Turismo cá dentro

O seu destino mesmo aqui ao lado

Receba por mail os novos destinos:

Delivered by FeedBurner

Galiza: Hotel “A Quinta da Auga”

Publicado por turismo
01/06/2010

Londres

Publicado por turismo
06/05/2010

Chegue ao seu destino de forma original

Publicado por turismo
22/04/2010

Irlanda do Norte

Publicado por turismo
15/01/2010

Himalaias

Publicado por turismo
14/12/2009

Arquivo da categoria ‘Centro’

Entre conventos e guloseimas

O dia amanhece cinzento, em Alcobaça, mas nem isso retira be­leza ao grandioso Mosteiro, a pri­meira obra inteiramente gótica erguida em Portugal, que atrai mi­lhares de visitantes todos os anos. No seu interior, repousa o amor eterno de D. Pedro e D. Inês, o par mais romântico da nossa História, cuja presença confere ao Mostei­ro e à própria cidade de Alcobaça uma aura especial, tão tranquila como as águas do rio que por aqui corre, o rio Alcoa. Este é, também, o nome de uma pastelaria que fica em frente ao Mosteiro, já várias vezes premiada pelos seus doces conventuais e de onde é impossível sair sem experimentar pelos menos duas ou três das suas es­pecialidades.

Esquecendo completamen­te as preocupações com a linha, rumamos a outra das Maravilhas de Portugal, o Convento de Cristo, em Tomar, a cidade por­tuguesa, onde a palavra “templá­rios” faz todo o sentido, surgindo em nomes de ruas, lojas, hotéis e. claro, associada ao Castelo Tem­plário que, lá no alto, vigia dia e noite esta encantadora cidade. É precisamente rumo ao castelo e ao convento que subimos no comboio turístico, que parte dos Paços do Concelho.alcobaça 2 300x225 De Alcobaça a Tomar

Lá de cima, esmagados pela vista, pelos jardins e pelo verda­deiro banho de História, mergu­lhamos numa descida rumo a uma enorme surpresa chamada Museu dos Fósforos, situado no Convento de S. Francisco. Aqui encontramos a maior colecção fi-luminística da Europa, iniciada em 1953 pelas mãos do tomarense Aquiles de Mota Lima, doada à Câmara Municipal de Tomar no início da década de 80 e que conta com mais de 60 mil caixas de fósforos, oriundas dos mais varia­dos países.

Deixamos o museu e regressa­mos à parte antiga da cidade, onde o nosso destino dá pelo nome de Estrelas de Tomar, uma paste­laria onde os doces conventuais e os doces típicos são tratados com toda a mestria e todo o ca­rinho. E é já acomodados no jar­dim que acompanha o rio Nabão, sob um céu agora completamente azul. que decidimos provar aque­les que são os doces mais pro­curados: os Beija-me Depressa. Haverá nome melhor para par­tilhar em boa companhia?

DOCES TENTAÇÕES

Numa época onde as mesas estão compostas e os doces em destaque, este passeio revela-se precioso na descoberta de sabores conventuais que, com toda a certeza, farão a diferença.alcobaça 300x225 De Alcobaça a Tomar Em Alcobaça, a Pastelaria Alcôa revela-se um verdadeiro paraíso para os gulosos. Vencedora de vários prémios na Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais que. anualmente, tem lugar nesta cidade, ostenta nas suas vitrinas perdições como o Toucinho do Céu, as Castanhas de Ovos, o Pudim de São Bernardo, os Segredos de D. Pedro, os Fradinhos e as Curnocópias, para além de um bolo-rei especial, recheado com gila e doce de ovos. Em Tomar, o pecado da gula ganha forma na pastelaria Estrelas de Tomar onde, diariamente, dezenas de pessoas procuram as Queijadas de Tomar, que se afirmam como a mais antiga especialidade local, e os incontornáveis Beija-me Depressa que, maioria das vezes, estão todos vendidos ao final da manhã.

