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Galiza: Hotel “A Quinta da Auga”

Publicado por turismo
01/06/2010

Londres

Publicado por turismo
06/05/2010

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Publicado por turismo
22/04/2010

Irlanda do Norte

Publicado por turismo
15/01/2010

Himalaias

Publicado por turismo
14/12/2009

Arquivo da categoria ‘Lá fora’

Galiza - Num ambiente natural de bosque e rio, nasceu um hotel que sabe honrar os pergaminhos. Forte motivo para peregrinar até Santiago de Compostela

Passando Valença e apa­nhando Tui, mal se dá pela passagem frontei­riça, não fosse a placa euro­peísta a assinalar a entrada em Espanha. Aliás, na Galiza, como fazem questão de des­trinçar miestros hermanos do Norte, que se sentem arredios em relação à restante Espa­nha. Vemos as paisagens, ve­mos os pueblos, vemos os mon­tes e vales e a vegetação e não somos nós que descobrimos que o Norte de Portugal e a Galiza são um todo contínuo, mas sim algo que já vem de há muito tempo, numa secu­lar tradição cultural que se reflecte nos hábitos, nos cos­tumes e até no léxico – o galaico-português ainda subsis­te e coexiste do lado de cá e do lado de lá da fronteira. São dois povos juntos – ou xuntos, como entenderem…A Quinta da Auga 2 300x202 Galiza: Hotel A Quinta da Auga

Vigo e Pontevedra, encaixadas no recorte das Rias Baixas, já ficaram para trás, resta flectir um pouco para o interior e rumar para o cen­tro político, cultural e religio­so da Galiza. Parece que o topo da catedral assoma ao longe e que o som dos gaitei­ros da Placa do Obradoiro ecoa nos ouvidos, mas a ilu­são é desvanecida quando se dá de chofre com uma casa granítica, de três alas unidas, rodeada pelo verde da vege­tação e da relva e com um gracioso fontanário à frente. Paramos e lemos “A Quinta da Auga”. Entramos e o quentinho aconchegante en­volve-nos – pelo cre­pitar da lareira e pelo calor dos sorri­sos de boas-vindas.

O hotel abriu há poucos meses, mas a sua história remonta ao século XVIII, quando Dom Jacobo edificar. O desenrolar dos anos nunca deixaria antever o que é hoje. Sabe-se que em 1792 era uma fábrica de pro­dução de papel, actividade que foi mantida até meados do século XIX, passando en­tão a produzir panos de lã. De­pois, tomou novo rumo, con-vertendo-se em fábrica de cer­veja e de gelo sensivelmente até à década de 60 do século passado, após o que caiu em desuso e foi votado ao aban­dono. Estas peripécias e dife­rentes funções são claramen­te justificadas pela presença da água ah tão próxima, com o rio Sar a providenciar.A Quinta da Auga 300x202 Galiza: Hotel A Quinta da Auga

Em 2003, contudo, iniciou-se uma nova era, quando foi adquirido pelos actuais proprietários que, apesar da completa inexperiência na área da hotelaria, investiram na sua recuperação e fizeram que a fénix renascesse das cinzas. Vimos as fotografias da época da aquisição, e não deixámos de nos surpreen­der pelo aspecto deteriora­do do edifício, pelas paredes esboroadas, pelos muros der­rocados, pelos tectos caídos, pelas janelas esventradas e pelas ervas e vegetação que tudo invadiram.

Olhamos em redor e quase nem críamos no que os olhos viam, tais as diferen­ças. Como não podia deixar de ser, o nome Auga justifi­ca perfeitamente a escolha: pelas águas do Sar que se ou­vem distintamente, pela fon­te no pátio de entrada, pelo tanque de onde brota água fresca e potável – e pela chu­va miudinha que, no Inver­no, faz questão de visitar in­sistentemente a Galiza.A Quinta da Auga 4 300x202 Galiza: Hotel A Quinta da Auga

