ção, poder-se-á abranger uma ampla panorâmica do litoral algarvio, desde Vila Real de Santo António até além de Faro. A estrutura de betão e metal que se irá encontrar no caminho de terra que liga à dita escadaria é o resultado da desastrosa tentativa de abertura ao turismo da Gruta da Senhora, da qual resultou a destruição dessa cavidade. Mas não desanime. Apesar de nesse cerro já se verificar a actuação nefasta do homem, esta ainda não é muito marcante (pelo menos à superfície), exceptuando a pedreira situada na base sul-sudeste e alguns locais pon­tuais em que se verifica a existência de lixo. Se é daqueles que gosta mes­mo de andar a pé, vá até ao marco geodésico, no alto dessa elevação, e deslumbre-se com um pôr-do-sol a enquadrar a silhueta do Cerro de S. Miguel a oeste, as ilhas barreira da Ria Formosa a sul, a planície litoral que se estende até terras de Espanha a este, e as colinas carbonatadas a norte. De regresso à base do cerro, contemple a transmutação do ambiente com o anoitecer. Se tiver sorte de estar Lua cheia, sinta a sacralidade do local que nos remete aos tempos remotos em que os nossos antepassados do paleo­lítico dormiam à luz das estrelas.

Cerro da Cabeça 4 Valor Ambiental

Actualmente, o Cerro da Cabeça, pro­priedade da Santa Casa da Misericór­dia de Moncarapacho, encontra-se ao abandono, sujeito aos mais diversos actos de vandalismo ambiental, o que se reflecte em especial nas grutas aí existentes e a nível da fauna e da flora. O grande valor ambiental que essa elevação encerra aconselharia a sua conservação urgente classificando-a como área protegida. Aproveite para a visitar, antes que seja tarde, mas não se esqueça: "não tires mais que foto­grafias, não deixes mais que pegadas".

 

Um mar de rochedos

O Cerro da Cabeça (250 m) situa-se a cerca de dois quilómetros e meio a nor-nor­deste deCerro da Cabeça 5 Moncarapacho. Nesse cerro encontra-se o mais espectacular megalapiás do Algarve, onde dominam os grandes dorsos de superfícies arredondadas, relevos cónicos e peduncuhres, torres, arcos, blocos, etc, distribuindo-se densamente por toda a elevação.

As torres e dorsos encontram-se separados por fendas (falhas e diáclases) entulhadas de calhaus angulosos. Por vezes, surgem pias de grandes dimensões e corredores. As pias escavadas no lapiás prolongam-se frequentemente, em profundidade, por alga­res geralmente de boca estreita e obstruídos por detritos clásticos (ex algar do Próximo) ou de grande profundidade (ex. algar Medusa). No cerro da Cabeça localizam-se as formas endocársicas mais profundas, de que se tem conhe­cimento, no carso algarvio: Algar Maxila (95 m), Algar Medusa (74 m), Algar dos 60 m (85 m), etc

 

Ficha Técnica

Cerro da Cabeça 6♦ Localização: Algarve Central, a norte de Olhão.

♦ Acessos: a melhor forma de chegar a Moncarapacho será vindo de Olhão, pela EN398, passando por Quelfes. Mas existem outras opções.

♦ Distância: cerca de 3 km

♦ Duração: cerca de 2h

♦ Dificuldade: fácil

♦ Época aconselhada: todo o ano

♦ Cartografia: Carta Militar de Portugal do Instituto Geográfico do Exército (IGeoE), na escala de 1/25 000, folhas n° 607 -Moncarapacho (Olhão).

Há muito a fazer nesta requintada ilha vulcânica

As longas praias de areia branca e fina e o anel de recifes de corais tornam esta ilha famosa.

Não é todos os dias que nos vemos a dirigir uma scooter por entre os corais do Sudoeste do oceano Índico. No entanto, foi exactamente assim que fiz a minha primeira exploração

