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15/01/2010

Himalaias

Publicado por turismo
14/12/2009

Arquivo da categoria ‘Ilhas’

SE GOSTA DE NATUREZA NO SEU ESTADO  MAIS PURO, ENTÃO, A ILHA DAS FLORES É O DESTINO IDEAL. DE ENTRE AS NOVE ILHAS DOS AÇORES. É A ELEITA PELOS BIÓLOGOS DE TODO O MUNDO.

Assim que aterrar em Santa Cruz das Flores fica de imediato a conhecer uma das maiores freguesias da ilha. Alugue um carro, a melhor forma de conhe­cer a ilha, e rume ao centro. Aí, dará de ca­ras com a Praça Marquês de Pombal, onde os enormes plátanos dão sombra no Verão e abrigam no Inverno a população local que ali se reúne diariamente. Mais abaixo fica o porto com o cheiro do passado, das ruelas apertadas, dos pescadores e do comércio de outrora e que, hoje, apenas deixa saudades.

Para percorrer a ilha na sua plenitude pode optar por um de dois caminhos. Seguir a estrada para sul, sempre junto ao litoral com o Atlântico à sua esquerda ou aventu­rar-se numa travessia transversal da ilha pelo seu interior. Comecemos pelo litoral. Siga para sul e percorra a costa leste que liga as vilas de Santa Cruz das Flores à Lage das Flores. Nesta encosta não perca o desvio em direc­ção à Fajã de Lopo Vaz, onde se encontra a única praia de areia (escura) da ilha. Junto à praia vai poder encontrar uma enorme va­riedade de frutos subtropicais como araçá, goiabas, bananas, mangas e muito inhame.

CASCATAS E TRILHOS

ilha das flores 5 225x300 Ilha das Flores um hino à natureza

Um pouco mais à frente, na direcção da Faj azinha, vai deparar-se com a Rocha dos Bordões, a curiosidade geológica mais co­nhecida da ilha. Esta rocha resulta de um imponente acidente geológico – único no seu género no arquipélago – que se carac­teriza pela solidificação da rocha basáltica em altas colunas prismáticas verticais com forma alongada. No sopé desta formação existe ainda ou­tra singularidade geológica que justifica uma pequena caminhada pelo trilho devi­damente assinalado. Trata-se de um conjun­to de caldeiras ferventes de pequena di­mensão e água sulfurosa a que foi dado o nome de Aguas Quentes.

Apenas alguns quilómetros à frente en­contrará a Fajãzinha, uma freguesia que se orgulha de ter nos seus domínios algumas das paisagens mais deslumbrantes de todo o arquipélago açoriano. Dignos de nota especial são. por exemplo, as imponentes cas­catas do Ferreiro e da Ribeira Grande, esta com mais de trezentos metros de altura. Aqui. ponha de lado a comodidade do carro e aventure-se numa caminhada por um trilho de 800 metros, quase sempre a su­bir, até chegar ao paradisíaco Poço da Alagoínha, uma pequena lagoa para onde as cascatas confluem numa paisagem de cortar a respiração.

Chegamos, finalmente, à Fajã Grande, o ponto mais ocidental da ilha e simultanea­mente o ponto mais ocidental da Europa. Oceano é tudo o que a vista alcança e ape­nas 3500 quilómetros nos separam de… Manhattan. Esta localidade teve uma im­portância vital no passado, pois era o ponto de paragem dos baleeiros americanos e ponto de partida de grande parte dos emi­grantes açorianos para os Estados Unidos e Canadá. Hoje em dia é, essencialmente, uma zona balnear com cada vez mais pro­cura nos meses quentes de Verão. Entre as vilas da Fajã Grande e de Ponta Delgada não existe qualquer tipo de liga­ção rodoviária. A única hipótese de per­correr os 12 quilómetros da costa oeste da ilha é através de um longo e irregular per­curso pedestre de cerca de 3 horas e meia, mas que é o mais interessante de todos. Ao longo do troço destacam-se paisagens deslumbrantes sobre as falésias, calçadas de pedra antigas, vários cursos de água, cascatas e a magnífica mostra de exemplares da vegetação e flora endémica.