Façamos, então, um péri­plo pel´A Quinta da Auga, acompanhados por Luisa Gar­cia Gil, proprietária e arqui­tecta do projecto. O edifício é constituído por três alas, sendo que as duas primeiras abri­gam quase todos os quartos e outras de­pendências, ao passo que a terceira é cons­tituída basicamente pelo spa. O átrio é uma espécie de antecâmara de diferentes espaços: a sala de estar, que acomoda diver­so mobiliário disperso, entre mesas, mesinhas, sofás, cadei­rões, maples, candelabros, es­tatuetas, livros, quadros e uma convidativa lareira que aquece o corpo e a alma na­quelas taciturnas noites de In­verno; o restaurante Filigra­na, com salas para fumadores e não fumadores, em que as tonalidades são dominadas pelo branco das toalhas e ca­deiras e pelo lilás das pare­des – o que confere grande elegância. Elegância, aliás, cumprida com distinção na apresentação dos pratos que, no entanto, assumem por con­traste pelas porções panta­gruélicas, com natural realce para a cozinha tradicional ga­lega, rica em peixe e marisco – além do emblemático pulpo a galega – e nas carnes de por­co, vitela e veado. Como re mate, à parte a carta de vi­nhos onde os Rioja assumem primazia, nada melhor que a doçaria, onde a filho carame­lizada com arroz doce faz as honras da casa.A Quinta da Auga 5 300x202 Galiza: Hotel A Quinta da Auga

Praticamente ao lado, mas também com acesso pelo ex­terior, localiza-se a cafetaria Q CaféBar, para picar algo e beber café, chá ou diversos aperitivos, com os cartazes e as páginas de jornais e revis­tas antigas que forram as pa­redes a prenderem a atenção e a despertarem curiosidade.

Os pisos superiores são de­dicados aos quartos. Cada um deles, incluindo os standard, disponibilizam diversas facilidades, mas o que realmente os distingue é o facto de todos eles serem diferentes – não há um único igual, apesar de ha­ver coisas em comum: são bas­tante espaçosos, uma das paredes é forrada com papel com motivos de época, outra pintada com uma cor diferen­te mas harmoniosa e o resto respeita a traça original, com a pedra granítica à vista. A de­coração é uma fusão entre o moderno e o antigo, com algu­mas peças a serem autênticas obras de arte. O acesso entre pisos pode ser feito por esca­das ou elevadores, mas reco­mendamos estes últimos, não por comodidade, mas por po­der apreciar a decoração, com reproduções das páginas de um livro que descrevia e ilus­trava a actividade do edifício enquanto fábrica de papel.A Quinta da Auga 6 300x202 Galiza: Hotel A Quinta da Auga

As quatro suites merecem bem essa designação, pelo ge­neroso espaço que disponibi­lizam -100 m2 – dividido por um salão, escritório, dormitó­rio (com ampla cama de ca­sal) e uma casa de banho com jacuzzi… e belas vistas para o rio Sar.

Dignos de registo são tam­bém os espaços para a reali­zação de eventos e reuniões: o Salão do Rio (20 pessoas) e o Salão da Fonte (200 convi­vas), que desobedecem completamente aos cânones tra­dicionais – situam-se no piso térreo e o número de abertu­ras nas paredes de granito fa­zem que a luz natural entre de jorro, criando um ambien­te de luminosidade que ain­da é mais reforçado pela al­vura da decoração e das pa­redes caiadas. A última ala é dedicada ao spa.

O resto é… paisagem – a quinta está inserida num ter­reno verdejante de relva, arvoredo e canaviais de bam­bu, que são devidamente ali­mentados pelas refrescantes e saltitantes águas do rio Sar.A Quinta da Auga 7 300x202 Galiza: Hotel A Quinta da Auga

A partir de Lisboa, há que tomar a Al no sentido norte até ao Porto, seguir ‘ pela A3 até Valença e, a partir daqui, continuar pela autopista do Atlântico passando por Vigo e Pontevedra seguindo o sentido Santiago de Compostela. Nas imediações da cidade, apanha-se a estrada AC-543, que liga Noia a Com­postela, até encontrar as indicações de “A Quinta da Auga“, na urbanização Brandia, numa viagem com ò total de 540 quilómetros que dura aproximada­mente seis horas. A partir do Porto, basta seguir o mesmo itinerário, embora a distância e o tempo de viagem seja menor: 240 quilómetros em cerca de duas e meia. GPS: 42° 12′ 1″ N + 4o 36′ 00″ E

Não há maneira de contornar esta certeza: Londres não é uma cidade barata. É uma metrópole maravilhosa e emocionante… mas tudo tem o seu preço. Apesar de tudo, se souber por onde passear e por onde ir às compras é possível dar mais valor ao seu dinheiro

londres 300x200 Londres

Orçamento de 50 euros diários

Anchor & Hope – É o melhor pub gastronómi co de Londres. É ridiculamen te barato para o que se consegue en contrar e ainda inclui um staff so berbamente inteligente. Simples mente brilhante! Chegue cedo ou poderá correr o risco de ser esmaga do. (The Cut, Waterloo)

Pasha Hotel - Tem um preço muito acessí-vel para um hotel boutique. Fica um pouco fora do centro, mas facilmente se chega de metro a to das as atracções principais. As mas sagens turcas estão no menu. (www.hotelpasha.com)

Concerto na O2 Arena - É o lugar ideal para ver um concerto na capital inglesa, e talvez até no Mundo. É enorme, mas mesmo assim consegue ter uma atmosfera acolhedora. Fica numa zona muito animada, repleta de bares e restau­rantes. Esteja atento à agenda de todos os espectáculos em: www.theo2.co.uk.

