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Arquivo da categoria ‘Bosnia’

Bósnios, sérvios e croatas habitam aquela que foi em tempos a Jugoslávia.

image thumb20 Bósnia Herzegovina

As religiões separam-nos. Há os católicos, os cristãos ortodoxos e os muçulma­nos. Há os que seguem o Papa, os que o desconside­ram e os que rezam a Alá.

image thumb21 Bósnia Herzegovina

Geografia. Após a dissolu­ção da Jugoslávia, o país foi palco de uma sangrenta guerra civil. Surgiu esta re­pública federal, limitada a norte e oeste pela Croácia, a leste e a sul pela Sérvia e a sul pelo Montenegro. Tudo aconteceu quando, em Fevereiro de 1992, o povo da Bósnia-Herzegovi­na decidiu, em referendo, a independência da Repúbli­ca Socialista Federativa da Jugoslávia. A votação foi boicotada por sérvios e bós­nios, mas a independência foi aprovada. Participaram 63% dos eleitores e 99% vo­taram pela independência, logo reconhecida pela Co­munidade Europeia.

image thumb22 Bósnia Herzegovina

Actualmente, a popula­ção da Bósnia ronda os quatro milhões, sendo que em Sarajevo moravam 525.000 habitantes antes do conflito. Estima-se, con­tudo, que em meados de 1993 os habitantes da capital se tenham reduzido a 300.000, como consequên­cia da guerra civil.

image thumb23 Bósnia Herzegovina

Política. A Bósnia-Herzegovina é composta por duas entidades politicamente autónomas: a Federação da Bósnia e Herzegovina e a República Sérvia. O cargo de presidente, eleito direc­tamente pelo povo, é exer­cido em rotatividade e du­rante oito meses por cada um dos membros da presi­dência do país: um bósnio, um sérvio e um croata.

image thumb24 Bósnia Herzegovina

Hoje, e depois da violen­ta guerra civil, os monu­mentos estão a ser recons­truídos e os acordos de paz garantem um clima tranquilo para os turistas, que são cada vez mais e que chegam sobretudo da Sérvia e Montenegro, Croácia, Eslovénia, Alema­nha, Itália, Estados Uni­dos, Polónia, Grã-Bretanha, Áustria e Espanha.

25 Novembro

Dia Nacional – Marca a data, em 1943, em que o país volta a ser reconhecido como nação soberana.

Capital bósnia tem muito para mostrar

Mesquitas, igrejas, largos e esplanadas são os cartões de visita de Sarajevo.image thumb8 Sarajevo: a olhar para o futuro

"Musej". A palavra significa museu e está escrita na pa­rede de um dos edifícios em­blemáticos de Sarajevo, a ca­pital da Bósnia-Herzgovina. Foi na esquina onde está si­tuado o "musej" que foram assassinados, a 28 de Junho de 1914, o Arquiduque Fran­cisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, e sua esposa, Sofia, crime que fez eclodir a primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918.

Sarajevo é, assim, uma cidade cheia de história. Antiga e recente. A tragédia marca a capi­tal da Bósnia-Herzgovina e essa realidade fica patente assim que se sai do aeropor­to. Os buracos das balas da guerra civil que assolou o país, entre 1992 e 1995, fa­zem parte da arquitectura dos prédios. É impossível fi­car indiferente a este cená­rio. São as cicatrizes do con­flito. Porém, tudo melhora, e muito, quando se chega ao centro da cidade, entre­tanto reconstruído.

Inúmeras esplanadas pol­vilham a zona central, onde se pode sentir o pulso da ci­dade. Aliimage thumb9 Sarajevo: a olhar para o futuro vislumbram-se as três etnias existentes na ci­dade: bósnios-muçulmanos, sérvios bósnios e croatas bósnios. Os primeiros, a maioria, são mais facilmen­te identificáveis, sobretudo as mulheres, com o seu tra­dicional lenço na cabeça. Olhando para o lado, estão os sérvios ou os croatas com uma indumentária bem mais europeia. Mais liberal.

A diversidade étnica de Sarajevo fica bem patente nas mesquitas e igrejas, or­todoxas ou cristãs, que exis­tem na capital bósnia. Edifí­cios religiosos de uma bele­za rara e que agradam aos mais variados gostos.

Nas mesquitas os muçul­manos rezam. O ritual é tão comum que, por instantes, parece que se está fora da Europa. A Mesquita do Im­perador merece uma visita. Assim como o Bazar. O co­mércio de artesanato, me­tal, peles, calçado e ves­tuário faz-se nas ruas estreitas que costuma desem­bocar em bonitas pracetas. A maior parte do que se vende apenas serve de recor­dações, mas nada fal­ta. Nem as camisolas dos dois novos heróis bósnios, os futebolistas Dzeko e Misimovic, campeões da Ale­manha pelo Wolfsburgo.

Assentam-se os pés na ter­ra regressando à Europa de Leste, ao assistir aos jogos de xadrez em tamanho gigante muito concorridos e levados a sério pelos habitantes lo­cais. Apenas duas pessoas jo­gam, mas a plateia está sem­pre muito composta e quase todos dão a sua opinião. Im­perdoável é não ir à Igreja de Santo António.

Nas margens do rioimage thumb10 Sarajevo: a olhar para o futuro

É ao longo do rio Miljacka, o qual atravessa a cidade, que está a grande vida de Saraje­vo. Cafés, esplanadas e uma noite já animada são alguns dos cartões de visita da capi­tal bósnia. Os eléctricos, cu­jas linhas são paralelas ao rio, são autênticas relíquias. Não são tão antigos como os mais velhos de Lisboa ou do Porto, mas já têm uma ida­de considerável. Para quem gosta de se di­vertir à noite existe já um razoável número de discote­cas e bares. Sarajevo não é propriamente uma cidade cosmopolita, mas o METRO cruzou-se com muita gente não indígena, como um gru­po de portugueses que dis­cutiam os atributos físicos de uma rapariga local.

Pitas, pratos que mistu­ram várias carnes com cebo­la e queijo e peixe do rio fa­zem parte da gastronomia local, que também é de boa qualidade.