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Arquivo da categoria ‘Madeira’

Num destino como este não podíamos deixar de fazer um passeio pela ilha, numa das suas famosas Levadas. A beleza da Madeira interior é incontornável e deixa-nos sem respiração…

AS LEVADAS DE ÁGUA (popularmente conhecidas por Levadas), construídas a partir do século XVI e que cruzam todo o comprimento e largura da ilha (constituem sistemas de irrigação compostos por cerca de 2000 km de canais e 50 km de túneis), são uma das grandes atracções da Madeira. 0 seu objectivo inicial foi aproveitar a água que cai predominantemente a norte da ilha (os ventos de nordeste empurram as nuvens contra as altas montanhas provocando na encosta norte precipitação que pode chegar aos dois metros por ano). E hoje, são precisamente essas Levadas que fazem com que milhares de pessoas percorram o solo madeirense. Embora as escolhas sejam muitas e adaptáveis a todos os gostos e condições físicas, resolvi fazer um trilho relativamente pequeno, entre a Achada do Teixeira e o Pico Ruivo. 0 objectivo foi estar literalmente no ponto mais alto da Madeira. Embora não tenha mais de três quilómetros (mais três contando com o caminho de regresso), a verdade é que o percurso não é uma tarefa tão fácil como muitos podem pensar e exige alguma condição física já que, madeira 300x199 Uma caminhada pela Madeirado início (não deixes de visitar o Homem em pé, formação rochosa basáltica que se encontra descendo a encosta, depois de passar pela frente da casa de abrigo da Achada do Teixeira) ao fim sobe-se de 1535 para 1861 metros de altitude. Ao longo do trilho encontrámos alguns abrigos, construídos para proteger os caminhantes da intensa variação climática que se verifica neste local, muito brusca, que frequentemente mergulha a área num mar de nuvens. Essa mudança foi verificada in loco à chegada ao Pico Ruivo. Primeiramente o céu mostrou-se azul e permitiu contemplar a paisagem circundante. Mas quem teve o azar de chegar uns minutos mais tarde, pouco mais vislumbrou que o cinzento das nuvens a toda a volta.

É DE SRLIENTRR TAMBÉM QUE ESTE TRILHO PERMITE ACESSO A OUTROS TRÊS: o PR1 – vereda do Pico do Areeiro (5,1/6,4 Km), o segundo pico mais alto da ilha (1816m); o PR 1.3 – Vereda da Encumeada (8,6 Km), segue para o lado oeste da ilha ao longo da cordilheira montanhosa central; e o PR 1.1- Vereda da Ilha (8,2 Km), que desce para a freguesia da Ilha. 0 percurso é todo ele empedrado, o que facilita em muito a caminhada, que pode e deve ser feita pausadamente, já que a paisagem é fascinante, com o verde das montanhas e dos vales em confronto com o azul intenso do mar. Este caminho é um dos mais procurados pelos caminhantes que todos os anos invadem a Madeira, principalmente devido à sua ligação com o Pico do Areeiro, um trilho já feito em ocasião anterior e que exige um maior cuidado (algumas partes do trilho podem causar calafrios a pessoas que têm medo de alturas). Por isso, émadeira 3 300x283 Uma caminhada pela Madeira difícil estarmos sozinhos no Pico Ruivo, já que a afluência de pessoas é intensa. Esse é o único senão deste trilho, embora seja sempre possível encontrar refúgio em qualquer canto da área circundante ao ponto final da caminhada.

Em resumo, esta Levada é propícia para quem gosta de caminhar mas não pretende arriscar em demasia por terrenos que exigem uma maior técnica. Apesar de o caminho para o Pico Ruivo exigir alguma condição física mínima, o esforço vale realmente a pena devido à sua paisagem única.

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madeira, fogo de artifício madeira, fim do ano

A constar no Livro do Quiness como a maior festa de pirotecnia do mundo, o Rêveillon na ilha da Madeira é, sobretudo, o orgulho de todos os portugueses, quando comparando com outras famosas festas espalhadas pelo planeta.