A ilha recebeu o nome graças à abun­dância de flores que pintavam a ilha de amarelo. É um verdadeiro paraíso para os biólogos de todo o Mundo, com cerca de 400 tipos distintos de musgos e fetos e cer­ca de 1100 tipos de plantas diferentes, sen­do que 68 destas são endémicas.

VIAGEM AO CENTRO DA TERRA

ilha das flores 300x199 Ilha das Flores um hino à natureza

Um passeio de barco semi-rígido à volta da ilha é uma outra forma de ficar a conhecer as maravilhas naturais desta paradisíaca ilha. Formações de pedra talhadas pela ero­são ganharam formas fantásticas e, em al­guns casos, a fazer lembrar animais ou mes­mo a silhueta de uma freira e de um frade.

As grutas são também uma das grandes atracções deste passeio à beira-mar. É pos­sível entrar de barco em duas dessas cavi­dades, na gruta dos Enxaréus e na gruta do Galo. Os irremediáveis saltos da embarca­ção provocados pela fúria das águas a con­trastar com a calmaria encontrada nas inú­meras baías embelezadas pelas lindíssimas cascatas, que escorrem pelas rochas verde­jantes com listas multicolores, e a cor do mar, de um azul cobalto transparente que chega a “ferir a vista’,’ fazem desta expe­riência um momento inesquecível.

Saindo de Santa Cruz das Flores e ser­penteando montes e vales num percurso onde o verde é pintalgado pelos rosa e vio­leta das hortências que dominam a paisa­gem, é chegada a hora  de conhecer as en­tranhas desta terra. Na zona mais montanhosa onde se encontra o Morro Alto, com 914 metros – é possível ver a maior mancha de cedro do mato dos Açores. Fique  atento à sinalética que lhe indica o caminho para cada uma das sete lagoas, que oferecem deleite aos olhos e paz ao espírito. Mas atenção, não se deixe enganar pelos nomes das lagoas, pois estes podem confundir os mais desa­tentos.ilha das flores 2 300x233 Ilha das Flores um hino à natureza

Explicar o carácter dos açorianos é per­ceber a natureza dos Açores. No coração tem a ardência das caldeiras, no olhar traz a doçura das lagoas e a ternura das hortên­sias, mas nas veias corre o basalto negro das terras do Pico.

Banyan Tree, ilha Mahé, Seychelles

É a clássica piscina com vista para o infini to, neste caso para o infinito da Intendance Bay, no Banyan Tree Re-sort, na ilha de Mahé. Tem a vantagem de es­tar cercado por uma at mosfera em estado sel vagem, num hotel com um serviço impressio nante. Para sermos jus tos, são tudo vantagens que se desfrutam por estar nas Seychelles.

www.banyantree.com

Banyan Tree ilha Mahé 300x225 Sugestões para as suas férias

Hotel Perivolas, Santorini, Grécia

Hotel Perivolas 300x225 Sugestões para as suas férias

É a Kate Moss dos hotéis com piscinas. A infinita piscina do Perivolas raramente se afasta por muito tempo das capas de revis tas de viagens e por uma boa razão. Fica à beira da Caldeira da ilha de Santorini, uma cratera de um vulcão preenchida pelas águas incrivelmente azuis do mar Egeu. Este hotel-boutique de so nho é uma propriedade privada decorada de forma despretensio sa e é, absolutamente, um daqueles lugares que tem de visitar antes de morrer!

www.perivolas.gr

Burj Al Arab, Dubai

Burj Al Arab Dubai 297x300 Sugestões para as suas férias

Na principal piscina interior do autodenomina­do “hotel mais luxuoso do Mundo” não há mãos a medir no que toca a ostentação. O Spa Assawan, no piso 18, é revestido com fabulosos mosaicos e tem uma decoração única ou, melhor será dizer, igual a si mesma. As diferentes piscinas – uma para o público masculino, outra para o público feminino -, têm ambas uma vista incrível sobre o Dubai.