Enquanto percorríamos o caminho de pedra ao longo do Tejo interrogávamos-nos: “Mas será que a câmara construiu este soberbo paredão só para po­dermos caminharAlmourol thumb Os trilhos do Tejo ao longo do rio?!” Parecia corresponder a um enorme e exagerado investimento para um simples trilho pedestre, coisa que não estamos habituados a ver. E, na realidade, esta não foi uma construção recente com este propósito. Foi sim, o excelente aproveitamento que a Câmara Municipal de Nisa fez, em conjunto com outras entidades de um velho muro de sirga que servia para rebocar rio acima, a partir da margem, os barcos até Vila Velha de Rodão. Hoje, podemos caminhar neste troço duran­te três quilómetros,a partir da Barca da Amieira ate à barragem de Fratel. O caminho é muito bonito sendo a paisagem uma transição entre o nosso sul e o nosso norte, entre o Alentejo e a Beira Baixa.

Na margem norte, corre a linha férrea. Antiga­mente (até muito recentemente), o comboio parava neste apeadeiro para os passageiros descerem e acederem à margem sul e daí até à Amieira, mais isolada. O rio era atravessado por uma barcaça e daí o lugar se chamar a Barca da Amieira. Foi aqui que começámos o nosso percurso pedestre (PR1). No parque de estacionamento, um painel interpretativo dá-nos as informações essenciais: um percurso circular de dificuldade média, com 12,6 kms de comprimento e a realizar em, aproximadamente, 3 horas e meia. Tem também o mapa e dá-nos outras informações que, não sendo essenciais, nos enriquecem o passeio. Uma delas é a história que dá o nome ao nosso percurso pedestre, o Trilho das Jans.

As Jans eram umas mulheres invisíveis que fiavam um linho muito fino e sem nós. A lenda dizia que, “quem quisesse uma peça tecida pelas Jans teria que deixar deTejo thumb Os trilhos do Tejo noite o linho e um bolo de farinha de trigo a cozer na lareira. Terminado o trabalho, estas desapareciam misteriosamente levando consigo o petisco”. Conta-se também que, depois de morrer em Estremoz, o corpo da Rainha Santa Isabel, casada com D. Dinis, foi transportado desde a Amieira até aqui trajando um vestido de linho tecido pelas Jans. Caminhámos ao longo do nosso maior rio mas, no sentido contrário ao da corrente. Nesta sec­ção, as águas têm movimento, inclusivamente um rápido, e sugerem-nos um passeio combinado a pé e de caiaque, talvez numa próxima opor­tunidade. O caminho é exposto e, de vez em quando, no outro lado do rio, passa um comboio. Não sabemos se os passageiros nos vêem mas dizemos “adeus” na mesma. Imaginamos as pes­soas lá dentro, felizes na sua viagem panorâmica de comboio. Nesta parte do percurso há poucas sombras mas acabámos por encontrar um bom local para o pic-nic. Ao contrário do Tejo mais conhecido, onde as suas margens se perdem na extensão das lezírias, aqui o rio é estreito e as su­as margens são rochosas e inclinadas. As Portas de Ródão, a montante da barragem de Fratel, são o melhor exemplo deste fenómeno geológico. A cerca de 3 km do início, o paredão desaparece e dá lugar a um trilho mais desordenado pelo meio de pedras. Continuámos mais um pouco até avistarmos a ribeira de Figueiró. Aqui, deixámos de ver o trilho e subimos até uma pequena casa de pedra. Parámos para descansar um pouco e imaginámo-nos ali dois dias em contemplação. A vistaReserva Tejo para o Tejo era desafogada e bonita. Con­tinuámos pela subida a pique que mais parecia um corta-fogo. Do lado esquerdo, ao fundo, estava a barragem de Fratel e a albufeira por si formada. Num ponto mais acima, ofegantes, encontrámos outro painel interpretativo onde confirmámos a nossa localização. Aproveitámos para descansar. A partir daqui, caminhámos mais no Alentejo, por entre campos de pasto, azinhei­ras e sobreiros. Ainda apanhámos uma boleia dum tractor mas antes da Amieira pedimos ao condutor para parar. Nós queríamos mesmo era caminhar. Chegados à extremidade norte da Amieira, à estrada de alcatrão, virámos à direita e andámos até o sinal de trilho pedestre nos indicar a saída à esquerda, novamente para o caminho de terra. Descemos e, do lado esquerdo dum gancho, pudemos ver ao longe o castelo da Amieira, outra das atracções que merece ser visitada. Acabámos finalmente no nosso ponto de partida, a Barca da Amieira.

