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Arquivo de Fevereiro, 2010

Num destino como este não podíamos deixar de fazer um passeio pela ilha, numa das suas famosas Levadas. A beleza da Madeira interior é incontornável e deixa-nos sem respiração…

AS LEVADAS DE ÁGUA (popularmente conhecidas por Levadas), construídas a partir do século XVI e que cruzam todo o comprimento e largura da ilha (constituem sistemas de irrigação compostos por cerca de 2000 km de canais e 50 km de túneis), são uma das grandes atracções da Madeira. 0 seu objectivo inicial foi aproveitar a água que cai predominantemente a norte da ilha (os ventos de nordeste empurram as nuvens contra as altas montanhas provocando na encosta norte precipitação que pode chegar aos dois metros por ano). E hoje, são precisamente essas Levadas que fazem com que milhares de pessoas percorram o solo madeirense. Embora as escolhas sejam muitas e adaptáveis a todos os gostos e condições físicas, resolvi fazer um trilho relativamente pequeno, entre a Achada do Teixeira e o Pico Ruivo. 0 objectivo foi estar literalmente no ponto mais alto da Madeira. Embora não tenha mais de três quilómetros (mais três contando com o caminho de regresso), a verdade é que o percurso não é uma tarefa tão fácil como muitos podem pensar e exige alguma condição física já que, madeira 300x199 Uma caminhada pela Madeirado início (não deixes de visitar o Homem em pé, formação rochosa basáltica que se encontra descendo a encosta, depois de passar pela frente da casa de abrigo da Achada do Teixeira) ao fim sobe-se de 1535 para 1861 metros de altitude. Ao longo do trilho encontrámos alguns abrigos, construídos para proteger os caminhantes da intensa variação climática que se verifica neste local, muito brusca, que frequentemente mergulha a área num mar de nuvens. Essa mudança foi verificada in loco à chegada ao Pico Ruivo. Primeiramente o céu mostrou-se azul e permitiu contemplar a paisagem circundante. Mas quem teve o azar de chegar uns minutos mais tarde, pouco mais vislumbrou que o cinzento das nuvens a toda a volta.

É DE SRLIENTRR TAMBÉM QUE ESTE TRILHO PERMITE ACESSO A OUTROS TRÊS: o PR1 – vereda do Pico do Areeiro (5,1/6,4 Km), o segundo pico mais alto da ilha (1816m); o PR 1.3 – Vereda da Encumeada (8,6 Km), segue para o lado oeste da ilha ao longo da cordilheira montanhosa central; e o PR 1.1- Vereda da Ilha (8,2 Km), que desce para a freguesia da Ilha. 0 percurso é todo ele empedrado, o que facilita em muito a caminhada, que pode e deve ser feita pausadamente, já que a paisagem é fascinante, com o verde das montanhas e dos vales em confronto com o azul intenso do mar. Este caminho é um dos mais procurados pelos caminhantes que todos os anos invadem a Madeira, principalmente devido à sua ligação com o Pico do Areeiro, um trilho já feito em ocasião anterior e que exige um maior cuidado (algumas partes do trilho podem causar calafrios a pessoas que têm medo de alturas). Por isso, émadeira 3 300x283 Uma caminhada pela Madeira difícil estarmos sozinhos no Pico Ruivo, já que a afluência de pessoas é intensa. Esse é o único senão deste trilho, embora seja sempre possível encontrar refúgio em qualquer canto da área circundante ao ponto final da caminhada.

Em resumo, esta Levada é propícia para quem gosta de caminhar mas não pretende arriscar em demasia por terrenos que exigem uma maior técnica. Apesar de o caminho para o Pico Ruivo exigir alguma condição física mínima, o esforço vale realmente a pena devido à sua paisagem única.

