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Arquivo da categoria ‘Oliveiras’

Encontro com a Natureza!

Partimos de Sobral Fernando, a 14 km da nossa base em Oliveiras e a 23 km de Proença-a-Nova. Na parte mais baixa desta pequena aldeia encontra-se um placard explicativo do passeio sugerido. A partir daí, o percurso está bem indicado com os sinais de Pequena Rota (PR). Subimos por Sobral Fernando acima e, ao fundo, virámos à esquerda deixando o povoamento para trás. Cerca de 70 metros mais à frente virámos na primeira à direita e passados outros 50 metros novamente à direita. Continuámos sempre a subir pelo caminho de terra batida, por mais 150 metros e, entrando na área florestal dominada por pinheiros bravos virámos à esquerda para cima. Passados cerca de 50 metros encontrámos uma bifurcação e seguimos pela direita. A partir deste local a orientação é muito fácil pois apenas temos que seguir o caminho principal. Este é o aproveitamento de um estradão e, embora o fizéssemos a pé também poderíamos ter escolhido a bicicleta de montanha. Nesse caso, ao invés de um passeio fácil, teríamos um de dificuldade média. As paredes rochosas abundam nesta área e é onde os grifos, uma espécie de abutre, constroem os seus ninhos a partir dos quais se lançam nos seus voos majestosos aproveitando as térmicas para se elevarem aos céus. E assim, a meio do dia, que estava bastante quente para a época do
ano, finalmente avistámos vários exemplares destas aves que podem atingir dois metros e meio de envergadura. Os grifos põem o seu único ovo no final de Janeiro e até as crias realizarem o seu primeiro voo poderão decorrer quase seis meses. Esta é a razão pela qual, entre Janeiro e Junho, é interdito escalar nestas vertentes rochosas pois a escalada é também uma aliciante desta zona. Em Portugal, além dos Parques Naturais do Douro Internacional e do Tejo Internacional, aqui é onde se pode avistar esta espécie de aves. Acompanhámos o rio Ocreza, um afluente do Tejo, e encontrámos vários placards explicativos da natureza à nossa volta, quer seja da fauna ou da flora. A lontra encontra-se nas águas bastante límpidas do Ocreza enquanto que a cegonha pre­ta, cujas rotas migratórias são as mesmas que os grifos, prefere os penhascos de difícil acesso. Não avistámos nenhuma destas espécies mas ficámos a saber da sua existência aqui. Lá em baixo, os pequenos rápidos que conseguimos ver do cami­nho sugeriam boas condições para a canoagem. As margens altas, inclinadas e rochosas fazem deste um rio bastante bonito. A partir dos cerca de 2,5 km do percurso, passámos a acompanhar a ribeira do Alvito envolvida por um manto de oliveiras em ambas as margens. Quando encon­trámos um desvio para baixo, decidimos aceder à ribeira para fazer o nosso pic-nic. Foi uma excelente ideia que todos apreciámos pois este percurso, embora bastante bonito, está sempre bastante acima do nível do rio e da ribeira. Terminámos a nossa caminhada em Carregais. Sem contar com o pic-nic e a um ritmo lento, durou cerca de 3 horas. Podes regressar pelo mesmo caminho ou, antes de começares a cami­nhar, ires deixar um carro ao final do percurso. Há ainda uma possibilidade de continuares por outra PR que começa mesmo em Carregais. Não percas o Ocreza!

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