Deixamos para trás as preocupações de mais uma semana de trabalho e partimos em direcção às Aldeias do Xisto. Queríamos beber o ar puro da Serra, escutar o seu silêncio e penetrar no que eh tem de melhor. O nosso destino era a aldeia de Ferraria de S. João, no concelho de Penela.

Estrategicamente situada bem no coração de Portugal toda a vasta região do PinhalSerra da Lous%C3%83%C2%A3 Serra da Lousã Interior acaba por estar facilmente acessível a quem, vindo de Norte ou do Sul, a ela se dirige. Ao todo são 23 núcleos de elevado valor patrimonial, ambiental e social, criteriosamente recuperados e preservados, onde a cultura, a gastronomia, os produtos locais e o património construído se impõem e distinguem pela riqueza do ser e a força do seu carácter. Ali, no extremo sul da Serra da Lousã, onde o xisto e o quartzo se mesclam na mais bela das uniões, a aldeia expõe-se numa ruralidade ímpar de comunitarismo feita. A viagem decorreu de forma tranquila e o caloroso acolhimento à chegada prenuncia uma jornada inesquecível. A tarde vai caindo mansamente e não há tempo a perder. Partimos na direcção dos Penedos de Góis, bem lá no alto da Serra, roupa e calçado confortáveis e apenas uns binóculos como acessório imprescindível. Aquilo que está prometido é um espectáculo único, irrepetível.

A MAIS BELA DAS VISÕES

Setembro é o mês de acasalamento dos veados e é ao seu encontro que vamos. Nesta altura precisa do ano, é perfeitamente perceptível o bramido dos machos ecoando pelas inclinadas encostas da serra e perdendo-se na imensidão dos cavados5575429 Serra da Lousã vales. Apesar do seu número apreciável, são animais esquivos que pouco mais deixam que os trilhos a assinalar a sua passagem e os troncos descarnados de algumas árvores, onde os mais jovens se procuram livrar do tegumento que lhes recobre as hastes. Todavia, quanto a brama nem um som! Formas e sombras vão-se confundindo à medida que o sol cai no horizonte. Naquela hora mágica, onde tudo o que é realmente importante acontece, o regresso faz-se em silêncio, a frustração da gorada demanda a falar mais alto que tudo o quanto de belo se viu e sentiu. Ao longo da serra, as imponentes pás eólicas de torres mil permanecem inertes face à ausência de vento. Aldeias e vilas vão-se acendendo aqui e além em pequenos pontinhos luminosos. Eis quando… um… dois… três… quatro! São quatro os veados que, uma centena de metros à nossa frente, atravessam o estradão para logo se embrenharem de novo no mato. É tudo tão rápido que mal temos tempo para fixar na retina os seus acrobáticos saltos. E quando os pensávamos já perdidos, eis que surgem na crista do monte, silhuetas imóveis recortadas sobre o fundo violáceo dum poente que se despede. A harmonia daquele quadro arrasta-nos para outra dimensão, uma dimensão mais humana que nos reconcilia connosco próprios. Aos poucos, o casal com as suas duas crias afasta-se. Impondo-se no firmamento, o pequeno pontinho fulgurante de Júpiter precede um céu que, de tão estrelado, quase se alcança com a ponta dos nossos dedos.