Tanto a encosta como a Praia do Funchal, em toda a sua extensão, enchem-se de brilho e cor, deixando todos os presentes deslumbrados. Há mesmo cruzeiros a passarem a noite atracados na baia da capital unicamente para os seus passageiros poderem viver aquela idílica noite madeirense. Com explosões de se ouvirem um pouco por toda a ilha, o fogo–de-artifício pode ser apreciado ainda melhor nas zonas mais altas. Por isso, privilegie a localidade do Monte, onde terá a oportunidade de se deslumbrar ainda mais com o que a ilha tem de melhor para oferecer naquela noite. Só mesmo vendo para crer!

Madeira Fogo de Artifício

A origem vulcânica e as temperaturas agradáveis ao longo de todo o ano permitem à ilha da Madeira ser palco privilegiado de práticas desportivas. A aventura está garantida.

Surf – As potencialidades da Madeira para o surf só foram reconhecidas há cerca de qua­tro anos, mas desde aí a região recebe sur­fistas de diferentes pontos do mundo. As for­mações rochosas requerem precaução, mas as boas ondas e a temperatura da água com­pensam (15°C na época fria, 21°C na época quente). Os melhores spots são na Praia das Bruxas, Jardim do Mar, Fajã da Areia e Ponta Pequena.

surf thumb Madeira   desportos

Mergulho – As águas cristalinas da ilha per­mitem praticar mergulho com boas condições Há grande probabilidade de ver espécies como golfinhos, raias e mantas. A passividades dos peixes face à presença dos mergu­lhadores é um dos trunfos da Madeira. Os me­lhores lugares para fazer mergulho são em Garajau, Reis Magos, no Clube Naval do Fun­chal e n’O Madeirense, em Porto Santo.

mergulho thumb Madeira   desportos

Pesca – Continuando com o mar da Madeira como pano de fundo, há a possibilidade de fazer pesca desportiva. As águas da ilha são ricas em atum, peixe-espada, barracudas ou espadarte. A profundidade atinge os 1000 metros muito perto da costa, havendo zonas de pesca a cinco minutos do cais. Na marina do Funchal encontram-se barcos com o melhor equipamento para a pesca desportiva.

pesca thumb Madeira   desportos

Canyoning – O canyoning oferece emoções fortes. Os percursos vertiginosos das desci­das das ribeiras, com desníveis até 60 metros, mostram o que a ilha tem de mais puro. Du­rante o Verão, as ribeiras da vertente Norte são as mais frequentadas, pois o seu caudal é mais elevado. No Inverno, o lado Sul da ilha é mais aconselhável, pois os desníveis são mais suaves e as correntes mais calmas.

Canyoning

Montanha - A acidentada orografia da Ma­deira permite que escalada, rappel e slide se­jam actividades muitos atractivas – e permi­tem o contacto directo com a Natureza. As zonas preferidas para a prática destes três des­portos são a cordilheira central, as falésias ma­rinhas e algumas paredes rochosas da costa Norte da ilha.

montanha thumb Madeira   desportos

Parapente – É outro dos desportos que ofe­rece boas condições aos praticantes. As des­colagens variam entre falésias de 30 a 1600 metros. As aterragens são quase sempre fei­tas nas praias. Os locais mais utilizados são o Cabo Girão, Pico das Mantas, Arco da Calhe­ta ou-Porto Cruz.

parapente thumb Madeira   desportos

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Do deserto à floresta subtropical, do mar à alta montanha

Iniciemos a nossa caminhada pela costa oriental da ilha. Quem vai até à ponta de São Lourenço encontra uma paisagem desértica, onde o contraste com o oceano cria uma imagem surreal. Os trilhos estão bons e acessíveis a todos e a baía D’Abra convida a um mergulho.

Se a paisagem desértica não for a sua preferida, podemos facilmente estar embrenhados pelo verde a duas horas de marcha. Siga para a costa Norte. Vá até à Boca do Risco e percorra a levada do Larano até perto de Porto da Cruz. Vai ver uma Ma­deira verde e rural.

