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Arquivo de Agosto, 2009

 

NO CUME DA ADRENALINA

O Verão já lá vai e com ele a prática dos ditos desportos de "pés descalços". Agora é tempo de voltares a calçar os ténis – sim, porque não dá muito jeito praticar descalço BTT ou snowboard, por exemplo – e experimentares novas e refrescadas sensações. A rentrée dá-se ao melhor nível e tem o nome de Serra da Estrela. Ê que há grandes novidades à tua espera…

Pelas características geográficas que todos conhecemos, toda a zona envolvente à Serra da Estrela é propícia à adrenalina. Desengana-te se estás a pensar que os 1998 metros de altitude apenas servem para fazer esqui ou snowboard… Nós também não sabíamos, mas as opções desportivas que por lá se vão constituindo, são realmente tentadoras! Isto graças ao esforço da Turistrela – empresa que detém os direitos de exploração – que tem vindo a criar aquilo a que chamou de "experiências". São exemplos a iniciação ao golfe, o parapente, a caça ao tesouro, passeios pedestres, canoagem, escalada… Mas vamos aos pormenores, ok? Qualquer dúvida, ou se quiseres reservar uma das experiências que se seguem, basta entrares em www.turistrela.pt

» BIKE PARKimage thumb94 Destino   Serra da Estrela

Quando não há neve, o Vodafone Bike Park é a principal atracção na Sena da Estrela. Se és praticante de BTT, então, tens mesmo de experimentar estas descidas pelas pistas da Torre. Há três 3 pistas à tua espera: Down Hill, FreeRide e uma área pequena de Slopestyle. Nestes dias, há igualmente um teleférico especialmente concebido para se transportar as bicicletas. A parte menos entusiasmante desta experiência é que o Bike Park só abre quando a neve escasseia…

» PASSEIOS PEDESTRESimage thumb95 Destino   Serra da Estrela

Aqui tens uma opção bastante cardiovascular. Para além dos benefícios para a saúde, participares nas caminhadas pela Serra da Estrela enriquecem-te culturalmente. Há passeios pelas aldeias históricas Belmonte, Folgosinho…), património natural (Vale glaciar do nas Douradas, Poço do Inferno…), por vales e cântaros e a chamada rota do Viriato. Há ainda passeios científicos relacionados com a medicina tradicional, ervas e costumes. Tudo isto num cenário esbelto pintado com as cores virgens e naturais.

» CAÇA AO TESOUROimage thumb96 Destino   Serra da Estrela

Algo que nunca imaginámos é que os espaços subterrâneos da Torre da Serra da Estrela pudessem fazer disparar tantas emoções. Espera-te uma incrível actividade de animação nos antigos túneis militares, que unem os edifícios outrora usados pela base de radar da Força Aérea de Portugal entre 1957 e 1971. Para que saibas, durante o Inverno, a neve acumulava no exterior dos edifícios e os túneis eram a única passagem entre eles. Actualmente, estes estão pouco iluminados, o que os toma um "cenário" perfeito para entrares num jogo de estratégia real… Apanha o tesouro!

» ASCENSÃO AO CÂNTARO MAGROimage thumb97 Destino   Serra da Estrela

Trata-se de um percurso em terreno aventura com cerca de 1 hora e meia de duração. Ao reservares esta experiência – mínimo de 4 participantes – terás o acompanhamento permanente de um monitor, assim como todo o material necessário. No final, o descanso do guerreiro dá-se com um jantar na Estalagem varanda dos Carqueijais.

» ESCALADA

Uma actividade mais voltada para principiantes, mas que também pode entusiasmar os mais experientes. A aventura começa mesmo com meio dia de iniciação à modalidade, passando-se à tarde

para a parte prática na Placa dos Fantasmas, na Cascata Musical e na Placa da Francelha. O material está incluído, assim como o monitor.image thumb98 Destino   Serra da Estrela

» CLÍNICA DE TÉNIS

Aprende os melhores truques e dicas, técnico-tácticos, para melhorares o teu desempenho no ténis. Terás aulas de lh30m, a cerca de 1600 metros de altitude.

» INICIAÇÃO AO GOLFEimage thumb99 Destino   Serra da Estrela

Tal como no ténis, esta experiência surge mais voltada para quem quer dar as primeiras tacadas. A experiência inclui 30 minutos de iniciação ao golfe com monitor, dois cestos de botas, no Campo de Golfe em Belmonte. Inclui ainda um almoço e duas noites nos hotéis da Turistrela.image thumb100 Destino   Serra da Estrela

» BAPTISMO DE PARAPENTE

Outra actividade que não podes perder. Estás a imaginar a sensação de sobrevoar a belíssima Serra da Estrela?! É isso que irás fazer num inesquecível voo em parapente bi-lugar.