Trilho da Cidade de Calcedónia

Escolhemos a Serra do Gerês e fizemos vários percursos pedestres, sendo o nosso eleito o PR1, o Trilho da Cidade de Calcedónia. O trilho é maioritariamente exposto pelo que as vistas são sempre muito panorâmicas. Ao longo de todo o caminho vamos encontrando enormes blocos de granito, alguns deles com fracturas impressionantes e espectaculares. Neste trilho, à excepção das zonas mais baixas onde se encontram algumas paisagens, abundantes em carvalhos e pilriteiros, a vegetação é rasteira, constituída especialmente por urze, tojos e fetos. No ponto mais alto, a 870 metros, encontra-se a justificação para a designação deste trilho, um povoado fortificado da Idade do Ferro de nome Calcedónia e presumivelmente de ocupação romana. Aqui e acolá, nalgumas zonas mais protegidas, alguns exemplares isolados de carvalhos são testemunhos das florestas anciãs. Este percurso magnífico é circular e tem início em Covide que, a 590 metros de altitude, é praticamente o ponto mais baixo do trilho. Seja qual for a opção de sentido, encontramos uma subida pela frente mas, pelo lado docalcedonia Gerês 300x225 Caminhada pelo Gerês   Trilho PR1Campo do Gerês na direcção do Tonel, a subida é mais suave. O percurso está bem sinalizado e, embora bastante desnivelado, é acessível a pessoas de perfil activo. Tivemos especial sorte com a meteorologia pois parecia um dia primaveril ou quase de Verão. No meio do percurso, bem alto na serra, encontrámos um pastor com cabras, uma visão de outros tempos mas aqui ainda bem actual. Imaginamos este trilho espectacular em qualquer outra época do ano. Se for um dia muito quente de Verão, podemos sempre acabar com um mergulho refrescante em Vilarinho das Furnas ou numa das muitas cascatas e piscinas naturais da região. Se for Inverno, até podemos ter a sorte de ter nevado por perto tornando ainda mais especiais as vistas. E, nesse caso, podemos sempre ir tomar um belo banho, por vezes escaldante, às piscinas termais de Lobios, do outro lado da fronteira de Portela do Homem, a cerca de 6 km. Se fores ao Gerês com tempo, considera também os PR’s 5 e 9, respectivamente o Trilho da Águia do Sarilhão (que passa na bonita albufeira de Vilarinho das Furnas) e o Trilho da Geira. Embora todos estes trilhos incluam uma parte da Geira, este último tem uma enorme secção desta via romana entre Braga e Astorga, em Espanha. Em cada milha existe uma marcação com um enorme cilindro em granito, um miliário, que geralmente tem inscrições gravadas em homenagem aos imperadores da época. Não só passeamos no meio da natureza como testemunhamos a história viva.

Passeios na Natureza sem fim

Só quando caminhamos no meio de uma floresta de car­valhos é que sentimos a diferença entre um pinhal ou euca­liptal. As formas destas árvores, que outrora terão povoado todo o norte de Portugal, são graciosas, elegantes e diversas, nada monótonas. No Parque Nacional da Peneda-Gerês ainda podemos ser frequentemente envolvidos por bosques de carvalhos. Este parque, não sendo a maior área protegida do país (é a sexta com 69592,5 hectares), é o nosso único parque nacional. Abrange as serras da Peneda (mais a nor­te), do Soajo (mais a oeste), do Gerês (mais a sudeste) e a Amarela (encaixada entre a do Soajo e do Gerês) e os rios Lima, Homem e Cávado. Em serranias, antes habitadas pelo urso pardo e actualmente (ainda) pelo lobo e águia-real, as possibilidades de escolha para passeios na natureza são imensas e, por isso, uma visita aqui merece vários dias.

