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Arquivo da categoria ‘Norte’

Passeios na Natureza sem fim

Só quando caminhamos no meio de uma floresta de car­valhos é que sentimos a diferença entre um pinhal ou euca­liptal. As formas destas árvores, que outrora terão povoado todo o norte de Portugal, são graciosas, elegantes e diversas, nada monótonas. No Parque Nacional da Peneda-Gerês ainda podemos ser frequentemente envolvidos por bosques de carvalhos. Este parque, não sendo a maior área protegida do país (é a sexta com 69592,5 hectares), é o nosso único parque nacional. Abrange as serras da Peneda (mais a nor­te), do Soajo (mais a oeste), do Gerês (mais a sudeste) e a Amarela (encaixada entre a do Soajo e do Gerês) e os rios Lima, Homem e Cávado. Em serranias, antes habitadas pelo urso pardo e actualmente (ainda) pelo lobo e águia-real, as possibilidades de escolha para passeios na natureza são imensas e, por isso, uma visita aqui merece vários dias.

Escolhemos a Serra do Gerês e fizemos vários percursos pedestres, sendo o nosso eleito o PR1, o Trilho da CidadeGerês 4 300x225 Caminhada pelo Gerês de Calcedónia. O trilho é maioritariamente exposto pelo que as vistas são sempre muito panorâmicas. Ao longo de todo o caminho vamos encontrando enormes blocos de granito, alguns deles com frac­turas impressionantes e espectaculares. Neste trilho, à excepção das zonas mais baixas onde se encontram algumas pas­sagens, abundantes em carvalhos e pilri-teiros, a vegetação é rasteira, constituída especialmente por urze, tojos e fetos. No ponto mais alto, a 870 metros, encontra-se a justificação para a designação deste trilho, um povoado fortificado da Idade do Ferro de nome Calcedónia e presumi­velmente de ocupação romana. Aqui e acolá, nalgumas zonas mais protegidas, alguns exemplares isolados de carvalhos são testemunhos das florestas anciãs. Este percurso magnífico é circular e tem início em Covide que, a 590 metros de altitude, é praticamente o ponto mais baixo do trilho. Seja qual for a opção de sentido, encontramos uma subida pela frente mas, pelo lado do Campo do Gerês na dire­cção do Tonel, a subida é mais suave. O percurso está bem sinalizado e, embora bastante desnivelado, é acessí­vel a pessoas de perfil activo. Tivemos especialGerês 300x224 Caminhada pelo Gerês sorte com a meteorologia pois parecia um dia primaveril ou quase de Verão. No meio do percurso, bem alto na serra, encontrámos um pastor com cabras, uma visão de outros tempos mas aqui ainda bem actual. Imagina­mos este trilho espectacular em qual­quer outra época do ano. Se for um dia muito quente de Verão, podemos sempre acabar com um mergulho refrescante em Vilarinho das Furnas ou numa das muitas cascatas e piscinas naturais da região. Se for Inverno, até podemos ter a sorte de ter nevado por perto tomando ainda mais especiais as vistas. E, nesse caso, pode­mos sempre ir tomar um belo banho, por vezes escaldante, às piscinas termais de Lobios, do outro lado da fronteira de Por­tela do Homem, a cerca de 6 km. Se fores ao Gerês com tempo, considera também os PR’s 5 e 9, respectivamente o Trilho da Águia do Sarilhão (que passa na bonita albufeira de Vilarinho das Fumas) e o Trilho da Geira. Embora todos estes trilhos incluam uma parte da Geira, este último tem uma enorme secção desta via romanaGerês 3 300x226 Caminhada pelo Gerêsentre Braga e Astorga, em Espa­nha. Em cada milha existe uma marcação com um enorme cilindro em granito, um miliário, que geralmente tem inscrições gravadas em homenagem aos imperado­res da época. Não só passeamos no meio da natureza como testemunhamos a história viva.

VISITA

Voos rasantes, olhos penetran­tes, garras e bicos afiados… Diariamente, no Park&Zoo S. Inácio, em Avintes, Vila Nova de Gaia, realizam-se duas ou três demonstrações de voo e treino de aves de rapina, como por exemplo águias, falcões e co­rujas. Para os mais destemidos, existem também as fascinantes demonstrações de répteis, onde é possível provar que estes animais não são tão assustado­res como muitos julgam. Mas o Park&Zoo S. Inácio tem uma novidade: a demonstração mis­ta, que pode juntar aves, répteis e mamíferos! Aqui a mascote do | Park&Zoo S. Inácio, a arara azul e amarela "Inácio", tem uma participação activa, garantindo a animação e a interacção com o | público de todas as idades.»