Inflictamos agora para a cordi­lheira central. Vamos percorrer o trilho entre o Pico domadeiracaminhadas thumb Madeira   Caminhadas Areeiro e a Encumeada, passando pelo pico Rui­vo – o ponto mais alto da ilha -, o pico do Ferreiro e o pico do Jorge. Es­tamos, por assim dizer, na «alta montanha» da ilha. Com bom tem­po, a paisagem deste trilho, criada pelos vulcões e esculpida pela água e pelo vento, é deslumbrante. Abai­xo da nossa linha de visão estende-se o verde da floresta primitiva de loureiros e tils, nos quais nos em­brenharemos quando descermos para a Encumeada. Ao fim do des­te dia teremos percorrido um dos mais belos trajectos que a Madeira nos oferece.

madeiracaminhadas2 thumb Madeira   Caminhadas Se ainda não está convencido, hoje seguramente ficará. Começa­mos a andar no Lombo do Mouro, de onde seguiremos para o Pináculo e a Bica da Cana. Depois seguiremos pela levada do Lageado, lagoa do Vento, Rabaçal, 25 Fontes, Rocha Vermelha, túnel do Rabaçal e por fim chegaremos à Calheta. É o dia todo a andar e toda a noite a so­nhar com esta paisagem de um ver­de embriagante.

Já estamos próximos da ponta ocidental da ilha. Comecemos ago­ra a caminhar na Fonte do Bispo. Descemos até à levada do Galhano. que percorreremos com estupefac -ção. A beleza deste percurso é mui -to especial. Se as suas pernas ajuda rem, pode chegar a tempo de dar um mergulho nas piscinas naturais de Porto Moniz e depois apanhar uma boleia até à ponta do Pargo, para ver o pôr-do-sol.madeira caminhadas 3

Terão passado apenas cinco dias desde que saiu do continente. Se tiver mais alguns dias  disponíveis, vá até ao Caldeirão Verde e à Fajã da Nogueira.

E agora um segredo. Espere por um dia de nevoeiro e rume ao Fanal. Se encontrar um gnomo ou duen­de, não se admire. Disfarce e con­tinue a caminhar alegremente nou­tra dimensão.

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Para quem não concebe as férias sem os ferros e as madeiras na bagagem, o arquipélago oferece três campos de golfe de características únicas. Espectaculares, constituem também belos desafios desportivos

O Ir à Madeira jogar golfe é hoje uma opção válida para os aficionados da modalidade. Desde logo porque possui o mais espectacular campo de Portugal, o do CG Santo da Serra, ou não estivesse situado 700 metros aci­ma do nível do mar, com vistas de cortar a respiração sobre as monta­nhas, a cidade do Machico (a cujo concelho pertence) e o oceano, onde se destacam a ponta de São Louren­ço e as Desertas.

Estamos no berço

do golfe ma­deirense, que, tal como no conti­nente, foi trazido para o madeira golfe arquipéla­go por ingleses. Já em 1933, era praticado nos vizinhos terrenos ane­xos ao Hotel-Pousada da Serra. Mais tarde, em 1937, os irmãos Miles, com a ajuda dos Leackck e dos Blandy, inauguraram o primeiro percurso de nove buracos, o Favellas Santo da Serra GC.

Setenta anos depois, encontra­mos um complexo de golfe de 27 buracos, ou seja, com três circuitos de 9 buracos, concebidos de maneira a estarem ligados entre si, e a permi­tir três versões de 18 buracos. Mas o cenário mantém-se intacto – à ex­cepção da club-house, nenhuns ves­tígios de construção imobiliária, apenas a Natureza no seu esplendor, um regalo para a vista.