NOVO DIA, NOVAS AVENTURAS

A manhã acorda e com ela uma proposta sobre rodas para um passeio de BTT. A primeira nota de admiração vai para o Centro de Ferraria de S. João que,6909405 2 Serra da Lousã juntamente com os da Lousã e de Gondramaz, constitui verdadeira estação de serviço para os praticantes desta tão exigente quão espectacular modalidade. No edifício de linhas modernas, o praticante encontra a mini-oficina e a bomba de ar automática, a par da máquina de lavar a bicicleta e balneários com água quente para um final de jornada em beleza. Os Centros são igualmente ponto de partida para uma enorme quantidade de percursos com diferentes níveis de dificuldade, ao encontro de gostos mais moderados ou mais radicais. Optámos pelo “Ferraria Loop”, 3.8 km para cerca de uma hora de puro prazer num passeio descontraído que nos proporciona uma panorâmica geral sobre a bonita aldeia. Os trilhos que levam ao Cercal, ao Favacal ou a Campelo apresentam já distâncias consideráveis, mas valem bem a pena pelas zonas de inegável beleza que atravessam, visitando o vale da Ribeira das Ferrarias, as Fragas da Lagoa ou o S. João do Deserto. Finalmente, o percurso que leva a Gondramaz e ao Casal de S. Simão é para pessoas com algum treino. São 75,1 km em ambiente de montanha, numa jornada de um dia seguramente inesquecível.

NAS FRAGAS DE S. SIMÃO

A tarde encontra-nos no Casal de S. Simão, pequena aldeia encravada entre dois profundos vales, ainda há bem pouco tempo totalmente abandonada e agora revitalizada e cheia de projectos para o futuro. Daqui partimos à descoberta de uma das mais belas praias fluviais do Pinhal Interior para, com a ajuda do “lontrinhas”, desfrutar dos encantos das

Fragas de S. Simão. Para isso, nada melhor do que percorrer o PR1 – FVN, Caminho do Xisto de Casal de S. Simão que nos leva directamente ao idílico local. Saindo da779248 Serra da Lousã aldeia, o trilho transporta-nos através de uma bela mancha de sobreiros até às margens da Ribeira de Alge, onde antigas azenhas e uma levada antecedem as imponentes Fragas de S. Simão, verdadeiro “canyon” modelado ao correr do tempo pela força das águas. A beleza do local e a limpidez das águas, parcialmente retidas por uma pequena represa artificial, convidam a um retemperador mergulho. Deixamo-nos ficar nas águas refrescantes, cada vez mais seguros de que o paraíso é aqui. O olhar estende-se pelas escarpas acima e fixa-se em três rastos na parede vertical, testemunhos da presença dos apaixonados da escalada, que aqui encontram um local de eleição para pôr em prática as suas qualidades e capacidades físicas e técnicas. 0 regresso faz-se por Além da Ribeira, onde as azenhas ainda trabalham na moagem dos cereais. 0 estreito trilho sobe agora ao longo da margem direita da Ribeira do Fato, permitindo ter uma visão privilegiada do Vale da Abundância. 0 alegre marulhar das águas da ribeira, a levada que segue paralela ao trilho e a vegetação onde predominam as Louráceas dão-nos por momentos a sensação de estarmos na ilha da Madeira.

DE KAYAK AO CORRER DO ZÊZERE

O fim-de-semana está a terminar mas ainda temos pela frente uma grande aventura. Desta feita, ao longo do dia, deslizaremos mansamente sobre as águas do Zêzere, na albufeira da