Ilhas Maurícias

Ilhas Maurícias

das águas azul-celeste da Maurícia, também conhecida por Ilhas Maurícias — o único safari subaquático em “sub-scooter” do mundo. Enquanto a scooter e o mergulhador são submersos a três metros de profundidade, uma cúpula sobre a cabeça da pessoa é cheia de ar para que possa respirar normalmente e conversar com o co-piloto, enquanto navegam por entre baixios repletos de peixes coloridos, (www.blue-safari.com, situado na Grand Baie, na estância a norte, 114 euros por casal). Claro que esta é apenas uma das formas de desfrutar do oceano de águas quentes, nesta requintada ilha vulcânica. As Maurícias são famosas pelas suas longas praias de areia branca e fina, bem como pelo anel de recifes de corais à sua volta, que criou lagoas protegidas repletas de peixes exóticos. Caso se aborreça de tantos banhos de sol pode sempre saltar para a água com uns óculos de mergulho e tubo de respiração. Geralmente conseguirá ver imensa actividade subaquática a poucos metros das margens, e a maioria dos hotéis oferece passeios com material de mergulho, levando os turistas para as zonas do recife com mais peixes. Se quiser ver ainda mais, saiba que aqui o mergulho é espectacular. Se preferir estar fora de água, há sempre a opção de fazer surf, caiaque, andar de gaivota, velejar e até fazer kitesurf, muito popular entre alguns turistas que se reúnem na costa Oeste.

Pesca em alto mar

Outra actividade imperdível é a pesca em mar alto. As Ilhas Maurícias são um dos melhores locais no mundo para a pesca do marlim, um grande e imponente peixe azul-escuro de

Ilhas Maurícias

Ilhas Maurícias

nariz pontiagudo. Dê uma volta com a JP Henry Charters, uma empresa familiar com base no Le Morne Angler’s Club, na costa oeste, que o leva na companhia de capitães locais até aos melhores sítios de pesca, navegando por entre golfinhos. Estes capitães garantem que até mesmo os amadores capturem algumas sardas prateadas, e talvez um grande e amarelo dourado, antes de se amarrar à cadeira para lutar com um dos grandes — dependendo da época, poderá ser um marlim ou mesmo um tubarão martelo de 150 quilos. Capture-o, mas deite-o depois ao mar — Henry encoraja uma política de libertação, (www.blackriver-mauritius.com, desde 350 euros para seis pessoas). Os verdadeiros en-tusiastas deverão tentar o Marlin Masters, o torneio anual de pesca do marlim, que decorre em Fevereiro.

Com a maioria dos desportos aquáticos disponíveis não espanta que muitos visitantes das Ilhas Maurícias nunca deixem estas zonas. Aliás, com luxuosos hotéis à beira-mar, com os seus requintados restaurantes, spas e actividades sem limites, para além do fabuloso clima local e famosa hospitalidade, é natural que muitas pessoas aqui cheguem para as suas luas-de-mel e não visitem o resto do país. O que é uma pena, porque as Ilhas Maurícias são muito mais do que apenas o mar, praia e palmeiras. Longe da costa Norte, onde se situam a maioria dos hotéis, há muito para descobrir. Tire um dia para passear e visitar locais onde irá conhecer o passado e presente das Ilhas Maurícias.

Rume à capital Port Louis e encontrará Pamplemousse — pare e visite o jardim bo¬tânico, com as suas colecções de fabulosas plantas exóticas, incluindo nenúfares gigantes oferecidos pela rainha Vitória de Inglaterra. Port Louis é uma cidade-porto, onde pode visitar os ruidosos mercados e encontrar roupa barata – até recentemente a Maurícia era um ponto importante no fabrico de roupa, pelo que pode encontrar peças de designer a preços baixos. Em direcção a sul, encontrará Curepipe, a cidade onde reside a alta sociedade das Ilhas Maurícias. É aqui que encontrara a bela casa colonial em madeira Do-maine des Aubineaux, cons¬truída em 1872. Descobrirá também Trou aux Cerfs, um vulcão extinto, repleto de árvores e aves, entre um autêntico bairro de bungalows dos anos 60 e 70. Prossiga para sul e entra mais verdejante, com os seus vales, cascatas — incluindo as Cascatas Alexandra e a Garganta do Rio Preto — e plantações de cana-de-açúcar, ananás Vitória e chá. Os pontos

Ilhas Maurícias

Ilhas Maurícias

altos aqui in¬cluem o templo hindu em Grand Bassin, com o seu lago sagrado e uma estátua de da Mangal Mahadev, guardada por famílias de macacos (www.Gangatalao.org). Um pouco mais à frente passe pela Plaine Champag-ne, cujo nome provém das pequenas flores brancas que vão pintando a paisagem. Pare para ver a terras de sete cores de Chamarei,  uma paisagem em tons de azul, verde, laranja, roxo e amarelo. O sul está quase intocado pelo turismo e vale a pena explorar. Comece pela espantosa montanha Le Mor-ne, a sudoeste, usada como abrigo pelos escravos no século XVIII, e que foi recentemente considerada Património Mundial pela UNESCO.