Park & Zoo S. Inácio

Park & Zoo S. Inácio 2
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No conselho de Idanha-a-Nova, no sopé da Serra de Penha Garcia à beira do rio Erges (na fronteira com Espanha), este balneário é um dos mais conceituados do país. Inaugurado em 1940, foi remodela­do recentemente e agora oferece progra­mas de bem-estar de dois ouTermas de Monfortinho três dias e tratamentos individuais no Day Spa, além das curas termais clássicas. Tipo de água: hipossalina, com elevada percentagem de sílica e alto teor de ani-drido carbónico.

Indicações terapêuticas: doenças crónicas da pele (psoríase, eczemas, acne, celulite, úlceras), hepato-vesiculares e intestinais, reumáticas (artrose, espondilo-se, tendinite, fibromialgia, etc), afecções das vias respiratórias, litíase renal. Época termal: todo o ano.

Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho

Tel: 277 430430 / 277 434367, Fax: 277 430439

E-mail: termas.monfortinho@monfortur.pt

Site: www.monfortur.pt

Situadas num vale verdejante, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, estas termas têm um novo Spa onde propõem tratamentos de bem-estar, de beleza, de emagrecimento e desintoxicação com água mineral, a par dos programas medicinais termais clássicos.Caldas do Gerês

Tipo de água: Bicarbonatada sódica. Indicações terapêuticas: afecções renais, afecções do aparelho diges­tivo, aparelho circulatório, doenças metabólico-endócrinas. Época termal: de 1 Maio a 31 Outubro

Hotel Águas do Gerês Termas & SPA

Avenida Manuel Francisco da Costa – Caldas do Gerês, 4845-067 Gerês Vilar da Veiga, Terras de Bouro, Braga, Telefone: 253 390190

E-mail: aguasdogeres@sapo.pt

Site: www.aguasdogeres.com

A Natureza é um grande lugar para fazer desporto

O caminho do Carteiro

O Caminho do Carteiro é uma velha vereda utilizada durante décadas para a distribuição do correio. Hoje é palmilhada por pedestrianistas e, cada vez mais, canionistas que pretendem descer o Rio Frades. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, apenas permanece a beleza agreste dessas paragens serranas.Canyoning

O PR6 (percurso de Pequena Rota) “Caminho do Carteiro” inicia-se na povoação de Rio de Frades, mais pre­cisamente no pequeno largo da velha aldeia. Caso precise de um lugar para estacionar a sua viatura, o melhor é começar cerca de mil metros antes, junto do cemitério da aldeia, onde poderá mais facilmente concretizar esse intento, face às exíguas dimen­sões do referido largo. A distância deste segundo local até ao dito largo vence-se através de uma estrada asfaltada muito estreita mas sem desníveis significativos e muito panorâmica. Daí, continua-se, também em asfalto, por apertada via até às antigas instalações das minas de volfrâmio, onde hoje existe um pequeno núcleo habitacional alojado em parte do que resta daquelas insta­lações. Pouco antes do fim do asfalto, toma-se, à esquerda, o antigo cami­nho de terra-batida que empreende a subida para Cabreiros. Serra da Freita Depois de passar por algumas gale­rias das antigas minas e respectivas cascalheiras, prossegue-se, durante algum tempo, mais ou menos à mes­ma altitude, sem subir, nem descer, à vista do Rio Frades que corre, ao gargantas. Pouco depois inicia-se uma descida moderada que conduz a uma pequena ponte através da qual é feita a travessia do rio. Passado esse curso de água surge o empinado caminho de pé-posto que sobe até Cabreiros. À entrada desse pequeno povoado deparamos com a escola primária, um edifício simples da década de 60 do século passado. Logo depois da escola, o caminho segue pela direita rumo a Tebilhão.O trajecto entre as duas aldeias é de grande beleza paisagís­tica, nomeadamente pelas amplas vistas que é possível abarcar. Do lado de Cabreiros avista-se as bonitas lei­ras e socalcos de Tebilhão. Do lado de Tebilhão avista-se o casario da velha aldeia de Cabreiros e o verde que cobre os seus pequenos e numerosos campos de cultivo.Serra da Freita 3 Cenários impres­sionantes que fazem o visitante pen­sar nos enormes trabalhos e canseiras por que passaram os homens aí residentes, ao longo dos tempos, para dominar a montanha agreste e dura edificando essa mimosa paisagem contrastante com a escalvada serra.