» PASSEIO DE HUMMER E JIPE image thumb101 Destino   Serra da Estrela

A pura adrenalina do todo-o-terreno. Podes optar pelos passeios de Hummer H2 de quase quatro horas ou de 60 minutos de jipe. Tudo isto por trilhos TT que podem variar consoantes as condições meteorológicas.

» PROGRAMA BEM-ESTARimage thumb102 Destino   Serra da Estrela

Como já tens lido nos nossos artigos, os benefícios do Pilates são inegáveis. Aqui poderás usufruir desta prática num cenário realmente diferente. Sugerimos que deixes as sessões de 45 minutos, para o final do dia, após as outras experiências acima apresentadas. E goza de puro bem-estar!

AS ALTERNATIVAS

Clássicas e outras informações úteis

* Snowboard e esqui – Para ir praticando ou experimentares pela primeira vez snowboard e/ou esqui. Em Portugal só o podes fazer na Estância Vodafone (Torre) ou no Skiparque (Manteigas). Se és principiante, alertamos para começares sempre por ter aulas de iniciação com monitores credenciados que existem nos locais. Depois é só desfrutares.

Estância Vodafone – Nove pistas de vários graus de dificuldade, quatro teleskis, urna tetecadeira e um snowpark. www.turistrela.pt

Skiparque - Aqui há neve (artificial) 365 dias por ano, inclusive à noite: uma de aprendizagem com 15% de inclinação; outra com 400 metros de comprimento com uma inclinação de 25% e um half-pipe com 35% de inclinação. www.skiparque.pt

Como chegar?

O Parque Natural da Serra da Estrela é circundado por várias estradas: IP 5, que vai para Vilar Formoso; IC 6, entre Coimbra e Celorico da Beira; EN 16 entre Celorico da Beira e Guarda; IP 2 entre Guarda e Covilhã; IC7 entre Covilhã e Vendas de Galizes. O Porto fica a 197 km de Manteigas, Lisboa a 307 km e Faro a 543 km.

A terra do Fogo

O sul da América do Sul está entre as zonas mais inóspitas do nosso planeta, maisimage thumb32 Patagónia conservadas e mais selvagens. A mistura de montanhas nevadas, rios e lagos de águas cristalinas, glaciares imponentes e florestas belas e intermináveis constituem um forte apelo para os amantes do Outdoor, para aqueles que gostam de se exercitar no meio da natureza. A cordilheira dos Andes é o traço mais marcante deste continente e, nesta região, divide o Chile da Argentina, respectivamente uma imensa zona de floresta chuvosa temperada junto ao Pacífico e uma ainda mais vasta área semidesértica que se estende até ao Atlântico. Perante tanta riqueza de paisagens naturais e oferta de actividades aliciantes, planear uma viagem para o fim do mundo não é fácil…

A primeira vez que aqui estive foram quatro meses, um de barco pelos fiordes da Terra do Fogo e três, essencialmente de bicicleta, pela Patagónia acima percorrendo a cordilheira, a oeste pelo lado chileno e a leste pelo lado argentino. As estradas que percorri, quase todas de terra, são as principais desta região. Praticamente não há caminhos secundários. É por isso que, quando saímos destes itinerários, ficamos quase isolados do mundo, perdidos no tempo.

image thumb33 Patagónia Ushuaia, na Terra do Fogo argentina, é a principal cidade deste arquipélago a sul do estreito de Magalhães. É também a cidade mais austral do mundo, onde começam e terminam muitas aventuras. Quem viaja para a Antárctida é aqui que embarca nos veleiros ou barcos de cruzeiro. O mesmo acontece com quem vai navegar no canal Beagle até Punta Arenas, no estreito de Magalhães. Ou ainda dobrar o cabo Horn à Vela. Uma vez, no Clube Náutico de Ushuaia, conheci um casal com três filhos que navegava há 10 anos pelo mundo fora. Os seus rebentos tinham as mais inesperadas origens e só conheciam o veleiro como sua casa. Outra vez, conheci um norte-americano de Seattle que estava a chegar da sua odisseia de dois anos e meio em cima duma bicicleta desde a ponta mais a norte das Américas, no Alasca. Neste preciso momento, um português, Nuno Pedrosa, percorre estas estradas do sul. Mas muitas pessoas vêm apenas deliciar-se com a natureza graciosa que envolve este ponto final da civilização. 0 Parque Nacional da Terra do Fogo, a apenas 18 km de distância, oferece inúmeras caminhadas, desde o fácil até ao difícil, mas todas espectaculares. De canoa podemos navegar pelo bonito lago Roca, partilhado pela Argentina e Chile. E quem gosta de vida animal selvagem não pode perder uma visita à ilha Dos Lobos para ver as focas brincalhonas ou à ilha Mar para observar os seus pinguins desajeitados.

