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Arquivo da categoria ‘Algarve’

Algarve é um local que deve visitar, um local para observar os mais derivados peixes, comer marisco, visitar as mais belas praias do mundo. Foi considerado o melhor destino de golfe do mundo, o verão dura o ano inteiro. Pode praticar quase todos os desportos e muitas atividades de lazer. Talvez já tenha ouvido tudo isto mas nunca por quem cá vive, veja o vídeo vale a pena.

Segredos do Algarve

Este é o anti-resort por excelência. Uma herdade ecologicamente responsável onde consegue realizar as tão desejadas férias recatadas.

companhia das culturas Fim de semana   Companhia das Culturas

Chama-se Companhia das Culturas e é a melhor das opções para um fim-de-se­mana de puro descanso. Divide atenções com a re­serva natural de Castro-Marim e a Ria Formosa, o bar­rocal algarvio e a serra que se inclina até Mértola. São 40 hectares de pinheiros mansos, alfarrobeiras, oli­veiras, damasqueiros, fi­gueiras e uma hortinha de produção ecológica.

Aqui as antigas instala­ções pecuárias cederam lugar à arte do arquitecto Pedro Ressano Garcia, acér­rimo respeitador dos vestí­gios do tempo. Eglantina Monteiro, directora da fa­zenda, é antropóloga e, como tal, é uma admirado­ra das heranças históricas: na Companhia das Cultu­ras, cada peça de decoração tem uma história para con­tar. A ausência de televisão é apenas um pretexto para se pôr a caminho de outras experiências. Alie o exercí­cio à descoberta sensorial e embarque numa caminha­da carregada de aromas do campo. Faz lembrar os li­vros infantis pensados para despertar nos mais peque­nos a consciência dos chei­ros e que a cada virar de pá­gina desvenda uma nova fragrância. Aproveite tam­bém para descobrir (ou re­descobrir) aromas que na cidade são diluídos – o mais provável por esta altura é que de entre os aromas do tomilho e do funcho, o dos damascos e dos laranjais em flor se sobreponham. Se não é grande fã de andar a pé, tem bicicletas disponí­veis, passeios a cavalo e pó­neis para a criançada. Se prefere dedicar-se a mo­mentos mais eruditos, pode sempre bisbilhotar a biblio­teca situada num antigo la­gar ou, mais relaxante ain­da, beber um sumo natural no “friendlybar”.

Escolha a sua compa­nhia e ponha-se a caminho.companhia das culturas 2 300x177 Fim de semana   Companhia das Culturas

O pequeno-almoço na Companhia das Culturas é uma refeição muito especial, um momento de fruição e experimentação gastronómica a base de produtos da casa. Sumos de frutas da época, queijo fresco de cabra, pão cozido em forno de lenha de esteva e azinho, muxama (atum seco), compotas dos frutos da quinta de produção ecológica, iogurte ecológico e, conforme a época, ovos com espargos braws, tomatada, paté de porco preto.

Onde ficar

Fazenda S. Bartolomeu Castro Marim

Tel.: 281513 188

Quartos: 7 Preços: 90 a €120 (época alta) 80 a €100 (época baixa)

Parque Natural do sudoeste alentejano e Costa Vicentina

Sugerimos uma caminhada junto ao mar a partir de Almograve até ao cabo Sardão. 0 percurso pode ser feito de ida e volta ou, se tiveres dois carros, deixar um no final para o regresso. Podemos ainda combinar com um táxi para nos ir buscar ao cabo Sardão ou pedir para nos deixar lá no início e fazer o percurso inverso. Trata-se de um percurso pedestre circular suge­rido e identificado pelo PNSACV que começa e termina em Almograve onde se encontra o pla­carei de interpretação. Daí, dirige-te para a praia e logo de seguida para a direita por cima de um passadiço de madeira que protege as primeiras dunas e da acesso a falésia. Nesta zona a falésia é baixa e o trilho arenoso fica entre bonitas flo­res e vegetação rasteira e dunar. Mais a frente irás encontrar a praia dos Ouriços que fica na foz duma ribeira. Regressamos pelo caminho que tínhamos acabado de fazer, e, novamente na praia de Almograve, continuamos emalmograve 300x225 Passeios   Almograve até ao Cabo Sardão frente para suL À beira-mar há um estradão que nos leva ate ao porto das Lapas. Este é um pequeno acesso ao mar utili­zado por pescadores que aproveitaram bem um canal natural por entre rochas e um pequeno promontório a proteger da ondulação e vento de norte, muito típicos na nossa costa ocidental. Continuando, o estradão que no porto das Lapas passou a trilho irá propor­cionar paisagens espectaculares sobre as falésias vertiginosas onde a cor da rocha e da vegetação arbústica contras­ta com o azul forte do Atlântico. Nesta costa ainda selvagem pode observar-se em época própria um fenómeno único em Portugal: a nidificação das cego­nhas em pequenos ilhéus pontiagudos que se encontram junto a costa. 0 regresso do cabo Sardão pode ser pelo mesmo trilho que, visto de uma perspectiva diferente, parece outro…

