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Arquivo da categoria ‘Setúbal’

A ROTA – PICO DO FORMOSINHO

A caminho do Portinho da Arrábida…

Subi a íngreme encosta envolvido por intensos verdes mediterrâni­cos. No topo avistei o azul sem fim do Atlântico. E desci na direcção do Portinho, uma praia de caracte­rísticas únicas no nosso país. É sempre bom voltar à Serra da Arrábida. Em vez do espectacularimage thumb2 ECOTURISMO   ARRÁBIDA A PÉ passeio em kayak que sugerimos no final do Verão passado, agora resolvemos caminhar. A escolha foi para um dos itinerários mais "puxados", não propriamente pelo nível técnico mas pelo nível físico. A subida ao Pico do Formosinho, o ponto mais alto desta serra, en­caixou perfeitamente nestes objectivos e, preparado com o meu pic-nic, comecei cedo. Deixei o carro nos Casais da Serra.

Da estrada de alcatrão sai uma estrada de terra na direcção do Parque de campismo dos Piche-leiros, um outro ponto possível de partida. Caminhei por entre quintas, na base desta magnifica serra. Aqui, a estrada é pratica­mente plana e serve como um bom aquecimento. Este percurso pedestre não tem indicações nem nenhum painel interpretativo pelo que um mapa com a rota identificada e bastante recomendável. Pouco depois da Quinta da Ramada, logo a seguir a uma curva apertada para a esquerda, sai um caminho para a direita, a subir ligeiramente. Uns me­tros logo a seguir, novamente para a direita, sai um trilho muito estreito com vegetação densa a envolvê-lo. É aqui que começa a subida propria­mente dita de atravessamento da serra até ao Portinho da Arrábida. Subi pelo trilho em zig-zag. As muitas árvores e arbustos à minha volta tornam esta secção agradavelmente fresca, mesmo no Verão. Cheguei a uma clareira onde a subida é temporariamente interrompida por um pequeno planalto. Procurei a continuação do trilho a direita e continuei a subir até encontrar uma pequena rampa de seixos. Por debai­xo de algumas pequenas árvores o trilho sobe para a direita cortando a encosta. A subida passa a ser muito íngreme e, em algumas zonas, com algumas pedras soltas. Aqui temos que redobrar as nossas atenções e ser muito cuidadosos. A partir daqui, a qualquer momento podemos olhar para trás e desfrutar de vistas amplas.

As paragens são por isso oportunas e um óptimo pretexto para descan­sar. A combinação desta vegetação rasteira, tipicamente mediterrânica, com as imponentes paredes deimage thumb3 ECOTURISMO   ARRÁBIDA A PÉ pedra calcária dão à Serra da Arrábida um carácter único e especial. Quando chegamos ao cimo da encosta o trilho torna-se cada vez mais suave. Aqui há várias opções e, para chegarmos ao ponto mais alto da serra, temos que escolher o caminho da esquer­da, bem marcado entre os densos arbustos cortados. Umas dezenas de metros mais acima encontramos um marco geodésico. E o cume da Serra da Arrábida, o Pico do Formosinho, com 500 metros de altitude. Para norte avistamos toda a margem sul de Lisboa, a costa do Estoril e Cascais e a Serra de Sintra. No quadrante Este podemos observar Azeitão e Palmela. Para Oeste, a continuação deste património valioso que é o Parque Natural da Arrábida e para sul o vasto Oceano Atlântico. Em dias de boa visibilidade conseguimos alcançar com o nosso olhar a península de Tróia e toda a costa de praias até ao Cabo de Sines.

No Pico do Formosinho fiz o meu pic-nic e continuei a minha cami­nhada na direcção do Portinho da Arrábida. A vegetação intransponível obriga-nos a caminhar pelos trilhos e, embora haja mais que uma opção, temos que dirigir-nos ao mar. Um pouco mais à frente há uma passa­gem rochosa um pouco mais difícil mas transponível. A partir daqui o trilho volta a ficar coberto de árvores e arbustos até chegarmos à estrada de alcatrão. Viramos à direita e con­tinuamos a descer pela estrada até ao Convento da Arrábida, espectacu­larmente localizado. Logo a seguir, viramos à esquerda pelo trilho, novamente na sombra das árvores. Por fim, voltamos a encontrar uma estrada de alcatrão, junto ao acesso ao Portinho da Arrábida. Seguimos pela estrada e chegamos à praia.image thumb4 ECOTURISMO   ARRÁBIDA A PÉ

TOMA NOTA!

O percurso é linear pelo que deves antecipar o regresso. Deixa o carro de um amigo no final do trilho, ou combina previamente com um táxi. Este percurso pode ser feito em qualquer época do ano, mas por ser bastante exposto devemos levar agasalhos, água, farnel e evitar dias de chuva. Se quiseres fazer parte dos nossos passeios, contacta-nos!

Fonte: Sportlife

 

 

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