www.jumeirah.com

Lagoa Azul, Islândia

Lagoa Azul Islândia 300x200 Sugestões para as suas férias

Se temperaturas negativas, aliadas a piscinas de água salgada de origem vulcânica aqueci­da e outros fenómenos do foro vulcânico o fascinam, então esta jóia da Islândia é ideal para si. Infindáveis cavernas e fendas ou a vaporização de águas dá-nos a nítida sensação de estarmos noutro planeta.

www.bluelagoon.com

Num destino como este não podíamos deixar de fazer um passeio pela ilha, numa das suas famosas Levadas. A beleza da Madeira interior é incontornável e deixa-nos sem respiração…

AS LEVADAS DE ÁGUA (popularmente conhecidas por Levadas), construídas a partir do século XVI e que cruzam todo o comprimento e largura da ilha (constituem sistemas de irrigação compostos por cerca de 2000 km de canais e 50 km de túneis), são uma das grandes atracções da Madeira. 0 seu objectivo inicial foi aproveitar a água que cai predominantemente a norte da ilha (os ventos de nordeste empurram as nuvens contra as altas montanhas provocando na encosta norte precipitação que pode chegar aos dois metros por ano). E hoje, são precisamente essas Levadas que fazem com que milhares de pessoas percorram o solo madeirense. Embora as escolhas sejam muitas e adaptáveis a todos os gostos e condições físicas, resolvi fazer um trilho relativamente pequeno, entre a Achada do Teixeira e o Pico Ruivo. 0 objectivo foi estar literalmente no ponto mais alto da Madeira. Embora não tenha mais de três quilómetros (mais três contando com o caminho de regresso), a verdade é que o percurso não é uma tarefa tão fácil como muitos podem pensar e exige alguma condição física já que, madeira 300x199 Uma caminhada pela Madeirado início (não deixes de visitar o Homem em pé, formação rochosa basáltica que se encontra descendo a encosta, depois de passar pela frente da casa de abrigo da Achada do Teixeira) ao fim sobe-se de 1535 para 1861 metros de altitude. Ao longo do trilho encontrámos alguns abrigos, construídos para proteger os caminhantes da intensa variação climática que se verifica neste local, muito brusca, que frequentemente mergulha a área num mar de nuvens. Essa mudança foi verificada in loco à chegada ao Pico Ruivo. Primeiramente o céu mostrou-se azul e permitiu contemplar a paisagem circundante. Mas quem teve o azar de chegar uns minutos mais tarde, pouco mais vislumbrou que o cinzento das nuvens a toda a volta.

É DE SRLIENTRR TAMBÉM QUE ESTE TRILHO PERMITE ACESSO A OUTROS TRÊS: o PR1 – vereda do Pico do Areeiro (5,1/6,4 Km), o segundo pico mais alto da ilha (1816m); o PR 1.3 – Vereda da Encumeada (8,6 Km), segue para o lado oeste da ilha ao longo da cordilheira montanhosa central; e o PR 1.1- Vereda da Ilha (8,2 Km), que desce para a freguesia da Ilha. 0 percurso é todo ele empedrado, o que facilita em muito a caminhada, que pode e deve ser feita pausadamente, já que a paisagem é fascinante, com o verde das montanhas e dos vales em confronto com o azul intenso do mar. Este caminho é um dos mais procurados pelos caminhantes que todos os anos invadem a Madeira, principalmente devido à sua ligação com o Pico do Areeiro, um trilho já feito em ocasião anterior e que exige um maior cuidado (algumas partes do trilho podem causar calafrios a pessoas que têm medo de alturas). Por isso, émadeira 3 300x283 Uma caminhada pela Madeira difícil estarmos sozinhos no Pico Ruivo, já que a afluência de pessoas é intensa. Esse é o único senão deste trilho, embora seja sempre possível encontrar refúgio em qualquer canto da área circundante ao ponto final da caminhada.

Em resumo, esta Levada é propícia para quem gosta de caminhar mas não pretende arriscar em demasia por terrenos que exigem uma maior técnica. Apesar de o caminho para o Pico Ruivo exigir alguma condição física mínima, o esforço vale realmente a pena devido à sua paisagem única.