Aljezur é um dos concelhos algarvios, inserido na Costa Vicentina, que encanta pelas suas paisa­gens, praias, natureza e património.

image thumb1 Aljezur encanta na Costa vicentina

Rodeadas pelo perfil serrilhado de altas arribas xistosas, as praias ora prolongam-se terra adentro em dunas extensas ora são conchas de areia dou­rada ladeadas pelas rochas negras altaneiras. São o paraíso dos pescadores, surfistas, praticantes de bodyboard, amantes da natureza e de quem gosta de desfrutar de um magnífico pôr-do-sol.

Já o Castelo de Aljezur é o ex-líbris do patrimó­nio deste concelho. Monumento Nacional, foi er­guido pelos árabes no séc. X e tomado aos mouros no séc. XIII. Foi o último castelo a ser conquistado no Algarve.

Não deixe de provar algumas das especialida­des de peixes e mariscos, bem como deliciosos pra­tos de caça. À sobremesa, não deixe de pedir um tentador pudim de batata-doce.

image thumb2 Escolha o Zoomarine para um dia em família

Se estiver de férias pelo Sul do País, não deixe de levar os seus filhos a passarem um dia animado e didáctico no Zoomarine, em Albufeira/Algarve. Tendo como base temática “A Vida dos Oceanos”, o Zoomarine tem para oferecer, com um bilhete único, um espaço amplo de lazer, entretenimento e educação. Espectáculos de gol­finhos e aves de rapina encontram-se entre as actividades mais apetecíveis para toda a família, já para não fa­lar das diversas piscinas espalhadas pelo recinto, que fazem as delícias de miúdos e graúdos. Por outro lado, transmite uma forte componente educativa e de sensi­bilização para a preservação da vida marinha. Até 4 de Setembro, o Zoomarine está aberto das 1Oh às 19h30. O preço por adulto é de €24 euros, crianças (dos 5 aos 10 anos) e idosos (+ 65 anos) pagam €15.

Sugestão: Hotéis em Albufeira

Uma elevação especial

O Cerro da Cabeça, com 250 metros de altitude e a poucos quilómetros de Moncarapacho,Cerro da Cabeça no Algarve, tem o mais espectacular megalapiás da região. Este "geomonumento" é uma colina de dimensões modestas mas cuja peculiaridade não passa despercebida aos olhos mais desatentos. Esta elevação merece e justifica uma visita certamente inesquecível.

Se já passou pelo sotavento algarvio com certeza que não ficou alheio ao panorama dos montes da Serra de Montefigo que se estendem, de nascente para poente, sobranceiros ao litoral. Essa serra começa, a este, por uma pequena elevação que passaria despercebida face ao comparativa­mente grande Cerro de S. Miguel (410 m) não fosse a sua superfície estar coberta de rochedos. É um panorama diferente aquele que lhe propomos ao sugerir que visite o Cerro da Cabeça (249 m), situado a cerca de 2.5 quilómetros a nor-nordeste de Moncarapacho, um dos locais mais pitorescos da região algarvia. Com efeito, o terreno essencialmente rochoso Cerro da Cabeça 2 e muito acidentado associado a uma flora variada típica do barrocal constituem um elemento de grande beleza pai­sagística. Neste cerro, um verdadeiro geo-monumento, encontra-se o mais espectacular megalapiás do Algarve, onde dominam os grandes dorsos de superfícies arredondadas, relevos có­nicos e pedunculados, torres e blocos, distribuem-se densamente por toda a elevação.