Novo hotel no sul

Os mais exclusivos hotéis podem estar na costa este, mas o nosso favorito é o Tamassa, no sul. Este novo hotel de quatro estrelas tem um ambiente alegre e a sua decoração minimahsta traz uma refrescante mudança em relação ao aspecto formal de outros hotéis. Com piscinas, um spa, clube para crianças e desportos de água, é uma popular escolha para famílias e casais em lua-de-mel. E nem precisa de se aventurar para longe para encontrar peixe — existe coral vivo repleto de peixe, tão perto da margem que as crianças podem ter o seu primeiro contacto com vida marinha.

Fonte: Global

Aqui, em Sichuan, pulsa o sentir místico e ancestral do povo das montanhas, que nabita uma região tão agreste quanto sublime. Uma fábula chinesa narrada em dialecto tibetano

O norte da província de Sichuan, a uma hora do voo da capital Chengdu, é caracterizado pela natureza exuberante das florestas, dos lagos, dos rios e dos picos recheados de neve,

Sichuan

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sendo ainda uma região que sofre forte influência da cultura tibetana. Aqui, o ar é mais puro e rarefeito, tão fino que pa¬rece o gume afiado de uma faca. E isso nota-se mal se põe os pés no chão e sente-se nos ossos. À entrada do parque de Huanglong, recomendaram-nos que levássemos garrafas de oxi-génio. É uma medida de precau-ção – em altitude, qualquer es-forço implica cautelas. Pela frente, tem-se a subida de um vale, partindo-se de uma altitude base de 3200 metros até se atingir os 3700 metros. Sempre são oito quilómetros e meio de extensão, ida e volta. Mas também nos avisaram que nesta altura, início de Primavera, não valia o esforço. A grande atracção do “dragão amarelo” – Huanglong – são as piscinas que a água do rio forma à medida que desce vale abaixo. Agora, garantiram-nos, não há água – e sem água, não há encanto. Mas achámos que valia a pena: perdia-se a água, ganhava-se o passeio.

A subida é feita por um passadiço de madeira que facilita a caminhada De um lado, as árvores e os arbustos envolvidos pela neblina que se enrola pelas vertentes das montanhas que guardam o vale; do outro, os domínios do rio que não havia: em vez de água, sempre há neve, que conferia um ar misterioso àquelas piscinas calcificadas em socalcos, como uma cascata contínua, e cuja cor amarela se deve ao depósito dos minerais que o rio costuma transportar. Daí o nome de “dragão amarelo” – amarelo porque é a tonalidade dominante e dragão porque, na China, qualquer coisa pode ser um dragão. A cada passo, o ar é mais fino e penoso de sorver, mas há que continuar. Felizmente não faltam distracções, mesmo que sejam sempre as mesmas: montanhas, neve, árvores, terraços de cálcio, cascatas congeladas e

Sichuan

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as indicações de distância – 3000 metros, 1800,600… E a recompensa final: lá em cima havia água, e que água – espalhadas num círculo quase plano, as diversas lagoas calcárias estavam repletas de tonalidades azuis-turquesa que transportam rapidamente a imaginação para paragens caribenhas, não fosse o frio de rachar. As Piscinas das Cinco Cores, como é designado o cume do vale, é a cereja no topo do bolo, rodeado pela pa¬ede rochosa coberta de gelo do pico Yucuf eng. Trepei um pouco pela encosta e recostei-me na neve fofa. Olhei em redor e senti-me esmagado perante tanta grandiosidade. Era capaz de ficar ah uma eternidade, em paz com o mundo, e a deixar-me levar pelo silêncio impressionante que ecoava por todo o vale. Chegámos a Jiuzhaigou e ficámos atónitos com a fila na bilheteira do parque nacional: hordas de turistas esperam a vez para comprar as entradas. Quando franquiámos os torniquetes mecânicos da entrada vimos, com espanto, dezenas de camionetas estacionadas que arrebanhavam turistas.

“Podem entrar, esta é a vossa camioneta”, disseram-nos. Se há alguém aqui ingénuo, percebemos então, somos só nós. Passamos a explicar os motivos: antes chegarmos, decidimos investigar o que estava atrás do nome Jiuzhaigou – esta palavra que rapidamente aprendemos a decorar, ribombava constantemente na nossa cabeça. É uma região no norte da província de Sichuan, cenicamente marcada por cadeias de montanhas austeras, que denotava forte presença da cultura tibetana e que se enquadrava num espaço de inolvidável beleza natural. Era o que sabíamos. E rapidamente demos asas à imaginação – já nos víamos a passear pelos três vales daquela região remota, a parar o carro à beira da estrada e a tirar fotografias a lagos, rios e picos ne-vados, a ir a algumas das nove aldeias tibetanas que se vertentes montanhosas, a tentar dialogar com tibetanos que, acreditámos piamente, era a primeira vez que tinham um encontro imediato com europeus. Em Jiuzhaigou, seríamos uma espécie de extraterrestres.  Agora, perante o