Orçamento de 100 euros diários

Fifteen – O Fifteen é uma ideia ge-nial do famoso chef Jamie Oliver, que queria dar aos jovens desempregados a oportunidade de brilhar na cozinha. Não deixe que isso o desmotive: vale imen so a pena experimentar! www.fifteen.net

Ten Manchester Street Hotel - É um hotel fabulosamente chie que fica bem no cen tro da cidade, bem abrigado numa rua tranquila. É tão “cool” que até recomendam os clientes a apreciar uma boa charutada. www.tenmanchesterstreethotel.com

Lovebox – É o festival mais estiloso de Londres. A edição deste ano conta com nomes como os Roxy Music, Dizzee Rascai ou Grace Jones. Não se trata só de bandas, mas sim da sua vibração: muito descontraída e cosmopoli ta. Isto é Londres no seu melhor. De 16 a 18 de Julho. www.lovebox.net

Orçamento de 500 euros diários

Cordon Ramsay em Claridges – Um hotel britânico clássico de alta sociedade e um restauran te de luxo. Comida soberba, atendi mento quase mágico e uma carta de vinhos de cair para o lado! www.claridges.co.uk

The Dorchester - De uma indulgência chocan te. The Dorchester é um verdadeiro íman de celebridades e milionários. Há poucos hotéis no Mundo que apresentem este tipo de status. www.thedorchester.com

Compras de luxo - Londres reúne as melhores lojas do Mundo. Para as senhoras, Jimmy Choo, Gucci ou Armani, para os senhores, fatos de corte inglês pelos melhores alfaiates. Puro estilo. www.anderson-sheppard.co.uk

Canoa:

Ilha Sindebezi, Livingstone, Zâmbia

No rio Zambeze, acima das famosas cataratas Vitoria, fica a ilha Sindebezi. Este local paradisíaco reserva-lhe uma experiência única numa ilha privada, cujo acesso só pode ser feito de barco. Sem electricidade, apenas fogueira e banhos de balde de água quente. Entre no jogo do homem com poder que se aventura num experiência quase primitiva.

Ilha Sindebezi Livingstone Zâmbia Chegue ao seu destino de forma original

Parapente:

Six Senses Hideaway, Zingy Bay, Omã

Para uma entrada à James Bond, que tal aterrar de parapente no hotel? Após o desembarque no Aero­porto Internacional do Dubai, os hóspedes escolhem a opção de chegada ao hotel localizado na Zighy Bay. Experimente a desci­da de parapente e atire-se de cabeça para aquela magnifica paisagem.

Six Senses Hideaway Zingy Bay Omã 300x225 Chegue ao seu destino de forma original

Carro de bois:

Le Domaine D’ Orangerie, Ilha La Digue, Seychelles

Em La Digue, nas Seychelles, o principal modo de transporte é o carro de bois ou a bicicle­ta. Apanhe o ferry nas ilhas de Praslin até La Di­gue, onde encontrará este rústico meio de transporte. Esta ilha possui algumas das melhores praias das Seychelles e serviu de ce­nário para o famoso anún­cio do chocolate Bounty.

Ilha La Digue Seychelles 300x226 Chegue ao seu destino de forma original

Helicóptero privado:

Norte das Ilhas Seychelles

Para causar o menor núme­ro de danos ecológicos possiveis, o transporte para o norte da ilha é feito inten­cionalmente por via aérea e todos os viajantes são transportados de helicópte­ro. Aproveite a viagem para brilhar e partilhe com os outros viajantes a emoção de estar a pisar as areias que serviram de cenário para a mais recente versão do clássico de ficção-científica, “Thunderbirds”.

Ilhas Seychelles 300x200 Chegue ao seu destino de forma original

Hidroavião:

Medhufushi, Maldivas

Após a aterragem no “ae­roporto internacional” Ma-le – basicamente uma faixa de terra no meio do Ocea­no Indico -, será transpor­tado para o terminal marí­timo aéreo onde seguirá caminho num pequeno hi­droavião até à magnifica lagoa de Medufushi, mes­mo em frente ao seu hotel. Assim que chegar, terá à sua espera uma taça de champanhe bem fresco.