Umas centenas de quilómetros mais a norte, ainda do lado argentino e junto à cidadeimage thumb34 Patagónia de El Calafate, encontramos o Parque Nacional Los Glaciares classificado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade. 0 glaciar Perito Moreno é a sua principal atracção turística e este atributo deve-se, não só à sua acessibilidade facilitada mas, acima de tudo, à sua espectacular dinâmica. Numa breve visita podemos testemunhar a queda dos enormes blocos de gelo e também ter a percepção do avanço deste glaciar num fenómeno muito raro na nossa época de aquecimento global Nalgumas zonas do Perito Moreno é possível, em actividade devidamente enquadrada por guias especialistas, caminhar sobre o gelo com toda a segurança. Se tiveres a ousadia de experimentar (porque só ousadia é necessária) viverás um dos momentos da tua vida. Ficar alojado numa estância é também uma experiência memorável pois permite-nos conhecer um pouco o estilo de vida dos antigos colonos e cujos descendentes ainda procuram manter as tradições dos seus antepassados. Andar a cavalo, ver a tosquia das ovelhas, caminhar ou simplesmente contemplar as paisagens sem fim são algumas das actividades proporcionadas por estes ranchos.

image thumb35 Patagónia Contornando os lagos Argentino e Viedma chegamos a El Chaltén, a base para explorar o Cerro Torre e Fitz Roy. Encaixada na base dos Andes mais parece uma cidade do faroeste. Para a elite do alpinismo mundial é onde começam as expedições para a difícil escalada destes picos. Para todos os outros é o ponto de partida de magníficas caminhadas por entre florestas de faias com estes tremendos e espectaculares picos como pano de fundo. Frequentemente as nuvens escondem-os e temos que estar preparados para não os vermos. A partir de El Chaltén podemos também aceder à Laguna del Desierto.

Do lado Chileno, Puerto Natales e Punta Arenas são pontos de acesso a algumas das maiores relíquias do nosso mundo natural São, por vocação e desde os primórdios, cidades de passagem e, de alguma forma, um reflexo do seu isolamento perante o mundo cosmopolita e distante. Punta Arenas ainda beneficiou da rota dos grandes navios de transporte mas quando abriu o canal do Panamá perdeu toda a sua glória. São, no entanto, cidades pitorescas e parte de uma história que nos é muito familiar, a da circum-navegação da Terra. Através delas acedemos ao Parque Nacional de Torres dei Paine que é, também, Património Mundial da Humanidade. "Um mini Alaska" éimage thumb36 Patagónia como define este parque o guia de viagem Lonely PLanet. Glaciares, lagos e florestas envolvem as suas imponentes torres de granito que dão nome a este famoso parque e que, praticamente do nível do mar se elevam até atingirem os 3000 metros de altitude. Podemos visitá-lo em 3 dias ou menos mas, principalmente se considerarmos que ali vamos uma vez na vida, vale a pena senti-lo por mais tempo. Uma semana é o tempo mínimo ideal para quem quer explorar activamente o parque. A pé é a melhor maneira de o fazer e podemos caminhar vários dias seguidos pernoitando nos óptimos refúgios estrategicamente localizados ao longo dos percursos. Estes têm refeições disponíveis mesmo para quem não fica alojado e escolhe acampar. Para quem prefere fazer passeios diários a partir de um alojamento base mais confortável há também hosterías e lodges dos mais variados níveis incluindo alguns verdadeiramente luxuosos. Além das caminhadas é possível navegar pelos lagos Grey e Pehoe onde, no primeiro, nos podemos deslumbrar com o glaciar Grey e, no segundo, com o Salto Grande, uma espectacular queda de água proveniente do lago Nordenskold. Cavalgar por esta paisagem variada é também uma proposta, para aficionados ou não, pois os cavalos sul-americanos são criados e estão habituados a grandes espaços e, por isso, são muito mais mansos nestes ambientes estando qualquer pessoa apta a montá-los com segurança. 0 rio Serrano recebe as águas de todos estes lagos e serpenteia até ao fiorde da Última Esperanza ligando os parques nacionais Torres dei Paine e Bernardo Ó’Higgins. Este parque, o maior do Chile com 1 milhão de hectares, foi brindado com o nome do fundador do Chile. Já o fiorde da image thumb37 Patagónia Última Esperanza recebeu o seu nome em 1557 quando o navegador Juan Ladrilleros o explorou na esperança de encontrar uma saída para o Pacífico que nunca chegou a encontrar. Esta ligação de barco, que nos leva até Puerto Natales, reforça ainda mais a nossa percepção dos vastos espaços de natureza selvagem que abundam nesta região.