Trilho da Cidade de Calcedónia

Escolhemos a Serra do Gerês e fizemos vários percursos pedestres, sendo o nosso eleito o PR1, o Trilho da Cidade de Calcedónia. O trilho é maioritariamente exposto pelo que as vistas são sempre muito panorâmicas. Ao longo de todo o caminho vamos encontrando enormes blocos de granito, alguns deles com fracturas impressionantes e espectaculares. Neste trilho, à excepção das zonas mais baixas onde se encontram algumas paisagens, abundantes em carvalhos e pilriteiros, a vegetação é rasteira, constituída especialmente por urze, tojos e fetos. No ponto mais alto, a 870 metros, encontra-se a justificação para a designação deste trilho, um povoado fortificado da Idade do Ferro de nome Calcedónia e presumivelmente de ocupação romana. Aqui e acolá, nalgumas zonas mais protegidas, alguns exemplares isolados de carvalhos são testemunhos das florestas anciãs. Este percurso magnífico é circular e tem início em Covide que, a 590 metros de altitude, é praticamente o ponto mais baixo do trilho. Seja qual for a opção de sentido, encontramos uma subida pela frente mas, pelo lado docalcedonia Gerês 300x225 Caminhada pelo Gerês   Trilho PR1Campo do Gerês na direcção do Tonel, a subida é mais suave. O percurso está bem sinalizado e, embora bastante desnivelado, é acessível a pessoas de perfil activo. Tivemos especial sorte com a meteorologia pois parecia um dia primaveril ou quase de Verão. No meio do percurso, bem alto na serra, encontrámos um pastor com cabras, uma visão de outros tempos mas aqui ainda bem actual. Imaginamos este trilho espectacular em qualquer outra época do ano. Se for um dia muito quente de Verão, podemos sempre acabar com um mergulho refrescante em Vilarinho das Furnas ou numa das muitas cascatas e piscinas naturais da região. Se for Inverno, até podemos ter a sorte de ter nevado por perto tornando ainda mais especiais as vistas. E, nesse caso, podemos sempre ir tomar um belo banho, por vezes escaldante, às piscinas termais de Lobios, do outro lado da fronteira de Portela do Homem, a cerca de 6 km. Se fores ao Gerês com tempo, considera também os PR’s 5 e 9, respectivamente o Trilho da Águia do Sarilhão (que passa na bonita albufeira de Vilarinho das Furnas) e o Trilho da Geira. Embora todos estes trilhos incluam uma parte da Geira, este último tem uma enorme secção desta via romana entre Braga e Astorga, em Espanha. Em cada milha existe uma marcação com um enorme cilindro em granito, um miliário, que geralmente tem inscrições gravadas em homenagem aos imperadores da época. Não só passeamos no meio da natureza como testemunhamos a história viva.