O trajecto passa, mais à frente, junto da capela de Santa Bárbara de Te­bilhão e atinge a fileira de moinhos desse lugarejo, junto a uma estrada asfaltada. Neste local encontra-se um marco a assinalar a altitude. Entre o cemitério de Rio de Frades e este mar­co existe um desnível de 500 metros. Uma diferença de nível bem marcada e também sentida ao longo da subida e que, olhando para trás, os caminhei­ros bem podem constatar. Aí chegados, volta-se pelo mesmo caminho até Cabreiros. Ai, recomenda-se que se suba a rua central em busca de um dos ‘estabelecimentos comerciais’ para tomar algo e refazer energias. Esta será uma Serra da Freita 4 boa oportuni­dade de descansar um pouco mas, sobretudo, conviver um com as pes­soas da terra e, de certo modo, con­tribuir para a revitalização económica dessa aldeia. Retemperadas as forças, inicia-se a longa descida até Rio de Frades, agora com o vale do Paivó a nossos pés. Montanhas e montanhas a perder de vista estendem-se até à mais alta cumeada de Montemuro, constituindo uma ampla e magnífica panorâmica. O silêncio envolvente é apenas quebrado pelas passadas dos caminhantes e, aqui ou ali, pelo zumbido de algum insecto, canto de variados pássaros ou pelo grito característico de alguma águia de asa redonda. O percurso, não sendo fe­chado, exige o regresso pelo mesmo caminho até ao ponto de partida, mas desta feita sempre a descer. E, aí, não só todos os santos ajudam como as vistas panorâmicas mudam completamente, revelando novas perspectivas e incentivos para quem gosta de andar a pé e não se cansa de palmilhar e conhecer pé-ante-pé o interior profundo do País.

FICHA TÉCNICA

♦ localização,- Serra da FretaSerra da Freita 6

♦ Acessos De Lisboa ou Porto, seguir a A1 e sair num dos nos que dá acesso a Arouca; dai seguir a estrada rumo a S. Pedro do Sul passando por Portela

de Moldes

♦ Distância: cerca de 6 ou 7 km (ida e volta. cerca de 12 a 14 km)

♦ Duração: certa de 2 a 3 h

♦ Época aconselhada: todo o ano

♦ Nota: Este percurso pedestre encontra-se sinalizado no terreno com as marcas da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP) correspondentes a pequena rota, ou seja, marcas vermelhas e amarelas.

Ver Mapa

O percurso irá conduzir-nos até à entrado da Gruta das Salemas. Esta abre-se numa bancada de calcários apinhoados do Cenomaniano superior formando cornija no iam esquerdo do Vale da Ribeira de Lousa.

A Gruta das Salemas, descoberta na década de 50, é um corredor sinuoso, com cerca de 30gruta salemas metros de comprimento e um metro de largura média, que termina numa exígua sob. 0 chão rochoso apresenta, junto da entrada da cavidade, diversas marmitas e fracturas que se encontravam preenchidas por terra rossa (com pedras calcárias e basálticas), indústrias pré-históricas (do Paleolítico superior) e ossos de fauna quaternária: ursos (Ursus arctos e Ursus spelaeus), felinos (Felis pardus e Felis pardina), Hiena (Hyaena croata spelaea), Lobo (Covis lúpus). Cavalo (Equus caballus), etc. A pobreza de utensí­lios encontrados indicará que a Gruta das Salemas nunca deve ter servido de habitação permanente: inicialmente (no Paleolitíco) constituiria um obrigo temporário e, mais tarde (no Neolítico), uma necrópole.

Junto da Gruta das Salemas, num algar posto a descoberto pela laboração da pedreira que aí foi instalada, surgiu uma bolsada contendo industria mustierense, restos humanos possivelmente do paleolítico médio e fauna idêntica à da Gruta dos Suemos, acrescida de ossos de elefante (Elephas sp.). Os ossos de rieanoertaler6es(possivelmente do Paleolítico médio), descobertos no povoado de Salemas, são uma raridade. O CVL assenta em discordância, sobre o curso talhado nos “Calcários com rudistas”. Este contado pode-se depreender se se caminhar em direcção do Alto da Toupeira, no entanto, iremos tomar um rumo diferente Regressando peto caminho que nos conduziu à Gruta das Salemas, junto ao cruzamento, vira-se para oeste até à Ponte da Levada. Durante a descida dessa estrada alcatroada poder-se-á observar os “Calcários e Margas” que aí afloram coroados pelos “Calcários com rudistas”. Junto da estrada que liga Lousa a Ponte de Lousa, no cru­zamento da Ponte da Levada, encontra-se o contacto entre os “Calcários e Margas” e os “Grés de Almargem”. Aí, podem observar-se laminações entrecruzadas e uma inclusão de carvão no se/b dos arenitos. Chegado a este ponto do percurso, o cami­nhante poderá subir a Encosta da Saúde, passar por Carcavelos, Alto do Penedo Mouro e Ponteias até Ponte de Lousa, revendo as diversas unidades geológicas já conhecidas. No entanto, caso o cansaço o aconselhe, deve regressar a Montachique pela estrada que conduz a Lousa ou, melhor ainda, descer até Ponte de Lousa. Apesar de caminhar junto a uma estrada bastante transitada, a observação geológi­ca da área continuará a ser possível: verás que é um exercício estimulante! Não só físico, mas também mental…

Mapa

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O trabalho dura o ano in­teiro. Mas agora é tempo da colheita e da produção dos vinhos que tanto gos­tamos de saborear.