Escolhemos a Serra do Gerês e fizemos vários percursos pedestres, sendo o nosso eleito o PR1, o Trilho da CidadeGerês 4 300x225 Caminhada pelo Gerês de Calcedónia. O trilho é maioritariamente exposto pelo que as vistas são sempre muito panorâmicas. Ao longo de todo o caminho vamos encontrando enormes blocos de granito, alguns deles com frac­turas impressionantes e espectaculares. Neste trilho, à excepção das zonas mais baixas onde se encontram algumas pas­sagens, abundantes em carvalhos e pilri-teiros, a vegetação é rasteira, constituída especialmente por urze, tojos e fetos. No ponto mais alto, a 870 metros, encontra-se a justificação para a designação deste trilho, um povoado fortificado da Idade do Ferro de nome Calcedónia e presumi­velmente de ocupação romana. Aqui e acolá, nalgumas zonas mais protegidas, alguns exemplares isolados de carvalhos são testemunhos das florestas anciãs. Este percurso magnífico é circular e tem início em Covide que, a 590 metros de altitude, é praticamente o ponto mais baixo do trilho. Seja qual for a opção de sentido, encontramos uma subida pela frente mas, pelo lado do Campo do Gerês na dire­cção do Tonel, a subida é mais suave. O percurso está bem sinalizado e, embora bastante desnivelado, é acessí­vel a pessoas de perfil activo. Tivemos especialGerês 300x224 Caminhada pelo Gerês sorte com a meteorologia pois parecia um dia primaveril ou quase de Verão. No meio do percurso, bem alto na serra, encontrámos um pastor com cabras, uma visão de outros tempos mas aqui ainda bem actual. Imagina­mos este trilho espectacular em qual­quer outra época do ano. Se for um dia muito quente de Verão, podemos sempre acabar com um mergulho refrescante em Vilarinho das Furnas ou numa das muitas cascatas e piscinas naturais da região. Se for Inverno, até podemos ter a sorte de ter nevado por perto tomando ainda mais especiais as vistas. E, nesse caso, pode­mos sempre ir tomar um belo banho, por vezes escaldante, às piscinas termais de Lobios, do outro lado da fronteira de Por­tela do Homem, a cerca de 6 km. Se fores ao Gerês com tempo, considera também os PR’s 5 e 9, respectivamente o Trilho da Águia do Sarilhão (que passa na bonita albufeira de Vilarinho das Fumas) e o Trilho da Geira. Embora todos estes trilhos incluam uma parte da Geira, este último tem uma enorme secção desta via romanaGerês 3 300x226 Caminhada pelo Gerêsentre Braga e Astorga, em Espa­nha. Em cada milha existe uma marcação com um enorme cilindro em granito, um miliário, que geralmente tem inscrições gravadas em homenagem aos imperado­res da época. Não só passeamos no meio da natureza como testemunhamos a história viva.

Não devemos estar bons da cabeça. Cada vez fabricamos mais tecnologia que incita a que os nossos filhos fiquem em casa, em vez de saírem. Já não sabes o que fazer para aproximar as crianças da natureza? Este artigo dá-fe as dicas que fé vão ajudar a oxigená-los!

A Natureza é um território fantástico para descobrir em família. As crianças têm a necessidade de viver novas experiências que contribuam para a sua formação pessoal e depois destas experiên­cias sentem-se profundamente atraídas pelo que acontece com o meio ambiente. A diversidade de texturas, volumes, sons, formas e elementos naturais, juntamente com a curiosidade infantil, transfor­mam o meio natural num território fascinante de jogos e diversão que facilita o desenvolvimento dos seus sentidos e criatividade, as capacidades motoras do seu corpo, a inteligência e a comunicação. A finalidade de um passeio ou excursão com crianças pelo campo não é conseguir “chegar” a um determinado lugar. Seguidamente damos 10 pistas a pais, monitores de tempos livres e educadores para passar um bom dia de trekking com crianças e voltar para casa com vontade de repetir.

1. Antes da excursãotrekking in lochalsh thumb Faça Trekking com os seus filhos

Consultar a meteorologia para preparar o equipamento adequado e escolher a rota. Num dia de calor é melhor caminhar pela sombra das árvores, percorrer a orla de um arroio ou visitar uma cascata. Com possibilidade de chuva convém passear na zona envolvente de algum abrigo, pelos arredores das povoações ou num espaço protegido. Os dias que antecedem uma excursão são bons para falar com as crianças sobre o lugar que vão descobrir no fim-de-semana e planear jogos e actividades para o dia da rota. Desta forma desperta-se neles a von­tade de sair para passar um dia divertido.

2. Documentação

Os adultos são os guias e modelos das suas perguntas e estímulos quando querem distinguir uma espécie vegetal de outra, interpretar as formas e movimentos das nuvens, distinguir os tipos de rochas e mine­rais ou conhecer um pássaro pelo seu canto. Uma forma de os animar é desenhar um mapa da excursão em casa e que eles brinquem a dirigir o grupo e planificar a rota, decidindo o local de acampamento para comer, as paragens e os sítios de actividades.