Medhufushi maldivas 300x224 Chegue ao seu destino de forma original

Luxuosas caminhadas, excelentes passeios de bicicleta e canoa podem fazer as delícias de quem viajar para a Irlanda do Norte. Mas não encontrámos só magníficos espaços naturais, mas também cidades cheias de controvérsia, histórica e política.

Irlanda 2

O conflito da Irlanda do Norte arrasta-se há centenas de anos, geração atrás de geração. Este diferendo entre irlandeses e ingleses, católicos e protestantes está já tão enraizado nas pessoas que suavizá-lo no espírito de cada um será sempre um processo inacabado. Mas, se, por um lado, em cada esquina e em cada conversa se sente esta divisão, por outro lado também nos apercebemos que há esperança no ar, que as pessoas estão cansadas do conflito e querem paz nas suas ruas e nas suas escolas. Como pode uma natureza tão harmoniosa ser um palco de tamanha discórdia humana? Aterrámos em Belfast, a capital, e partimos logo para o canto nordeste deste território, ainda pertencente à Grã-Bretanha. Começámos por fazer uma caminhada na Reserva Natural de Glenariff (Glenariff Forest Reserve). 0 centro de visitantes proporciona informação útil muito bem apresentada sobre a área e desta forma ajuda e cativa o turista a compreender a naturezaIrlanda 3 humana e paisagística que o envolve. 0 parque está localizado num imenso vale glaciar (em forma de U) e a diversidade de paisagens desde os campos abertos às densas florestas com rios e cascatas pelo meio tornam-no muito atraente. As florestas originais de carvalhos deram parcialmente lugar a outras espécies de árvores, principalmente vindas da América do Norte. Dos pontos mais altos avistámos a Escócia no outro lado do canal e imaginámos os antigos inimigos a atravessar o perigoso estreito em pequenos barcos a remos. Mais a norte, em Fair Head, fizemos uma caminhada por cima de falésias com mais de 100 metros de altura a precipitarem-se para dentro do Atlântico norte. Por toda a parte a paisagem é marcada pelas cores verdes dos campos conquistados desde os tempos dos celtas. A vegetação é rasteira e os arbustos são naturalmente adaptados às condições adversas de ventos fortes que assolam permanentemente esta costa. Nalguns locais de excepção, encontrámos árvores de porte considerável que foram plantadas para enriquecerem a paisagem, algumas delas caídas no chão pela acção do vento, com todas as raízes da sua base levantadas. Avistámos também um lago com uma pequena ilha no meio, reforçada com pedras que servia de refúgio na época do neolítico. Esta caminhada, tal como a de Glenariff, é de ida e volta. Começa perto de Ballycastle, em Murlough Bay onde, ainda em 1940, era extraído carvão utilizado para queimar giz, também obtido nas proximidades. Este, por sua vez, era utilizado como fertilizante ou para fazer tijolos.

Provavelmente, a mais espectacular caminhada foi na Causeway Coastal Way, um trilho pedestre de 53 km, bem identificado e junto à costa. Percorremos apenas uma parte, aproximadamente 20 km entre Carrick-a-Rede e a Causeway propriamente dita. Carrick é um pequeno ilhéu onde pescadores costumavam apanhar salmões vindos do outro lado do Atlântico para desovar nos rios Bann e Bush. Como nos explicou um guarda do serviço de parques, «os salmões atravessam o Atlântico norte e, ali ao fundo (apontou para o mar, a meio do canal entre a Irlanda e a Escócia), dividem-se em dois grupos: os salmões escoceses vão para oIrlanda 4 outro lado e os nossos vêm para cá». Estes ‘salmões’ levam muito a sério a sua nacionalidade! Uma pequena ponte suspensa liga o ilhéu a terra e, hoje em dia, é apenas uma atracção turística. Tivemos sorte com o dia pois esteve sol durante bastante tempo e a temperatura ideal para o nosso passeio. Este soberbo percurso pedestre alterna entre falésias, pequenas baías e praias desertas. Fez-nos lembrar um pouco a nossa costa alentejana e vicentina mas com o interior muito verdejante dos campos de pasto e da vegetação rasteira. 0 próprio trilho é de erva que, cortada, nos fazia sentir que passeávamos num imenso jardim. Ao longo do caminho, as vedações que delimitam os campos têm umas pequenas passagens permanentes com dois ou três degraus que possibilitam a passagem dos caminhantes mas não do gado. A existência generalizada destas passagens (em inglês “stile”) nos percursos pedestres deu-nos a entender que esta é uma actividade popular e reconhecida, quer pelas autoridades quer pelos proprietários dos terrenos. 0 final da nossa etapa correspondeu à Gianfs Causeway, um fenómeno único no mundo em que o arrefecimento da lava, em contacto com o mar, formou umas colunas de basalto com secção hexagonal e pentagonal quase perfeitas. A referência a um gigante faz parte da mitologia local: uma história dum gigante irlandês e dum gigante escocês…conforme a versão ganha um ou ganha o outro.