A paisagem do Douro, Patri­mónio Mundial, transmite tranquilidade. O rio circula aos “ss” pelas encostas ín­gremes que exibem, orgu­lhosas, as suas vinhas. Esta é a altura em que há movi­mentação no terreno. Cerca de duas dezenas de traba­lhadores iniciam bem cedo o trabalho e até ao lavar dos cestos, ou melhor, das cai­xas, é vindima. Termina na próxima se­mana a colheita das uvas na Quinta de São Luiz, terreno do grupo Sogevinus na fre­guesia de Tabuaço, são 125 hectares de área total, dos quais 90 são de vinha plan­tada. É lá que que se produ­zem os vinhos DOC (Deno­minação de Origem Contro­lada) e as castas dominantes são, entre outros, a Touriga Nacional e a Touriga Franca. Para juntar à produção lo­cal, juntam-se as uvas apa­nhadas noutras quintas. “Correspondem a 50 por cento da produção”, referiu Cátia Moura, responsável de Comunicação da Sogevinus.

Tal só é possível porque há todo um trabalho feito pelos enólogos ao longo do ano. “As uvas têm de estar iguais, com o mesmo nível de consistência. Existe um período de tratamento e controlo de qualidade que é feito pela equipa”, adiantou.

Tudo interfere…

Mesmo antes das vindimas, o tipo de vinho está à parti­da definido. E enquanto na Quinta de São Luiz é apenas produzido o vinho DOC, a quinta de Arnozelo produz vinhos do Porto. “Seleccionamos os vinhe­dos e temos em conta as vá­rias características da vinha e do solo. Toda a matéria–prima é trabalhada no sen­tido de dar determinado produto (vinho do Porto ou DOC). O perfil do vinho está à partida definido”, expli­cou Francisco Gonçalves, di­rector de enologia dos vi­nhos DOC, acrescentando: “Normalmente quero uvas e vinhos que tenham um certo tipo de acidez que en­contro nas vinhas altas. O vinho do Porto requer vi­nhos com ‘pujança’ de aro­mas, que se encontram nas vinhas mais concentradas.” Tudo interfere: o tempo, as características do terreno e dos solos. “A localização é uma das características mais valiosas”, contou José Mauro, viticultor.

Vinhos de boa qualidade

Depois de todo o processo de produção dos vinhos, se­jam eles DOC ou do Porto (ver caixa), há que saboreá–los. “Está a ser uma colhei­ta muito boa em termos qualitativos. Quantitativa­mente, a produção vai de­crescer perto de 15 por cen­to em relação ao ano passa­do”, disse Pedro Sá, respon­sável pela enologia dos vi­nhos do Porto.

“Lavados os cestos”, é pre­ciso ter em conta o que po­de ser melhorado e de que forma é que os vinhos se po­dem adaptar às alterações climáticas. “Antes as quatro estações estavam perfeita­mente identificadas. Agora já não sabemos como fun­ciona o clima. Estamos a es­tudar como se adaptam as uvas e as videiras a estas al­terações”, sustentou Pedro Sá, sublinhando: “O vinho não vai deixar de ter aro­mas de frutas maduras, mas teremos eventualmente de fazer a vindima mais cedo. Teremos de mudar os pro­cessos, não o vinho.”

Douro
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Ponte de Lima é cheia de história, beleza natural, rusticidade e património. A ponte medieval, com os seus quinze arcos ogivais. e as Torres de S. Paulo e da cadeia, são três excelentes cartões de visita. A igreja Matriz, com todo o seu esplendor e carisma, não poderia faltar. O Paço do Alcaide impõe-se majestosamente ao antigo núcleo da vila. Não perca uma visita pelas margens do rio Letes. Pelo chafariz da praça e pelas varias capelas existentes na vila. Mas, nunca deixe de passar pelas contíguas igrejas de Santo António dos Frades e da Ordem Terceira de S. Francisco, que hoje acolhem o Museu dos Terceiros. A arquitectura dos séculos XVII e XVIII são uma relíquia, assim como os jardins e parques existentes em ambas as margens do rio. Para terminar na perfeição prove o “rei” da região, o tão apreciado e refrescante vinho verde.

Ponte de Lima Segway Tour