3. Sair em grupo

As crianças adoram levar o seu grupo de amigos. Se forem sozinhos com os pais podem aborrecer-se e caminhar menos. Aprender em grupo o domínio e controlo do dinamismo imprevisível e fascinante dos elementos naturais é a maior experiência que os miúdos levam para casa depois de um dia bem passado a trepar rochas e árvores, saltar rios ou perseguindo borbole­tas com os amigos.

4. Água

Atenção à água, especialmente quando as temperaturas estão elevadas e em dias de calor. As crianças precisam de se hidra­tar muito mais que os adultos. Por dentro e por fora. É tão importante beber água, sumos ou bebidas isotónicas como molhar a cabeça, a nuca, os braços e as pernas para lhes proporcionar uma temperatura corporal que os mantenha animados e acti­vos. Durante o Verão é importante escolher rotas com fontes, mananciais e arroios.

5. Alimentação de campope trekking2 Faça Trekking com os seus filhos

Regra geral as crianças não querem levar peso na mochila, e muitas vezes nem sequer levam mochila. 0 que significa que os mais velhos se “sacrificam” pelo sucesso da excursão e carregam as mudas de roupa, os impermeáveis, a água e a comida para todos. Para evitar excessos de peso, na alimentação de campo devem predominar as barras energéticas ou bolachas da marca preferida, queijo, atum. A fruta é incómoda de levar, pelo que podem optar por comer uma banana antes de sair e deixar mais peças no carro para o final da excursão.

6. Fotografia digital

Por princípio não seria necessário levar  nenhum brinquedo ou acessório artificial para a natureza porque se trata de estimu­lar a criatividade espontânea das crianças com as coisas que vão encontrando pelo caminho. Mas a fotografia digital, além de permitir levar para casa os melhores momentos da excursão num cartão de memória, serve também para introduzir as crianças no mundo da botânica, entomolo­gia, ornitologia ou alguns dos jogos cientí­ficos disponíveis na natureza. Um carderno de campo e uma lupa são acessórios que podem completar o equipamento.

7. Bicicletas de montanha

A bicicleta é o grande brinquedo das crianças na natureza. É raro uma criança dizer que não quer sair se levar a bicicle­ta. A maioria das rotas para passear em família costumam descrever-se por veredas largas, caminhos rurais e pistas florestais sem grandes desníveis que permitem a passagem de bicicletas de montanha e o mesmo percurso pode fazer-se parte a pé e parte em bicicleta. As crianças entre 4 e 7 anos costumam caminhar mais devagar que os adultos e a bicicleta é um bom recurso para aproximar ambos os ritmos.

8. Jogos de campo

O grande desafio dos adultos é conseguir que as crianças desfrutem, brinquem e se divirtam na excursão, e se não chegarmos ao vértice geodésico ou ao miradouro que estava previsto teremos de voltar outro dia. Em muitos casos as crianças têm cria­tividade suficiente para Um truque é guardar na mochila algumas coisas que podem servir para desenvolver alguns jogos de campo: óculos de mergulho no caso de rotas de água, kites, guias para reconhecer animais e plantas ou livros de actividades de ar livre. Um corda é fan­tástica para fazer baloiços, escalar rochas fáceis, fazer provas de força, etc. E é preciso ter sempre em conta que a melhor motivação para que uma criança tímida ou indecisa se lance à descoberta do mundo natural é ver os adultos jogar, especialmen­te se forem os seus pais.

9. Mochilas porta-bebéstrekking 300x199 Faça Trekking com os seus filhos

Durante os primeiros anos de vida das crianças será uma época incómoda para praticar trekking porque é preciso carregar uma quantidade de utensílios, para além das próprias crianças. No entanto, o con­tacto com a natureza e o ar livre provocam uma série de sensações que são essenciais nos primeiros anos de vida, que unidas à actividade em família geram um bom ambiente de harmonia e bem-estar. Para facilitar a tarefa existem no mercado vários modelos de mochilas porta-bebés que se adaptam a todos os gostos e necessidades, com compartimentos para levar todo o material necessário e boas ombreiras para que os pais e as mães suportem tudo sem ter de ir ao massagista depois.