Barragem da Bouçã. Os vistosos e seguros kayaks de travessia são o nosso meio de transporte. Destreza e alguma força de braços é tudo quanto se necessita, que o resto vem por acréscimo. E o resto é tão somente a tranquilidade absoluta de umimage040 Serra da Lousã espaço de sonho: o manso espelho de água estendendo-se no recorte de encostas pronunciadas e escarpas abruptas, a elegante ponte filipina que ao longo de séculos permitiu a ligação entre Coimbra e Castelo Branco, um guarda-rios que voa célere entre as duas margens ou os lagostins vermelhos do rio que aqui nos ameaçam com as robustas tenazes. Um pouco mais abaixo, na aldeia da Foz do Cobrão, fazem deles pitéu em Arroz Malandro mergulhados. Na hora de almoço, toalhas sobre as lages de uma praia fluvial apenas acessível de barco, petisquinhos vários na improvisada mesa, um pão de comer e chorar por mais, o requinte de uma sobremesa de requeijão e doce de abóbora e ainda uma improvável chávena de café, tornado mais delicioso ainda porquanto saboreado no mais belo dos recantos. 0 regresso faz-se de dúvidas. Será que um fim-de-semana destes aconteceu realmente? Mas também da certeza de cá voltarmos, com mais gosto e vontade ainda, para montes de novas descobertas.

ACESSIBILIDADE TOTAL

O Caminho do Xisto Acessível de Gondramaz foi projectado tendo em conta a máxima acessibilidade, permitindo a sua utilização por pessoas portadoras de incapacidade. Ao todo são 450 metros de um percurso equipado com pavimento sensorial, permitindo aos invisuais uma orientação independente através do contraste de texturas. A cada alteração de textura do pavimento corresponde um particular ponto de observação onde a pessoa pode perceber o espaço envolvente e ouvir a sua descrição, das múltiplas esculturas nas paredes das casas às tonalidades cor de fogo das folhas dos castanheiros. Tudo isto através de áudio-guias cedidos gratuitamente em vários pontos. No caminho, junto à Capela de Nossa Senhora das Candeias, existe ainda um W.C. devidamente adaptado a indivíduos com incapacidade motora. Gondramaz – Miranda do Corvo. Distância – 450 metros (900 m ida e volta); tempo de duração aprox. – 15 minutos (30 min. ida e volta); desnível – 40 m. Áudio-guias disponíveis no Posto de Turismo de Miranda do Corvo (tel. 239 530 316), Quinta da Paiva (tel. 239 530 150) e Restaurante Pátio do Xisto (tel. 239 538 012).

Enquanto fujo da cidade

image thumb5 Jardim Goethe Institut

Quantas vezes já não nos apeteceu largar tudo e esquecer-mo-nos do barulho de fundo? O Goethe-Institut guarda um pequeno tesouro no meio da cidade, a poucos minutos a pé da Avenida onde goza a Liberdade. De livro de bolso ou bloco de notas na mão, um refúgio para se esconder do mundo e reflectir literalmente sob as árvores.

Campo dos Mártires da Pátria, 37 – Lisboa Tel.: 21 882 4510 www.goethe.de/lissabon

Seg. a Sex. 11h00-20h00

Sáb. Conforme as aulas

A ROTA – PICO DO FORMOSINHO

A caminho do Portinho da Arrábida…

Subi a íngreme encosta envolvido por intensos verdes mediterrâni­cos. No topo avistei o azul sem fim do Atlântico. E desci na direcção do Portinho, uma praia de caracte­rísticas únicas no nosso país. É sempre bom voltar à Serra da Arrábida. Em vez do espectacularimage thumb2 ECOTURISMO   ARRÁBIDA A PÉ passeio em kayak que sugerimos no final do Verão passado, agora resolvemos caminhar. A escolha foi para um dos itinerários mais "puxados", não propriamente pelo nível técnico mas pelo nível físico. A subida ao Pico do Formosinho, o ponto mais alto desta serra, en­caixou perfeitamente nestes objectivos e, preparado com o meu pic-nic, comecei cedo. Deixei o carro nos Casais da Serra.

