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O percurso irá conduzir-nos até à entrado da Gruta das Salemas. Esta abre-se numa bancada de calcários apinhoados do Cenomaniano superior formando cornija no iam esquerdo do Vale da Ribeira de Lousa.

A Gruta das Salemas, descoberta na década de 50, é um corredor sinuoso, com cerca de 30gruta salemas metros de comprimento e um metro de largura média, que termina numa exígua sob. 0 chão rochoso apresenta, junto da entrada da cavidade, diversas marmitas e fracturas que se encontravam preenchidas por terra rossa (com pedras calcárias e basálticas), indústrias pré-históricas (do Paleolítico superior) e ossos de fauna quaternária: ursos (Ursus arctos e Ursus spelaeus), felinos (Felis pardus e Felis pardina), Hiena (Hyaena croata spelaea), Lobo (Covis lúpus). Cavalo (Equus caballus), etc. A pobreza de utensí­lios encontrados indicará que a Gruta das Salemas nunca deve ter servido de habitação permanente: inicialmente (no Paleolitíco) constituiria um obrigo temporário e, mais tarde (no Neolítico), uma necrópole.

Junto da Gruta das Salemas, num algar posto a descoberto pela laboração da pedreira que aí foi instalada, surgiu uma bolsada contendo industria mustierense, restos humanos possivelmente do paleolítico médio e fauna idêntica à da Gruta dos Suemos, acrescida de ossos de elefante (Elephas sp.). Os ossos de rieanoertaler6es(possivelmente do Paleolítico médio), descobertos no povoado de Salemas, são uma raridade. O CVL assenta em discordância, sobre o curso talhado nos “Calcários com rudistas”. Este contado pode-se depreender se se caminhar em direcção do Alto da Toupeira, no entanto, iremos tomar um rumo diferente Regressando peto caminho que nos conduziu à Gruta das Salemas, junto ao cruzamento, vira-se para oeste até à Ponte da Levada. Durante a descida dessa estrada alcatroada poder-se-á observar os “Calcários e Margas” que aí afloram coroados pelos “Calcários com rudistas”. Junto da estrada que liga Lousa a Ponte de Lousa, no cru­zamento da Ponte da Levada, encontra-se o contacto entre os “Calcários e Margas” e os “Grés de Almargem”. Aí, podem observar-se laminações entrecruzadas e uma inclusão de carvão no se/b dos arenitos. Chegado a este ponto do percurso, o cami­nhante poderá subir a Encosta da Saúde, passar por Carcavelos, Alto do Penedo Mouro e Ponteias até Ponte de Lousa, revendo as diversas unidades geológicas já conhecidas. No entanto, caso o cansaço o aconselhe, deve regressar a Montachique pela estrada que conduz a Lousa ou, melhor ainda, descer até Ponte de Lousa. Apesar de caminhar junto a uma estrada bastante transitada, a observação geológi­ca da área continuará a ser possível: verás que é um exercício estimulante! Não só físico, mas também mental…

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    categorias: Lousa
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