10. Respeito pela natureza

Acima de tudo, dos jogos, do desporto, da diversão, das fotos, deve transmitir-se às crianças que a natureza é a reunião de uma série de ecossistemas fundamentais para a vida no planeta. E a nossa missão é conservar e tentar enriquecer toda essa diversidade florestal, geológica e animal. Ensina-os a respeitar a Natureza!

A volta à caldeira

Outra sugestão é no Faial, ilha conhecida pela marina da Horta e pelo vulcão dos Capelinhos. 0 vulcão dos Capelinhos foi o último em actividade no nosso território, em 1957-8. À parte estas atracções, para muitos o Faial é uma ilha menos bonita, menos interessante que outras açoria­nas. Mas a ilha Azul, como baptizou o escritor Raul Brandão, tem muitos mais atractivos. As condições são excelentes para vários desportos de aventura: caminhadas, BTT, caiaque de mar, mergulho, windsurf, vela, observação de baleias e golfinhos, pesca e parapente. Propomos uma caminhada à volta da caldeira do vulcão a pé, um percurso fácil, que se faz em metade do dia e tem vistas espectaculares para dentro e para fora da cratera deste extinto vulcão. A caminhada começa no parque de esta­cionamento da caldeira onde é possível chegar de táxi ou de carro. É recomendá­vel começar para o lado direito (norte)ilha do faial 2 300x226 Passeio   Ilha do Faial, Açorespor cima de um túnel que dá acesso a um miradouro com vista para dentro da cal­deira. Caminha ao longo da crista e o per­curso, embora não identificado, é bastan­te óbvio. Às vezes há cercas de gado que devem ser fechadas quando passares por elas. Do lado interior podemos observar a enorme cratera com 400 metros de pro­fundidade e 2 km de diâmetro. Do lado de fora, começamos por ver a zona nordeste do Faial com o farol da ribeirinha na ponta. Mais ao fundo avistamos, quase de perfil, a ilha de S. Jorge. Ainda mais longe, em dias excepcionais, conseguimos ver a ilha da Graciosa. No lado norte, as linhas de água são muito pro­fundas e estão preenchidas por tufos imensos de hortênsias azuis e brancas. Estas inúmeras linhas de água descem montanha abaixo na direcção do Salão, dos Cedros e da Praia do Norte revelando que este é o lado da ilha mais exposto às chuvas. Continua por estas veredas e já virado a oeste irás avistar três crateras mais pequenas: o Cabeço Verde, o Cabeço do Fogo e o Cabeço da Fonte. Estão alinhadas com o Vulcão dos Capelinhos que fica no limite oeste da ilha e que se distingue claramente dos outros por não ser verde mas sim castanho devido à sua eru­pção muito mais recente. A perspectiva que esta caminhada nos dá da ilha é muito abrangente e conseguimos localizar e relacionar no terreno acidentes geológicos que de outra forma só no mapa é possível, quase como uma vista aérea. Se te virares a sul, sempre pela crista da cra­tera, irás encontrar a estrada de aLcatrão que se dirige ao ponto mais alto do Faial, o Cabeço Gordo, a 1043 metros de altitude. Caminha ao lado da estrada até às antenas e daí volta para baixo na direcção novamente do parque de estacionamento da caldeira, onde começa o passeio. Terás então à frente o imponente e magnífico Pico, o ponto mais alto de Portugal, com 2351 metros.ilha do faial 3 300x199 Passeio   Ilha do Faial, Açores

A caminhada dura cerca de 3 horas e devemos ter em atenção que o tempo nos Açores é muito irregular. Consulta a previsão meteorológica e leva um corta-vento e alguns agasalhos para a chuva. Nalgumas zonas da caminhada há algumas falésias que estão mais expostas e não têm protecções. Nessas zonas, escolhe o trilho mais distante das falésias. Todas estas vistas só são observáveis em dias de boa visibilidade. A melhor altura é o Verão mas noutras épocas do ano também podemos ter a sorte de ter bom tempo.