Da estrada de alcatrão sai uma estrada de terra na direcção do Parque de campismo dos Piche-leiros, um outro ponto possível de partida. Caminhei por entre quintas, na base desta magnifica serra. Aqui, a estrada é pratica­mente plana e serve como um bom aquecimento. Este percurso pedestre não tem indicações nem nenhum painel interpretativo pelo que um mapa com a rota identificada e bastante recomendável. Pouco depois da Quinta da Ramada, logo a seguir a uma curva apertada para a esquerda, sai um caminho para a direita, a subir ligeiramente. Uns me­tros logo a seguir, novamente para a direita, sai um trilho muito estreito com vegetação densa a envolvê-lo. É aqui que começa a subida propria­mente dita de atravessamento da serra até ao Portinho da Arrábida. Subi pelo trilho em zig-zag. As muitas árvores e arbustos à minha volta tornam esta secção agradavelmente fresca, mesmo no Verão. Cheguei a uma clareira onde a subida é temporariamente interrompida por um pequeno planalto. Procurei a continuação do trilho a direita e continuei a subir até encontrar uma pequena rampa de seixos. Por debai­xo de algumas pequenas árvores o trilho sobe para a direita cortando a encosta. A subida passa a ser muito íngreme e, em algumas zonas, com algumas pedras soltas. Aqui temos que redobrar as nossas atenções e ser muito cuidadosos. A partir daqui, a qualquer momento podemos olhar para trás e desfrutar de vistas amplas.

As paragens são por isso oportunas e um óptimo pretexto para descan­sar. A combinação desta vegetação rasteira, tipicamente mediterrânica, com as imponentes paredes deimage thumb3 ECOTURISMO   ARRÁBIDA A PÉ pedra calcária dão à Serra da Arrábida um carácter único e especial. Quando chegamos ao cimo da encosta o trilho torna-se cada vez mais suave. Aqui há várias opções e, para chegarmos ao ponto mais alto da serra, temos que escolher o caminho da esquer­da, bem marcado entre os densos arbustos cortados. Umas dezenas de metros mais acima encontramos um marco geodésico. E o cume da Serra da Arrábida, o Pico do Formosinho, com 500 metros de altitude. Para norte avistamos toda a margem sul de Lisboa, a costa do Estoril e Cascais e a Serra de Sintra. No quadrante Este podemos observar Azeitão e Palmela. Para Oeste, a continuação deste património valioso que é o Parque Natural da Arrábida e para sul o vasto Oceano Atlântico. Em dias de boa visibilidade conseguimos alcançar com o nosso olhar a península de Tróia e toda a costa de praias até ao Cabo de Sines.

No Pico do Formosinho fiz o meu pic-nic e continuei a minha cami­nhada na direcção do Portinho da Arrábida. A vegetação intransponível obriga-nos a caminhar pelos trilhos e, embora haja mais que uma opção, temos que dirigir-nos ao mar. Um pouco mais à frente há uma passa­gem rochosa um pouco mais difícil mas transponível. A partir daqui o trilho volta a ficar coberto de árvores e arbustos até chegarmos à estrada de alcatrão. Viramos à direita e con­tinuamos a descer pela estrada até ao Convento da Arrábida, espectacu­larmente localizado. Logo a seguir, viramos à esquerda pelo trilho, novamente na sombra das árvores. Por fim, voltamos a encontrar uma estrada de alcatrão, junto ao acesso ao Portinho da Arrábida. Seguimos pela estrada e chegamos à praia.image thumb4 ECOTURISMO   ARRÁBIDA A PÉ

TOMA NOTA!

O percurso é linear pelo que deves antecipar o regresso. Deixa o carro de um amigo no final do trilho, ou combina previamente com um táxi. Este percurso pode ser feito em qualquer época do ano, mas por ser bastante exposto devemos levar agasalhos, água, farnel e evitar dias de chuva. Se quiseres fazer parte dos nossos passeios, contacta-nos!