Sichuan

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quadro que temos pela frente, sentimo-nos corar, não de vergonha, mas de ingenuidade. Também temos de admitir que sentimos uma ponta de desilusão, mas os dias que se seguiram vieram desmentir esta sensação. Jiuzhaigou é exclusivo – mesmo que repleto de milhares de visitantes. O parque está organizado de forma a facilitar a vida dos que o visitam e, ao mes-mo tempo, também facilita a vida das espécies que o habitam, sejam animais, vegetais e humanos. Apesar de se poder fazer a pé todo o percurso dos três vales, o que é impossível num só dia, a maioria opta por apanhar a camioneta à entrada e, depois, ir saindo em cada uma das paragens, normalmente situadas à beira de uma atracção. Dão umas voltinhas pelos arredores, tiram umas quantas fotografias – os chineses são obsessivos com as fotografias e fazem questão de aparecer em poses muito pe-culiares, para não dizer outra coisa  e esperam pela próxima camioneta que os leve até à atracção seguinte. Compreende-se que muitos o façam desta forma, muitas vezes por limitações de tempo, mas acabam por perder a essência de Jiuzhaigou.

Seria fastidioso descrever Jiuzhaigou – Vale das Nove Al-deias, numa tradução à letra -, pois perante tanta beleza, acabariam por se esgotar os adjectivos para classificar este Património da Humanidade. O que se aconselha é não andar exclusivamen-te de camioneta e aproveitar para fazer alguns dos melhores pas-seios de uma vida. O troço inicial subdivide-se, cerca de 18 quilómetros acima, em dois vales que rumam aos grandes maciços montanhosos e a altitudes que raiam os 3000 metros. O parque consiste no acompanhamento dos rios que resultam da fusão das neves que se desprendem das montanhas e que, no seu trajecto descendente, vão formando uma sucessão de lagos, lagoas e cascatas, devidamente espartilhados por montanhas altaneiras e florestas exuberantes. Tudo parece saído directamente da saga O Senhor dos Anéis. Falada a paisagem,

Sichuan

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fale-se das gentes. Jiuzhaigou é composto por nove aldeias tibetanas. Shuzheng Zhai é a mais movimentada, e atrai logo pela quantidade de bandeiras de orações de todas as cores que rodeiam o stupa dos Nove Tesouros. Desde a criação do parque natural que a aldeia deixou de estar isolada e que os seus habitantes deixaram de se dedicar à agricultura e à pastorícia – a rua principal é uma espécie de feira de lojas de artesanato e de engodo aos visitantes. Aqui, o turismo e a caça ao turista mostrou-se muito mais rentável e veio para ficar. E os automóveis modernos e as antenas pa-rabólicas erguidas nos telhados não são só contrastantes como, sobretudo, indicam como estes tibetanos tão bem se souberam adaptar à era moderna.

Heye, a primeira aldeia do parque, é uma das mais tranquilas. Não há esplanadas, cafés ou casas de chá, mas, perante o frio de rachar, batemos à porta de uma das casas. Uma octogenária espreitou pelo postigo, surpreendeu-se por ver rostos tão estranhos, mas o sorriso desarmou-nos. Olá, dissemos. Puxou-nos para dentro e levou-nos para um anexo – a cozinha. A lareira, bem como as quatro paredes e o tecto, souberam bem à alma, mas sobretudo ao corpo a tiritar de frio. Em meia-hora, tínhamos à frente uma tigela de chá tibetano, pão, uma malga com massas e carne de iaque. Com as mãos roxas e trémulas de frio, peguei na tigela de chá, que tinha umas espécie de borras a boiar no líquido. Engoli o chá quente que me aqueceu por dentro, mas sobraram as ditas borras amareladas. Pavoroso, foi uma das coisas mais horríveis que alguma vez provei  aqueas bolinhas amarelas eram manteiga de iaque, cujo sabor é cem mil vezes pior que o próprio cheiro.