No que respeita às actividades de ar livre e exploração da natureza, o Turismo da Irlanda do Norte tem excelentes informações sobre o que fazer e onde fazer. Às vezes peca por excesso, nomeadamente em relação ao cicloturismo ou à canoagem, pois o visitante vê-se com dificuldades em concretizar os passeios sugeridos por falta de bicicletas ou canoas para alugar. Ainda na Causeway Costal Route sentimos muita dificuldade em encontrar alguém que nos alugasse duas bicicletas. Conseguimos finalmente em Bushmills num bed and breakfasf e desde esta vila, famosa pelo seu whisky, fomos até Portrush. Seguimos por uma das muitas estradas sugeridas e sinalizadas para andar de bicicleta. Nestas, o trânsito é normalmente escasso e os itinerários sinuosos, muito bonitos. A rota 93 levou-nos às ruínas de Dunluce, um impressionante castelo medieval construído sobre um rochedo. Este monumento, cuidadosamente preservado, foi o destaque do dia mas Irlanda 5 os 14 km em cada direcção desde Bushmills foram de tal maneira bonitos que, a cada curva, parávamos para apreciar a paisagem e registar o momento. Já mais a sul, perto de Enniskillen, tentámos alugar uma canoa. A perspectiva de navegar no Upper Lough Eme (lago Eme superior) era muito aliciante: um grande emaranhado de canais e pequenas ilhas rodeado de uma das maiores áreas de floresta natural da Irlanda do Norte. Só alugavam canoas no Centro Náutico, local que nós telefonámos do Centro de Turismo, mas que nos responderam que só alugariam se mostrássemos os nossos certificados de canoistas. Dissemos que éramos guias e que em Portugal não havia esse tipo de certificação dos praticantes, mas a resposta continuou a ser negativa. Tentámos colocar-nos na posição do centro náutico: “se em Portugal nos telefonassem do Turismo a dizer que queriam alugar umas canoas ou uns caiaques para irem para o mar, será que alugávamos?! O melhor é deslocarmo-nos lá ao centro, pode ser que através de um contacto pessoal reconheçam a nossa competência.” Assim o fizemos, conduzimos 25 km até ao centro náutico que era muito grande, a funcionária da recepção também nos pediu os nossos certificados de canoistas, mas concordou que falássemos com o director do centro. A resposta provavelmente teria sido a mesma, se não lhe tivesse acontecido um episódio semelhante e de repente a situação inverteu-se. «Eu também já tive o mesmo problema quando viajei. E aqui, de facto, a nossa lei não nos permite alugar a pessoas sem certificação. Mas além das canoas do centro, tenho material próprio que vos posso emprestar. 0 que é que preferem? Uma canoa para dois, um caiaque para dois, dois caiaques individuais?»

Emprestou-nos também um mapa dos canais, levou-nos no seu carro até um ponto de partida para fazermos um passeio de um dia e regressarmos a sua casa, à beira do Lago. Nem sequer nos pediu identificação ou qualquer caução. No final deste maravilhoso e inesperado passeio, seguiu-se um chá e dois dedos deIrlanda thumb Irlanda do Norte conversa com este novo amigo irlandês. A nossa viagem terminou novamente em Belfast. Embora não sejamos, de todo, fãs de futebol, assistimos num dos tradicionais pubs à final da Liga dos Campeões entre o Manchester United e o Barcelona. Também aqui (e principalmente aqui) se revelam as rivalidades históricas: pelo Manchester United estavam os “irlandeses do norte ou britânicos” e pelo Barcelona os simpatizantes dos que se querem juntar à República da Irlanda (ou Irlanda do Sul, como dizem os do norte). No dia seguinte, por sugestão de um habitante local, inscrevemo-nos num “politicai táxi tour”. De manhã, o guia-taxista veio ter connosco e disse: «Sou o John e vou guiar-vos durante o dia de hoje. Sou ex-membro do IRA, estive preso durante 14 meses…» Apresentações feitas, levou-nos ao bairro católico e mostrou-nos os monumentos em memória dos que morreram nos confrontos, levou-nos ao bairro protestante e às pinturas murais que, à semelhança dos de Londonderry, retratam a visão de cada uma das partes do conflito. Explicou-nos os programas conjuntos de católicos e protestantes que, hoje em dia, promovem nos jovens e crianças a paz neste território. Foi um excelente passeio guiado por alguém que, como muitos outros, quer a paz sem esquecer o passado e mostrou-nos mais uma perspectiva da realidade ainda bem viva que levará anos e gerações a transformar-se em paz verdadeira.