A volta à caldeira

Outra sugestão é no Faial, ilha conhecida pela marina da Horta e pelo vulcão dos Capelinhos. 0 vulcão dos Capelinhos foi o último em actividade no nosso território, em 1957-8. À parte estas atracções, para muitos o Faial é uma ilha menos bonita, menos interessante que outras açoria­nas. Mas a ilha Azul, como baptizou o escritor Raul Brandão, tem muitos mais atractivos. As condições são excelentes para vários desportos de aventura: caminhadas, BTT, caiaque de mar, mergulho, windsurf, vela, observação de baleias e golfinhos, pesca e parapente. Propomos uma caminhada à volta da caldeira do vulcão a pé, um percurso fácil, que se faz em metade do dia e tem vistas espectaculares para dentro e para fora da cratera deste extinto vulcão. A caminhada começa no parque de esta­cionamento da caldeira onde é possível chegar de táxi ou de carro. É recomendá­vel começar para o lado direito (norte)ilha do faial 2 300x226 Passeio   Ilha do Faial, Açorespor cima de um túnel que dá acesso a um miradouro com vista para dentro da cal­deira. Caminha ao longo da crista e o per­curso, embora não identificado, é bastan­te óbvio. Às vezes há cercas de gado que devem ser fechadas quando passares por elas. Do lado interior podemos observar a enorme cratera com 400 metros de pro­fundidade e 2 km de diâmetro. Do lado de fora, começamos por ver a zona nordeste do Faial com o farol da ribeirinha na ponta. Mais ao fundo avistamos, quase de perfil, a ilha de S. Jorge. Ainda mais longe, em dias excepcionais, conseguimos ver a ilha da Graciosa. No lado norte, as linhas de água são muito pro­fundas e estão preenchidas por tufos imensos de hortênsias azuis e brancas. Estas inúmeras linhas de água descem montanha abaixo na direcção do Salão, dos Cedros e da Praia do Norte revelando que este é o lado da ilha mais exposto às chuvas. Continua por estas veredas e já virado a oeste irás avistar três crateras mais pequenas: o Cabeço Verde, o Cabeço do Fogo e o Cabeço da Fonte. Estão alinhadas com o Vulcão dos Capelinhos que fica no limite oeste da ilha e que se distingue claramente dos outros por não ser verde mas sim castanho devido à sua eru­pção muito mais recente. A perspectiva que esta caminhada nos dá da ilha é muito abrangente e conseguimos localizar e relacionar no terreno acidentes geológicos que de outra forma só no mapa é possível, quase como uma vista aérea. Se te virares a sul, sempre pela crista da cra­tera, irás encontrar a estrada de aLcatrão que se dirige ao ponto mais alto do Faial, o Cabeço Gordo, a 1043 metros de altitude. Caminha ao lado da estrada até às antenas e daí volta para baixo na direcção novamente do parque de estacionamento da caldeira, onde começa o passeio. Terás então à frente o imponente e magnífico Pico, o ponto mais alto de Portugal, com 2351 metros.ilha do faial 3 300x199 Passeio   Ilha do Faial, Açores

A caminhada dura cerca de 3 horas e devemos ter em atenção que o tempo nos Açores é muito irregular. Consulta a previsão meteorológica e leva um corta-vento e alguns agasalhos para a chuva. Nalgumas zonas da caminhada há algumas falésias que estão mais expostas e não têm protecções. Nessas zonas, escolhe o trilho mais distante das falésias. Todas estas vistas só são observáveis em dias de boa visibilidade. A melhor altura é o Verão mas noutras épocas do ano também podemos ter a sorte de ter bom tempo.

madeirafunchal thumb Madeira: A grande festa portuguesa madeira, funchal 2
madeira, funchal 3 madeira, fogo de artifício 2
madeira, fogo de artifício madeira, fim do ano

A constar no Livro do Quiness como a maior festa de pirotecnia do mundo, o Rêveillon na ilha da Madeira é, sobretudo, o orgulho de todos os portugueses, quando comparando com outras famosas festas espalhadas pelo planeta.

Tanto a encosta como a Praia do Funchal, em toda a sua extensão, enchem-se de brilho e cor, deixando todos os presentes deslumbrados. Há mesmo cruzeiros a passarem a noite atracados na baia da capital unicamente para os seus passageiros poderem viver aquela idílica noite madeirense. Com explosões de se ouvirem um pouco por toda a ilha, o fogo–de-artifício pode ser apreciado ainda melhor nas zonas mais altas. Por isso, privilegie a localidade do Monte, onde terá a oportunidade de se deslumbrar ainda mais com o que a ilha tem de melhor para oferecer naquela noite. Só mesmo vendo para crer!

Madeira Fogo de Artifício

Prepara o teu caiaque...

Entrámos por um canal sem sabermos se tinha saída. No nosso mapa não estava indicado mas fomos avançando na esperança de ter ligação ao nosso destino. O percurso era sinuoso, cada vez mais apertado e muito agradável. A ausência de pessoas e qualquer construção davam à paisagem um carácter selvagem e remoto. A própria sensação do desconhecido era apelativa. Em­bora muitas vezes um regresso pelo mesmo caminho seja tão ou mais interessante, psicologicamente não gosto de voltar para trás. E, na aventura, uma das coisas mais importantes é saber voltar atrás. Mas aqui não se colocava a questão de segurança. As águas são protegidas, muito calmas e a única coisa que poderia aconte­cer neste canal era a maré começar a descer rapidamente e nós ficarmos com os nossos caiaques a seco, atolados neste braço da ria, inundado pela preia-mar, duas vezes por dia. Se isso aconte­cesse, teríamos que dormir por ali e esperar nova maré-cheia. E estávamos em autonomia, tínhamos tudo para dormir e comer confortavelmente. Não tínhamos pressa de chegar…