Fonte: Metro

Natal é um convite à alegria. Imperdível uma excursão de buggy pelas suas dunas. A capital do estado deve a sua fama às dunas móveis. Chegam a atingir 120 metros de altura, rodeadas de coqueiros. A melhor forma de conhecer as praias de Natal é através de um passeio de buggy, entre Redinha e Muriú, pelas dunas e estradas de areia que ligam as diversas praias. Natal tem cenários que emocionam até os turistas mais viajados. A praia de Pipa, a uma hora de Natal, oferece visões impressionantes das suas falésias selvagens. Uma emoção que tem de ver de perto. Natal conquista o visitante com a hospitalidade, a beleza natural e as mil maneiras de viver a felicidade. Até oferece passeios de dromedários. Para receber bem o visitante dispõe de uma estrutura hoteleira diversificada, de excelente qualidade. E os restaurantes aliciam-no com sabores que poucos conhecem. Vive-se o melhor da vida nesta cidade agradável, moderna, onde os monumentos seculares desafiam a acção do tempo. Natal é também um lugar de sonho que recebe os favores do Sol durante todo o ano. Beneficiada pela

Ceará

Ceará

Natureza, guarda encantos visuais. A luz é clara e o ar é dos mais puros das Américas. Na cidade encontra bons restaurantes, lojas, bares e mercados. A animação nocturna é um dos seus grandes cartazes turísticos. É um dos grandes paraísos do Brasil. Conheça Natal e passe um fim de ano memorável. Comece desde logo a adorar o local quando vir o Forte dos Reis Magos que deu origem à cidade de Natal. O resto vem depois para o satisfazer plenamente.

Ir ao Brasil, conforme lhe propomos nesta data, não representa meramente uma viagem. Espera-o a folia típica dessa noite vivida com muito entusiasmo, num país onde continuará a

Salvador

Salvador

falar português. Salvador é um show permanente devido aos seus diversos produtos turísticos para qualquer um viver intensamente todas as emoções, em função da sua beleza natural, das diversidades características geográficas e climáticas. O estado da Baía oferece uma inigualável gama de opções, aliada a uma excelente estrutura, assim como todas as modalidades de desporto que podem ser praticadas em 567 km2 do seu território. Dificilmente uma região apresentará uma oferta tão ampla, repleta de baías, lagos, montanhas, canyons, cachoeiras e, principalmente, mais de mil quilómetros de litoral com praias de todos os tipos. Sobretudo, um convite à tranquilidade. Salvador é a harmonia de umatidade mestiça, entre a alma branca dos colonizadores e a alma negra dos escravos vindos de África. O Senhor do Bonfim é o altar máximo de devoção e a Igreja de Nossa Senhora é muito visitada e apreciada pelos pagadores de promessas. A cidade das 365 igrejas é, igualmente, dos milhares de terrenos de Candomblé. Trata-se de lugares de culto afro-brasileiro que podem ser visitados pelos turistas. O fervor religioso sente-se bastante, no modo de viver dos baianos. E a cidade pára com as comemorações do fim de ano, com grandes espectáculos de “vedetas baianas” como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Cláudia Leite entre outros.

No conselho de Idanha-a-Nova, no sopé da Serra de Penha Garcia à beira do rio Erges (na fronteira com Espanha), este balneário é um dos mais conceituados do país. Inaugurado em 1940, foi remodela­do recentemente e agora oferece progra­mas de bem-estar de dois ouTermas de Monfortinho três dias e tratamentos individuais no Day Spa, além das curas termais clássicas. Tipo de água: hipossalina, com elevada percentagem de sílica e alto teor de ani-drido carbónico.

Indicações terapêuticas: doenças crónicas da pele (psoríase, eczemas, acne, celulite, úlceras), hepato-vesiculares e intestinais, reumáticas (artrose, espondilo-se, tendinite, fibromialgia, etc), afecções das vias respiratórias, litíase renal. Época termal: todo o ano.

Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho

Tel: 277 430430 / 277 434367, Fax: 277 430439

E-mail: termas.monfortinho@monfortur.pt

Site: www.monfortur.pt

Situadas num vale verdejante, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, estas termas têm um novo Spa onde propõem tratamentos de bem-estar, de beleza, de emagrecimento e desintoxicação com água mineral, a par dos programas medicinais termais clássicos.Caldas do Gerês

Tipo de água: Bicarbonatada sódica. Indicações terapêuticas: afecções renais, afecções do aparelho diges­tivo, aparelho circulatório, doenças metabólico-endócrinas. Época termal: de 1 Maio a 31 Outubro

Hotel Águas do Gerês Termas & SPA

Avenida Manuel Francisco da Costa – Caldas do Gerês, 4845-067 Gerês Vilar da Veiga, Terras de Bouro, Braga, Telefone: 253 390190

E-mail: aguasdogeres@sapo.pt

Site: www.aguasdogeres.com