Para norte estendem-se milhares de quilómetros de natureza selvagem, alguma escassamente habitada. Os ecossistemas vão-se sucedendo uns aos outros. Uma vida não chega para explorar estes imensos e espectaculares países que são o Chile e a Argentina!

 

Imagem no mapa

Se conhece outras ilhas que devessem estar aqui indicadas ou se tiver algumas fotos com uma paisagem paradisíaca, partilhe-as para que as possamos adicionar à colecção. Então, vamos lá!

 

Bora Bora, Polynesia

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Bermuda, Church Bay Beach

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Aruba, Netherlands

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Baros, Maldives

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La Dique island, Anse Source D’Argent beach, Seychelles

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Bottom Bay Beach, Barbados

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Chale Island, Diani Beach, Kenya

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Lanikai Beach, Kailua, Hawaii

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Nassau, Bahamas

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Phi Phi Island, Thailand

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Blue Lagoon Beach, Mauritius

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Smuggler’s Cove Tortola, British Virgin Islands

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Binningup Beach, Western Australia

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Blue Bay Beach, Kiwengwa – Zanzibar

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Clifton Beach, Tasmania

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À VOLTA DO VULCÃO – Aventura na ilha do Faial

Os Açores são por si só um lugar suficientemente belo e cativante, e nas várias ilhasimage thumb28 Ilha do Faial deste arqui­pélago encontramos as condições perfeitas para a prática de vários desportos de aventura. E, se muitas vezes deixamos este magnífico arquipéla­go para trás na nossa "lista", talvez seja porque é "nosso" e como tal "estará sempre lá" e podemos deixar para o fim da lista dos lugares a visitar. Mas os que realmente lá chegam sabem como é errado esse raciocínio. A sua beleza não se limita ao natural, as pessoas são amigas, são calorosas, são generosas e fazem-nos sentir bem-vindos. E por isso acabamos por voltar sempre lá…

Os Açores é um dos destinos mais espectaculares do nosso planeta e a sugestão deste mês é precisamente o Faial, ilha mais conhecida pela marina da Morta e pelo vulcão dos Capelinhos. Pela Horta passam todos os anos centenas de velejadores. A maioria vem das Caraíbas e a Horta é a sua primeira escala antes de chegarem à Europa continental. É para eles um grande motivo de regozijo após muitos dias no mar e também para os locais e visi­tantes que encontram aqui viajantes compulsivos cheios  de histórias para contar. O vulcão dos Capelinhos foi o último em actividade no nosso território, em 1957-8. À parte destas atracções, para muitos o Faial é uma ilha menos bonita, menos interessante que outras açorianas. Mas a ilha Azul, como baptizou o escritor Raul Brandão, tem muitos mais atractivos. As condições são excelentes para vários desportos de aventura: image thumb29 Ilha do Faialcaminhadas, BTT, caia­que de mar, mergulho, windsurf, vela, observação de ba­leias e golfinhos, pesca e parapente. E, por isso, propomos uma caminhada: a volta à caldeira a pé é um percurso fácil, faz-se em meio dia e tem vistas espectaculares para dentro e para fora da cratera deste extinto vulcão. A caminhada começa no parque de estacionamento da caldeira onde podemos chegar de táxi ou de carro. É reco­mendável começares para o lado direito (norte) por cima de um túnel que dá acesso a um mirador com vista para dentro da caldeira. Caminhamos ao longo da crista e o percurso, embora não identificado, é bastante óbvio para qualquer pessoa. Às vezes há cercas de gado que, depois de abertas, devem ser fechadas. Do lado interior podemos observar a enorme cratera com 400 metros de profundi­dade e 2 km de diâmetro. Do lado de fora, começamos por ver a zona nordeste do Faial com o farol da ribeirinha na ponta. Mais ao fundo avistamos, quase de perfil, a ilha de S. Jorge. Ainda mais longe, em dias excepcionais, con­seguimos ver a ilha da Graciosa. No lado norte, as linhas de água são muito profundas e estão preenchidas por tu­fos imensos de hortênsias azuis e brancas. Estas inúmeras linhas de água descem montanha abaixo na direcção do Salão, dos Cedros e da Praia do Norte revelando que este é o lado da ilha mais exposto às chuvas. Nalgumas zonas há grandes manchas de criptomérias, uma bonita espécie florestal proveniente do Japão. Continuando por estas veredas, já virados a oeste avistamos três crateras mais pe­quenas: o Cabeço Verde, o Cabeço do Fogo e o Cabeço da Fonte. Estão alinhadas com o Vulcão dos Capelinhos que fica no limite oeste da ilha e que se distingue claramente dos outros por não ser verde mas sim castanho devido à sua erupção muito mais recente. A perspectiva que estaimage thumb30 Ilha do Faial caminhada nos dá da ilha é muito interessante pois é muito abrangente e conseguimos localizar e relacionar no terreno acidentes geológicos que de outra forma só no mapa é possível fazê-lo, quase como uma vista aérea. Quando nos viramos a sul, sempre pela crista da cratera, encontramos a estrada de alcatrão que se dirige ao ponto mais alto do Faial, o Cabeço Cordo, a 1043 metros de altitude. Caminhamos ao lado da estrada até às antenas e, daí, para baixo na direcção novamente do parque de es­tacionamento da caldeira, onde começamos o nosso pas­seio. Temos então à nossa frente o imponente e magnífico Pico, o ponto mais alto de Portugal com 2351 metros!