O Parque Natural (PN) da Ria Formosa é a nossa área protegida mais a sul. Abrange uma extensa zona que vai desde o rio Ancão, junto à Quinta do Lago a oeste, até à praia da

Ria Formosa - Ilha Cabanas

Ria Formosa - Ilha Cabanas

Manta Rota, do lado nascente. É protegida do oceano Atlântico por cinco ilhas dunares,  ilha da Barreta, ilha da Cula­tra, ilha da Armona, ilha de Tavira e ilha de Cabanasi. Foi em Cacela-a-Velha que começamos o nosso passeio de dois dias em autonomia em caiaque. Aproveitamos a maré a vazar para ir a favor da corrente, na direcção de Cabanas, Tavira e Santa Luzia. Queria avistar o Cai-mão Comum, uma ave maravilhosa de um azul intenso, com bico e patas encarnadas. Levava os binóculos para tentar avistar esta ave, símbolo do PN da Ria Formosa, ou outras interessantes, que pudessem apa­recer. Esta diversidade é uma das riquezas deste parque. O nível da água já estava muito baixo e, nalguns locais, os caiaques tocavam o fundo. Continuámos até à barra de Tavira e, cuidadosamente observámos a direcção e intensidade da corrente (ver caixa DICAS ÚTEIS). Para variar, saímos ao mar e, depois de percorrermos um pouco do extenso areal da ilha de Tavira, parámos para fazer praia. Umas horas mais tarde, após o nosso intervalo, voltámos a entrar para a ria. O interior deste enorme sapal, com os canais, é muito mais interessante para remar que a costa de extensas praias. Foi quando entrámos no canal, aparente­mente sem fim, mas que foi afunilando ca­da vez mais até não permitir a nossa nave­gação. Desapontados com o fim mas muito satisfeitos com a nossa opção exploratória, regressámos rapidamente para conseguir­mos prosseguir a nossa viagem sem ficar presos por falta de água. Terminámos na praia do Barril, em Pedras D’Rey, e, no dia seguinte, voltámos a Tavira.

Ria Formosa - Olhão

Ria Formosa - Olhão

Recomendamos que faças este passeio de um dia começando em Cacela-a-Velha e terminando em Santa Luzia ou, um pouco antes, nas Quatro Águas, junto ao Clube Náutico de Tavira. Planear o pas­seio com as marés é fundamental para não andares a remar contra a corrente. No site do Instituto Hidrográfico (www.hi-drografico.pt), no porto de Tavira, podes consultar as marés. De Cacela a Tavira recomendamos a maré vazante. Se dei­xares o carro em Cacela-a-Velha, podes recuperá-lo regressando de táxi. Podes consultar e encontrar informação de aves no excelente site das aves de Portugal: www.avesdeportugal.info Alerta! Junto às barras, nas marés vazan­tes, a corrente para o mar pode ser muito forte e deverás evitá-la. Diverte-te e cuida as nossas áreas protegidas.

À VOLTA DO VULCÃO – Aventura na ilha do Faial

Os Açores são por si só um lugar suficientemente belo e cativante, e nas várias ilhasimage thumb28 Ilha do Faial deste arqui­pélago encontramos as condições perfeitas para a prática de vários desportos de aventura. E, se muitas vezes deixamos este magnífico arquipéla­go para trás na nossa "lista", talvez seja porque é "nosso" e como tal "estará sempre lá" e podemos deixar para o fim da lista dos lugares a visitar. Mas os que realmente lá chegam sabem como é errado esse raciocínio. A sua beleza não se limita ao natural, as pessoas são amigas, são calorosas, são generosas e fazem-nos sentir bem-vindos. E por isso acabamos por voltar sempre lá…