Fonte: SportLife

Quando, em Agosto de 1999, partiu com a sua BTT para a Volta ao Mundo, Filipe Palma nunca imaginou apaixonar-se por um país e por um povo como aconteceu no Nepal. Para além disso, caminhar, remar ou pedalar são sempre bons pretextos para ir ao Nepal!

No Nepal, não se trata apenas de avistar as montanhas mais altas do mundo e que, por ano, atraem milhares de caminhantes e centenas de alpinistas; não se trata apenas de descer rios vertiginosos e emocionantes que fazem a delícia de pessoas de todo o mundo que aqui vêm fazer rafting e canoagem; não se trata apenas deeverest thumb Himalaias visitar maravilhosos templos budistas e hindus, alguns deles milenares. Trata-se também de contactar com um povo que, embora seja um dos mais pobres da Ásia e do mundo, nos presenteia sempre com um sorriso; que parece viver sempre do improviso mas faz as coisas acontecerem; que parece estar sempre bem com as circunstâncias e nos faz interrogar se o conceito de felicidade é ou não relativo. As caminhadas, geralmente, duram vários dias e a grande parte dos trilhos são utilizados por humanos há milhares de anos. E por isso uma excelente forma de contactar com os habitantes locais. Nestes caminhos existem casas adaptadas aos turistas onde estes podem pernoitar e tomarem as suas refeições. Há também outros caminhos que, só mais recentemente, são utilizados pelos alpinistas nas suas aproximações às grandes montanhas. Alguns não têm os mesmos apoios logísticos e é preciso acampar e levar a nossa própria alimentação. A água existe em abundância mas devemos sempre filtrá-la e tratá-la ou fervê-la. Podemos, quando optamos por caminhar em zonas mais inóspitas, contratar a ajuda de carregadores. Além de nos ajudar e tornar possível a nossa aventura, é uma forma de estimular a economia local. As melhores épocas para ir ao Nepal são o Outono e a Primavera. Em Setembro, terminam as chuvas das monções e os campos ficam verdejantes. Durante Outubro e Novembro a temperatura do ar mantém-se muito agradável para as actividades de ar livre. 0 mesmo se passa em Março e Abril antes de chegarem as chuvas. Se formos ao Nepal para caminhar, devemos contar com pelo menos 6 dias a 10 dias.

TRÊS GRANDES REGIÕES

Há três grandes regiões para caminhar no Nepal. A região do maciço do Anapurna inclui inúmeros picos acima dos 6000 e 7000 metros, incluindo o próprio Anapurnaeverest 2 com 8091 metros. E a região de trekking mais acessível e a mais visitada de todas. Tem o aliciante de, em poucos dias de caminhada, estarmos no sopé destes “gigantes” além de que, na maioria dos casos, implica uma passagem por Pokara, uma cidade com um ambiente muito tranquilo e que contrasta com o constante frenesim de Catmandu. A nordeste da capital encontra-se a região de Kumbu, onde fica o monte Evereste. A constante presença dos alpinistas a preparar as suas grandes escaladas fazem-nos viver um pouco o ambiente destas expedições. A norte de Catmandu fica o Parque Nacional de Langtang que, embora não tenha picos de 8000 metros (o mais alto tem 7246 metros), proporciona vistas muito bonitas com lagos de água azul turquesa e acima de tudo caminhadas mais tranquilas pois o número de visitantes é menor aqui.

RAFTING

As chuvas das monções, que todos os Verões assolam este pequeno reino, aliadas às montanhas mais altas do mundo e ao degelo dos seus picos nevados, originam um sem número de rios vertiginosos que atravessam todo o Nepal e vão acalmando à medida que se aproximam da extensa planície do sub-continente. Para os habitantes nepaleses é o garante da irrigação dos seus campos de arroz e outros cereais e vegetais que servem de base à sua agricultura de subsistência. Aos visitantes proporciona uma das melhores regiões do mundo para a prática e aprendizagem do rafting e canoagem de águas bravas. A variedade de condições existentes faz do Nepal um verdadeiro paraíso: há rios muito difíceis, médios e fáceis; há rios técnicos e volumosos; há rios curtos para descer em apenas um dia ou compridos em 12 dias.