TOMA NOTA!

A caminhada dura cerca de 3 horas e devemos ter em atenção que o tempo nos Açores é muito irregular, podemos começar com sol e acabar com chuva e muito vento. Deves consultar a previsão meteorológica e levar um corta-vento e chuva, agasalhos e farnel numa mochila. Tens que ter image thumb31 Ilha do Faialem atenção também que nalgumas zonas da caminhada há algumas falésias que estão mais expostas e não têm protecções. Nessas zonas, deverás escolheres o trilho mais distante das falésias. Claro que todas estas vistas só são possíveis de observar em dias de boa visibilidade, o que nem sempre acontece nos Açores. A melhor altura é sem dúvida o Verão mas noutras épocas do ano também podemos ter a sorte de ter bom tempo. Aproveita os Açores!

 

 

Imagem no mapa
Aventura no Badoca Park image thumb27 Rafting Africano

O Badoca Safari Park tem para oferecer: um Rafting Africano, ou seja, 500 metros de águas turbulentas que circulam num ambiente recriado, a bordo de um barco pneumático. Se não ficares satisfeito, aproveita a viagem e percorre o Safari Aventura, onde poderás observar um total de 350 animais selvagens em liberdade. Não deixes passar sem conhecer a Ilha de Madagáscar, fazer o percurso pedestre, conhecer a Floresta Tropical… Momentos mágicos, únicos e cheios de aventura! Visita: www.badoca.com

Para mais tarde recordarimage thumb24 Patagónia de Norte a Sul

Patagónia, onde irás encontrar algumas das paisagens mais belas e dramáticas do nosso planeta. Percorrer os diversos ecossistemas, das florestas do Norte até aos glaciares no Sul, aliando os recantos mais escondidos com o de melhor que a Patagónia tem para oferecer. Aproveite para  conhecer a cultura local e suas tradições.  Vais ainda ter oportunidade de realizar o mítico trekking do W nas Torres del Paine, percorrer a Carretera Austral, relaxar enquanto navegas por entre estreitos fiordes, visitar a vibrante cidade de Santiago do Chile e desvendar a tradição, lendas e mitos das ilhas Chiloe… Uma experiência inesquecível! Parte à aventura!image thumb25 Patagónia de Norte a Sul

… e da sua lagoaimage thumb26 À descoberta de Óbidos...

Faça uma visita à vila de Óbidos, um local que conserva séculos de história nas suas muralhas. Num cenário que te vai deixar a pensar o que era viver nos tempos medievais, durante um fim de semana terás o prazer de realizar canoagem na bela Lagoa de Óbidos, descidas de slide, rappel na muralha do castelo, provas de orientação, torneios de jogos em grupo, tiro com arco e besta, um prova de caça ao tesouro, e no fim ainda poderás desfrutar da tradicional Ginginha de Óbidos. Mais informações: www.jump.pt

Aqueles que não passaram pela cabeça de visitar estas ilhas, devem olhar para estas fotos, basta ver como elas são lindas, acho que todos gostariam de visitar estas ilhas.

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