Os Açores é um dos destinos mais espectaculares do nosso planeta e a sugestão deste mês é precisamente o Faial, ilha mais conhecida pela marina da Morta e pelo vulcão dos Capelinhos. Pela Horta passam todos os anos centenas de velejadores. A maioria vem das Caraíbas e a Horta é a sua primeira escala antes de chegarem à Europa continental. É para eles um grande motivo de regozijo após muitos dias no mar e também para os locais e visi­tantes que encontram aqui viajantes compulsivos cheios  de histórias para contar. O vulcão dos Capelinhos foi o último em actividade no nosso território, em 1957-8. À parte destas atracções, para muitos o Faial é uma ilha menos bonita, menos interessante que outras açorianas. Mas a ilha Azul, como baptizou o escritor Raul Brandão, tem muitos mais atractivos. As condições são excelentes para vários desportos de aventura: image thumb29 Ilha do Faialcaminhadas, BTT, caia­que de mar, mergulho, windsurf, vela, observação de ba­leias e golfinhos, pesca e parapente. E, por isso, propomos uma caminhada: a volta à caldeira a pé é um percurso fácil, faz-se em meio dia e tem vistas espectaculares para dentro e para fora da cratera deste extinto vulcão. A caminhada começa no parque de estacionamento da caldeira onde podemos chegar de táxi ou de carro. É reco­mendável começares para o lado direito (norte) por cima de um túnel que dá acesso a um mirador com vista para dentro da caldeira. Caminhamos ao longo da crista e o percurso, embora não identificado, é bastante óbvio para qualquer pessoa. Às vezes há cercas de gado que, depois de abertas, devem ser fechadas. Do lado interior podemos observar a enorme cratera com 400 metros de profundi­dade e 2 km de diâmetro. Do lado de fora, começamos por ver a zona nordeste do Faial com o farol da ribeirinha na ponta. Mais ao fundo avistamos, quase de perfil, a ilha de S. Jorge. Ainda mais longe, em dias excepcionais, con­seguimos ver a ilha da Graciosa. No lado norte, as linhas de água são muito profundas e estão preenchidas por tu­fos imensos de hortênsias azuis e brancas. Estas inúmeras linhas de água descem montanha abaixo na direcção do Salão, dos Cedros e da Praia do Norte revelando que este é o lado da ilha mais exposto às chuvas. Nalgumas zonas há grandes manchas de criptomérias, uma bonita espécie florestal proveniente do Japão. Continuando por estas veredas, já virados a oeste avistamos três crateras mais pe­quenas: o Cabeço Verde, o Cabeço do Fogo e o Cabeço da Fonte. Estão alinhadas com o Vulcão dos Capelinhos que fica no limite oeste da ilha e que se distingue claramente dos outros por não ser verde mas sim castanho devido à sua erupção muito mais recente. A perspectiva que estaimage thumb30 Ilha do Faial caminhada nos dá da ilha é muito interessante pois é muito abrangente e conseguimos localizar e relacionar no terreno acidentes geológicos que de outra forma só no mapa é possível fazê-lo, quase como uma vista aérea. Quando nos viramos a sul, sempre pela crista da cratera, encontramos a estrada de alcatrão que se dirige ao ponto mais alto do Faial, o Cabeço Cordo, a 1043 metros de altitude. Caminhamos ao lado da estrada até às antenas e, daí, para baixo na direcção novamente do parque de es­tacionamento da caldeira, onde começamos o nosso pas­seio. Temos então à nossa frente o imponente e magnífico Pico, o ponto mais alto de Portugal com 2351 metros!

TOMA NOTA!

A caminhada dura cerca de 3 horas e devemos ter em atenção que o tempo nos Açores é muito irregular, podemos começar com sol e acabar com chuva e muito vento. Deves consultar a previsão meteorológica e levar um corta-vento e chuva, agasalhos e farnel numa mochila. Tens que ter image thumb31 Ilha do Faialem atenção também que nalgumas zonas da caminhada há algumas falésias que estão mais expostas e não têm protecções. Nessas zonas, deverás escolheres o trilho mais distante das falésias. Claro que todas estas vistas só são possíveis de observar em dias de boa visibilidade, o que nem sempre acontece nos Açores. A melhor altura é sem dúvida o Verão mas noutras épocas do ano também podemos ter a sorte de ter bom tempo. Aproveita os Açores!

 

 

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