Quando aqui cheguei pela primeira vez em 1999, e depois de recolher informação sobre os vários rios, decidi-me pelo Marsyangdi, um dos dois rios mais difíceis operados pelas diversas empresas. E um rio muito técnico classificado de 4+/5- numa escala internacional de 1 a 6 (em que 1 é água lisa corrente e 6 “impossível” de navegar). Já tinha feito rafting anteriormente e tenho bastante à-vontade dentro de água. Este último é um pré-requisito indispensável para quem se quer iniciar nestas modalidades. Embora fosse um programa turístico, o facto de ser a primeirarafting thumb Himalaias descida da época e de termos que ir analisando os vários rápidos fez com que tivesse um verdadeiro sabor a expedição. Fiquei impressionado e maravilhado com a perícia com que os guias nepaleses e os caiaquistas conduziram a nossa equipa rio abaixo. Os guias, com a nossa participação, conduzem os rafts (barcos insufláveis) e os caiaquistas (“safety kayakers”) têm a missão de recolher alguém que caia dos barcos e que não seja imediatamente recuperado. É que, num destes rios, os solavancos são tantos e tão fortes que é raro uma pessoa saltar borda fora. Lembro-me que em 11 pessoas só 3 é que não fomos à água. E foi tal o fascínio com que fiquei ao fim destes cinco dias alucinantes que resolvi experimentar as águas bravas a partir dum caiaque. Nesse mesmo mês fiz um curso de iniciação durante 4 dias e tornei-me desde então num verdadeiro fã. O acompanhamento com guias especializados é essencial para desfrutarmos a nossa aventura. O Kali Gandaki é uma das descidas mais recomendáveis, é de classe 3/4 o que fez deste um rio intermédio em termos de dificuldade. É um rio muito bonito, um dos sagrados do NepaL Durante 3 dias descemos e acampámos nas suas praias de areia. Uma opção para os que procuram emoções fortes (mas que têm que saber nadar bem!) é o Bhote w Kosi. E um rio que desce do Tibete e, tal como o Marsyangdi, classificado de 4+/5-. Durante dois dias a adrenalina está garantida. Outro é o rio Karnali. É o mais volumoso do Nepal e atravessa o região mais a oeste e também a mais remota. A partir de onde o autocarro nos deixa, e onde consegue chegar, são dois dias a caminhar para montante e 10 dias a descer. A meio da descida e, durante 2 ou 3 dias, o Karnali “amansa” e os caiaquistas de apoio dão os seus caiaques a experimentar aos participantes que poderão assim ter uma aprendizagem incluída numa descida de rafting. Este rio tem também o aliciante de atravessar o Parque Nacional de Bardia, um santuário de tigres e outra vida selvagem.

PEDALAR

Pedalar no Negai é um desafio para especialistas. É, praticamente, sempre a subir e a descer, com estradas de mau piso e muitas vezes bastante movimentadas. Mas asbtt thumb Himalaias subidas proporcionam vistas panorâmicas espectaculares e se ousarmos explorar pequenos trilhos à margem dos caminhos principais descobrimos verdadeiras relíquias. É também uma excelente forma de, rapidamente, nos alhearmos dos circuitos turísticos e nos envolvermos a 100% com a população nepalesa. Recomenda-se para andar de bicicleta todo-o-terreno o vale de Catmandu e os caminhos até aos Parques Nacionais de Bardia e Lang

Arco do Triunfo, Champs Elysees Champs Elysees
Torre Eiffel A view of Champs-Elysees
Champs Elysees 4 Champs Elysees 2
Apesar do frio apertar, passar o Rêveillon nos Champs Elysées é encantador e muito romântico. Com a avenida, uma das mais luxuosas do planeta, decorada a preceito, são milhares as pessoas que decidem não temer as baixas temperaturas e aí dar as boas-vindas ao novo ano. O Arco de Triunfo é a testemunha de um lado e a roda gigante do outro, mas não há quem resista ao brilho e misticismo da Torre Eiffel nesta noite, que se enche de cor, luzes, fogo-de-artifício e muita festa. Quer seja na rua ou num dos muitos restaurantes de primeira classe da famosa avenida, não deixe escapar a oportunidade de ver a cidade da Luz ficar ainda mais radiante na noite mais celebrada do mundo. O divertimento e a boa disposição estão garantidos. Mas, se quiser acabar a noite em grande, faça por pernoitar num dos muitos elegantes hotéis dos Champs Elysées. Uma experiência verdadeiramente única e inesquecível.
Champs-Elysées