Fonte: Sportlife

 

 

Imagem no mapa
A Festa do Vinho e da Vinha de Bucelas vai ter lugar, uma vez mais, nos dias 16,17 e 18 de Outubro.
image thumb Festa do Vinho e da vinha de Bucelas
De carácter, sobretudo, etnográfico, esta festa prome­te animar os presentes da melhor forma. O cortejo etnográfico é o momento mais alto e esperado, onde serão recriadas todas as etapas de produção do vi­nho, desde o cultivo até à adega. Por outro lado, du­rante estes três dias será possível assistir à actuação de diversos ranchos folclóricos e vários outros gru­pos de animação musical e teatral. Não deixe de pas­sar pela área de comidas e bebidas para se deliciar com os melhores sabores da região, assim como pela zona de jogos tradicionais e populares.

A rota dos vinhos da região da Estremadura esta­rá em destaque durante toda a festa.

 

NO CUME DA ADRENALINA

O Verão já lá vai e com ele a prática dos ditos desportos de "pés descalços". Agora é tempo de voltares a calçar os ténis – sim, porque não dá muito jeito praticar descalço BTT ou snowboard, por exemplo – e experimentares novas e refrescadas sensações. A rentrée dá-se ao melhor nível e tem o nome de Serra da Estrela. Ê que há grandes novidades à tua espera…

Pelas características geográficas que todos conhecemos, toda a zona envolvente à Serra da Estrela é propícia à adrenalina. Desengana-te se estás a pensar que os 1998 metros de altitude apenas servem para fazer esqui ou snowboard… Nós também não sabíamos, mas as opções desportivas que por lá se vão constituindo, são realmente tentadoras! Isto graças ao esforço da Turistrela – empresa que detém os direitos de exploração – que tem vindo a criar aquilo a que chamou de "experiências". São exemplos a iniciação ao golfe, o parapente, a caça ao tesouro, passeios pedestres, canoagem, escalada… Mas vamos aos pormenores, ok? Qualquer dúvida, ou se quiseres reservar uma das experiências que se seguem, basta entrares em www.turistrela.pt

» BIKE PARKimage thumb94 Destino   Serra da Estrela

Quando não há neve, o Vodafone Bike Park é a principal atracção na Sena da Estrela. Se és praticante de BTT, então, tens mesmo de experimentar estas descidas pelas pistas da Torre. Há três 3 pistas à tua espera: Down Hill, FreeRide e uma área pequena de Slopestyle. Nestes dias, há igualmente um teleférico especialmente concebido para se transportar as bicicletas. A parte menos entusiasmante desta experiência é que o Bike Park só abre quando a neve escasseia…

» PASSEIOS PEDESTRESimage thumb95 Destino   Serra da Estrela

Aqui tens uma opção bastante cardiovascular. Para além dos benefícios para a saúde, participares nas caminhadas pela Serra da Estrela enriquecem-te culturalmente. Há passeios pelas aldeias históricas Belmonte, Folgosinho…), património natural (Vale glaciar do nas Douradas, Poço do Inferno…), por vales e cântaros e a chamada rota do Viriato. Há ainda passeios científicos relacionados com a medicina tradicional, ervas e costumes. Tudo isto num cenário esbelto pintado com as cores virgens e naturais.

» CAÇA AO TESOUROimage thumb96 Destino   Serra da Estrela

Algo que nunca imaginámos é que os espaços subterrâneos da Torre da Serra da Estrela pudessem fazer disparar tantas emoções. Espera-te uma incrível actividade de animação nos antigos túneis militares, que unem os edifícios outrora usados pela base de radar da Força Aérea de Portugal entre 1957 e 1971. Para que saibas, durante o Inverno, a neve acumulava no exterior dos edifícios e os túneis eram a única passagem entre eles. Actualmente, estes estão pouco iluminados, o que os toma um "cenário" perfeito para entrares num jogo de estratégia real… Apanha o tesouro!

» ASCENSÃO AO CÂNTARO MAGROimage thumb97 Destino   Serra da Estrela

Trata-se de um percurso em terreno aventura com cerca de 1 hora e meia de duração. Ao reservares esta experiência – mínimo de 4 participantes – terás o acompanhamento permanente de um monitor, assim como todo o material necessário. No final, o descanso do guerreiro dá-se com um jantar na Estalagem varanda dos Carqueijais.