O trabalho erosivo das águas de escorrência sobre as rochas carbo­natadas não se limitou, no entanto, a modelar esse peculiar relevo ruíniforme, pois a profusão de cavernas aí existentes revelam a importância do seu oculto mundo subterrâneo. De facto, o Cerro da Cabeça é a zona on­de existe maior número de grutas no Algarve, algumas delas de grande in­teresse zoológico e arqueológico, para além de aí se situarem as cavidades mais profundas da região (Algar Ma­xila e Algar Medusa com 95 e 78 m de profundidade, respectivamente). Estas características geomorfológicas fazem com que o Cerro da Cabeça seja ideal para a prática de "espeleologia" e de bouldering (escalada de blocos), no entanto, também se poderá, como é óbvio, apreciar este cerro de um modo menos "radical" através de um simples passeio.

Paisagem DeslumbranteCerro da Cabeça 3

Subindo pela escadaria que dá acesso aos restos do que já foi um miradou­ro, situado na vertente sul dessa eleva­ção, poder-se-á abranger uma ampla panorâmica do litoral algarvio, desde Vila Real de Santo António até além de Faro. A estrutura de betão e metal que se irá encontrar no caminho de terra que liga à dita escadaria é o resultado da desastrosa tentativa de abertura ao turismo da Gruta da Senhora, da qual resultou a destruição dessa cavidade. Mas não desanime. Apesar de nesse cerro já se verificar a actuação nefasta do homem, esta ainda não é muito marcante (pelo menos à superfície), exceptuando a pedreira situada na base sul-sudeste e alguns locais pon­tuais em que se verifica a existência de lixo. Se é daqueles que gosta mes­mo de andar a pé, vá até ao marco geodésico, no alto dessa elevação, e deslumbre-se com um pôr-do-sol a enquadrar a silhueta do Cerro de S. Miguel a oeste, as ilhas barreira da Ria Formosa a sul, a planície litoral que se estende até terras de Espanha a este, e as colinas carbonatadas a norte. De regresso à base do cerro, contemple a transmutação do ambiente com o anoitecer. Se tiver sorte de estar Lua cheia, sinta a sacralidade do local que nos remete aos tempos remotos em que os nossos antepassados do paleo­lítico dormiam à luz das estrelas.

Cerro da Cabeça 4 Valor Ambiental

Actualmente, o Cerro da Cabeça, pro­priedade da Santa Casa da Misericór­dia de Moncarapacho, encontra-se ao abandono, sujeito aos mais diversos actos de vandalismo ambiental, o que se reflecte em especial nas grutas aí existentes e a nível da fauna e da flora. O grande valor ambiental que essa elevação encerra aconselharia a sua conservação urgente classificando-a como área protegida. Aproveite para a visitar, antes que seja tarde, mas não se esqueça: "não tires mais que foto­grafias, não deixes mais que pegadas".

 

Um mar de rochedos

O Cerro da Cabeça (250 m) situa-se a cerca de dois quilómetros e meio a nor-nor­deste deCerro da Cabeça 5 Moncarapacho. Nesse cerro encontra-se o mais espectacular megalapiás do Algarve, onde dominam os grandes dorsos de superfícies arredondadas, relevos cónicos e peduncuhres, torres, arcos, blocos, etc, distribuindo-se densamente por toda a elevação.

As torres e dorsos encontram-se separados por fendas (falhas e diáclases) entulhadas de calhaus angulosos. Por vezes, surgem pias de grandes dimensões e corredores. As pias escavadas no lapiás prolongam-se frequentemente, em profundidade, por alga­res geralmente de boca estreita e obstruídos por detritos clásticos (ex algar do Próximo) ou de grande profundidade (ex. algar Medusa). No cerro da Cabeça localizam-se as formas endocársicas mais profundas, de que se tem conhe­cimento, no carso algarvio: Algar Maxila (95 m), Algar Medusa (74 m), Algar dos 60 m (85 m), etc

 

Ficha Técnica

Cerro da Cabeça 6♦ Localização: Algarve Central, a norte de Olhão.

♦ Acessos: a melhor forma de chegar a Moncarapacho será vindo de Olhão, pela EN398, passando por Quelfes. Mas existem outras opções.

♦ Distância: cerca de 3 km

♦ Duração: cerca de 2h

♦ Dificuldade: fácil

♦ Época aconselhada: todo o ano

♦ Cartografia: Carta Militar de Portugal do Instituto Geográfico do Exército (IGeoE), na escala de 1/25 000, folhas n° 607 -Moncarapacho (Olhão).