Bósnios, sérvios e croatas habitam aquela que foi em tempos a Jugoslávia.

image thumb20 Bósnia Herzegovina

As religiões separam-nos. Há os católicos, os cristãos ortodoxos e os muçulma­nos. Há os que seguem o Papa, os que o desconside­ram e os que rezam a Alá.

image thumb21 Bósnia Herzegovina

Geografia. Após a dissolu­ção da Jugoslávia, o país foi palco de uma sangrenta guerra civil. Surgiu esta re­pública federal, limitada a norte e oeste pela Croácia, a leste e a sul pela Sérvia e a sul pelo Montenegro. Tudo aconteceu quando, em Fevereiro de 1992, o povo da Bósnia-Herzegovi­na decidiu, em referendo, a independência da Repúbli­ca Socialista Federativa da Jugoslávia. A votação foi boicotada por sérvios e bós­nios, mas a independência foi aprovada. Participaram 63% dos eleitores e 99% vo­taram pela independência, logo reconhecida pela Co­munidade Europeia.

image thumb22 Bósnia Herzegovina

Actualmente, a popula­ção da Bósnia ronda os quatro milhões, sendo que em Sarajevo moravam 525.000 habitantes antes do conflito. Estima-se, con­tudo, que em meados de 1993 os habitantes da capital se tenham reduzido a 300.000, como consequên­cia da guerra civil.

image thumb23 Bósnia Herzegovina

Política. A Bósnia-Herzegovina é composta por duas entidades politicamente autónomas: a Federação da Bósnia e Herzegovina e a República Sérvia. O cargo de presidente, eleito direc­tamente pelo povo, é exer­cido em rotatividade e du­rante oito meses por cada um dos membros da presi­dência do país: um bósnio, um sérvio e um croata.

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Hoje, e depois da violen­ta guerra civil, os monu­mentos estão a ser recons­truídos e os acordos de paz garantem um clima tranquilo para os turistas, que são cada vez mais e que chegam sobretudo da Sérvia e Montenegro, Croácia, Eslovénia, Alema­nha, Itália, Estados Uni­dos, Polónia, Grã-Bretanha, Áustria e Espanha.

25 Novembro

Dia Nacional – Marca a data, em 1943, em que o país volta a ser reconhecido como nação soberana.

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Secular e moderna, euro­peia, muçulmana e asiáti­ca. É assim, cheia de con­trastes, a hipnótica Istam­bul, itinerário inspirador para Marco Polo (“Livro das Maravilhas”), Agatha Christie (“Crime no Ex­presso do Oriente“), Le Corbusier (“A Viagem do Oriente“) e cuja alma Or­han Pamuk tão poetica­mente fotografou em “Me­mórias de uma Cidade”. A maior metrópole da Tur­quia é, há alguns anos, um concorrido destino turísti­co, mas não é uma viagem comum.

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Istambul na senda da literatura, seguindo os passos dos autores que por ali deambularam, ao mesmo tempo que se des­vendam os segredos da es­crita de viagens e se visita o essencial da Capital Eu­ropeia da Cultura 2010.

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O jornalista e escritor Tiago Salazar, autor dos li­vros “Casa do Mundo” e “Viagens sentimentais”, e colaborador das revistas “Volta ao Mundo” e “Rotas e Destinos.

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Mosaico. A riqueza histórica e cultural da mítica cidade, fundada há três milénios, na encruzilhada da Europa com a Ásia, servirá de mote ao primeiro dia em Istambul, capital de vários impérios ao longo dos séculos. Romana, bizantina, otomana, Istambul é um mosaico civilizacional, espelhado na diversidade dos monumentos e museus do ancestral no bairro de Sultanahmet, nas mesquitas das Sete Colinas e nas ruas dos bairros judeus. Os encantos da cidade antiga serão mote para aprofundar na sua visita, com passagem obrigatória pelo obelisco egípcio levado pelos romanos, Cisterna Basílica ou pelo medieval Bazar das Especiarias, antes de um convite para assistir a um inspirador pôr-do-sol a partir da panorâmica Tor­re de Gaiata. A velha Is­tambul dará lugar à nova Istambul ao terceiro dia, altura para ver ao vivo a lendária Estação do Ex­presso do Oriente. Do comboio para o metro (o segundo mais antigo do Mundo) para rumar às lo­jas de design, restaurantes gourmet e espaços chill out do agitado bairro de Taksin. Pode depois navegar no estreito de Bósforo, fim da Europa, princí­pio da Ásia. Seja para ficar sozinho e começar a escrever, ou apenas para condigna­mente se despedir.