» ESCALADA

Uma actividade mais voltada para principiantes, mas que também pode entusiasmar os mais experientes. A aventura começa mesmo com meio dia de iniciação à modalidade, passando-se à tarde

para a parte prática na Placa dos Fantasmas, na Cascata Musical e na Placa da Francelha. O material está incluído, assim como o monitor.image thumb98 Destino   Serra da Estrela

» CLÍNICA DE TÉNIS

Aprende os melhores truques e dicas, técnico-tácticos, para melhorares o teu desempenho no ténis. Terás aulas de lh30m, a cerca de 1600 metros de altitude.

» INICIAÇÃO AO GOLFEimage thumb99 Destino   Serra da Estrela

Tal como no ténis, esta experiência surge mais voltada para quem quer dar as primeiras tacadas. A experiência inclui 30 minutos de iniciação ao golfe com monitor, dois cestos de botas, no Campo de Golfe em Belmonte. Inclui ainda um almoço e duas noites nos hotéis da Turistrela.image thumb100 Destino   Serra da Estrela

» BAPTISMO DE PARAPENTE

Outra actividade que não podes perder. Estás a imaginar a sensação de sobrevoar a belíssima Serra da Estrela?! É isso que irás fazer num inesquecível voo em parapente bi-lugar.

» PASSEIO DE HUMMER E JIPE image thumb101 Destino   Serra da Estrela

A pura adrenalina do todo-o-terreno. Podes optar pelos passeios de Hummer H2 de quase quatro horas ou de 60 minutos de jipe. Tudo isto por trilhos TT que podem variar consoantes as condições meteorológicas.

» PROGRAMA BEM-ESTARimage thumb102 Destino   Serra da Estrela

Como já tens lido nos nossos artigos, os benefícios do Pilates são inegáveis. Aqui poderás usufruir desta prática num cenário realmente diferente. Sugerimos que deixes as sessões de 45 minutos, para o final do dia, após as outras experiências acima apresentadas. E goza de puro bem-estar!

AS ALTERNATIVAS

Clássicas e outras informações úteis

* Snowboard e esqui – Para ir praticando ou experimentares pela primeira vez snowboard e/ou esqui. Em Portugal só o podes fazer na Estância Vodafone (Torre) ou no Skiparque (Manteigas). Se és principiante, alertamos para começares sempre por ter aulas de iniciação com monitores credenciados que existem nos locais. Depois é só desfrutares.

Estância Vodafone – Nove pistas de vários graus de dificuldade, quatro teleskis, urna tetecadeira e um snowpark. www.turistrela.pt

Skiparque - Aqui há neve (artificial) 365 dias por ano, inclusive à noite: uma de aprendizagem com 15% de inclinação; outra com 400 metros de comprimento com uma inclinação de 25% e um half-pipe com 35% de inclinação. www.skiparque.pt

Como chegar?

O Parque Natural da Serra da Estrela é circundado por várias estradas: IP 5, que vai para Vilar Formoso; IC 6, entre Coimbra e Celorico da Beira; EN 16 entre Celorico da Beira e Guarda; IP 2 entre Guarda e Covilhã; IC7 entre Covilhã e Vendas de Galizes. O Porto fica a 197 km de Manteigas, Lisboa a 307 km e Faro a 543 km.

… e da sua lagoaimage thumb26 À descoberta de Óbidos...

Faça uma visita à vila de Óbidos, um local que conserva séculos de história nas suas muralhas. Num cenário que te vai deixar a pensar o que era viver nos tempos medievais, durante um fim de semana terás o prazer de realizar canoagem na bela Lagoa de Óbidos, descidas de slide, rappel na muralha do castelo, provas de orientação, torneios de jogos em grupo, tiro com arco e besta, um prova de caça ao tesouro, e no fim ainda poderás desfrutar da tradicional Ginginha de Óbidos. Mais informações: www.jump.pt