Os percursos Machico e Desertas constituem os 18 buracos de cam­peonato – é lá que se joga todos os anos o Open Madeira, pontuável para o European Tour. São montanhosos, estratégicos, têm greens rápidos, de difícil leitura, e são extremamente exigentes do ponto de vista físico, pelo terreno desnivelado. Golfe um desporto para velhos? Quem per­correr estes 6136 metros, a subir e a descer, sem buggie, dirá que não.

madeira golfe 2 Mas a Madeira tem mais dois cam­pos, igualmente belos. O do Palhei­ro Golfe, inaugurado em 1993, si­tua-se mesmo a uma altitude supe­rior, proporcionando uma panorâ­mica deslumbrante sobre a baía do Funchal e mar. Fica perto da Quin­ta do Palheiro, mansão rodeada de flores raras e árvores exóticas.

No Porto Santo, aberto ao público em 2005, a aposta no espanhol Severiano Ballesteros para desenhar o seu primeiro campo de golfe foi bem sucedida. O carismático ex-jogador concebeu um circuito tão pouco convencional como o seu es­tilo de jogo, com seis par-5, e seis par-3. A primeira metade do per­curso é flanqueada por colinas ro­chosas, com vista para o casario e para a praia; a segunda metade tem uma série de buracos junto às falésias, a causar vertigens.

Enfim, três campos unidos pela beleza, mas que representam desa­fios diferentes.

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Para o estômago e o paladar, a Madeira é um excelente destino. Na «pérola do Altântico» como no Porto Santo, os pratos são de fazer crescer água na boca. Peixe, carne, vinho e, claro, o bolo do caco

Forno Bolo de Milho cozido na folha de couve
file da madeira fruta da madeira

O Ir à Madeira e não comer bolo do caco é muito mais grave do que ir a Roma e não ver o Papa. Numa com­paração inflamada, será qualquer coisa como ir a Paris e não desfru­tar do Sena, ir ao Porto e não vis­lumbrar o Douro: uns e outro são inevitáveis. Portanto, se estiver num restaurante e não lhe servirem bolo do caco, desconfie. O mais prová­vel é que não esteja na Madeira. Em todas as mesas que o SEXTA expe­rimentou, lá estava ele, quente ou frio, simples ou com manteiga.

Nas carnes – e aqui o destaque vai para a espetada -, recomenda-se o restaurante Adega da Quinta, na Quinta do Estreito (Câmara de Lo­bos) . Comece por degustar as mui­tas entradas, que vão do espada fu­mado à carne em vinha de alho, acompanhados por pão de batata doce e um cálice de vinho da Ma­deira. Aproveite a vista – está mais de 400 metros acima do nível do mar e rodeado de vinhas – e siga para a espetada, regada com um bom tinto maduro. Remate com pu­dim de maracujá. Se estiver pelo Funchal e for amante de cozinhados mais modernos e inventivos, o restaurante do Forte e o restaurante Café do Museu são boas opções. Num como noutro, não falta o espada (que por aqui dispensa o «prefixo» peixe) confeccionado de mil e uma maneiras. No primeiro, a vista sobre o oceano e a decoração são magní­ficas. Quanto ao Café do Museu, está no coração da cidade, na Pra­ça do Município, e prima pelo am­biente descontraído.

Ainda no Funchal, os restauran­tes Casa Madeirense e Vila Cipriani, ambos junto ao mar, são excelentes opções para quem procura peixe e marisco (não esquecer as famosas lapas) e O Lagar recomenda-se para a já referida espetada de carne.

COMIDA FORTE, AMBIENTE LIGHT

Se outro motivo não houvesse, um restaurante no Funchal mere­ceria referência apenas pelo nome.

Mas o original Chega de Saudade tem outros trunfos: alia o design inovador do espaço ao mo­biliário clássico, o bom gosto na mú­sica ambiente (quase sempre jazz) à qualidade da comida: a alheira de caça e o bacalhau com migas convi­dam o cliente a voltar.

Não só na Madeira se come bem. O Calheta’s, na Ponta da Calheta, Porto Santo, oferece uma larga es­colha de peixes e marisco. O espa­da com banana, as lapas e, claro, o bolo do caco, são aprimorados pela proximidade do Atlântico e da praia de areia dourada.

Por fim, não deixe de provar as frutas típicas da região: a banana da Madeira, o abacaxi e, no Porto San­to, as uvas. Um conselho: compre-as nos mercados.