Venha esquiar nos Pirenéus com muita neve e descanse nas incríveis pousadas e estância
Que tal passear pelas encostas e vales dos Pirenéus Aragoneses rezando por neve. Ao longo dos dias de viagens de ida e volta entre estâncias,pode ter a sorte de ver uns perfeitinhos flocos. Se não nevar pode sempre contar com os canhões que estão sempre a postos. As estâncias não se podem dar ao luxo de não terem pistas abertas que satisfaçam todos os esquiadores. A neve pode ser pouca, mas os canhões não param de alimentar os tapetes pelos quais centenas, por vezes milhares, deslizam diariamente. Em geral este ano estar a ser algo inconstante. Tal como o foi o último mês do ano, Formigai apresenta-se com os seus picos brancos. Mas pelas ruas de Sallent de Gallego, a localidade a escassos quilómetros da estância Formigai, apenas se vê um ou outro montinho de gelo. Já o frio não falta, ampliado pelo vento cortante.
Formigal não é uma estância “esquis nos pés”, como muita gente prefere, o que obriga a uma pequena deslocação das pousadas e estâncias às zonas de esqui. Mas não lhe faltam mais-valias que compensam esse pequeno contratempo. O ambiente é jovial e animado, ao mesmo tempo que oferece uma estrutura eficientemente montada capaz de receber desde grupos de amigos em busca da adrenalina do cada vez mais procurado freestyle até famílias mesmo com crianças pequenas, de esquiadores de primeiras neves aos mais experientes e afoitos. E não é por acaso. Estamos na maior estância espanhola, com 137km esquiáveis divididos por 97 pistas (sete verdes, para iniciados, 19 azuis e 33 vermelhas, para níveis intermédios, e 38 pretas para os mais exigentes), além de um snowpark e, em estreia esta temporada, uma pista Boarder Cross para os que se querem iniciar nos saltos ou um Terrain Park para actividades radicais.
Mas não valem a pena sustos com a dimensão: é fácil aceder a todas as pistas. Primeiro pela existência de quatro acessos diferentes, um por cada vale: Sextas, Sarrios, Annayet e Portalet. Em cada uma, zona de estacionamento, área de lazer e de aluguer de equipamento e, claro, meios mecânicos. É num destes, mais precisamente numa telecadeira de quatro (há ainda cintas, telesquis, e telecadeiras para dois, seis e até uma para oito que, no total, permitem transportar quase 37 mil pessoas por hora), que fazemos um primeiro reconhecimento até um dos pontos mais altos de Formigai.
O silêncio da montanha gelada é tal que se faz ouvir. A temperatura desce a cada metro que se sobe. E dói. Cada pedacinho de carne à vista é sinónimo de uma dor trucidante (o passa-montanhas é um apetrecho que não pode ser esquecido). Mas em nada comparável ao imensurável prazer de se estar no meio do nada. O branco só é maculado por um ou outro esqui perdido, uma luva, um bastão. Sempre desirmanados. O que torna bastante evidente o conselho seguinte: é preciso segurar bem todos os pertences durante estes passeios.
A maioria só usa as telecadeiras para subir, servindo-se das pistas para a descida. Já nós, depois de pisarmos o pico, com um miradouro que oferece uma panorâmica de 360° e acompanha a vista exibindo no seu beirado um; pintura descritiva da paisagem, nãc dispensamos o passeio no sentido descendente. Até porque o tempo disponível não abona a nosso favor – a tarde já está reservada a conhecer outra estância, Panticosa – e lá em baixo aguarda-nos uma lição de esqui, que inclui estreantes na neve e que permite uma experiência única, tanto de aprendizagem como de diversão…
Um local ideal, com muitas zonas para esquiar, boas estâncias para passar um bom tempo nos Pirenéus com a sua família e/ou amigos.
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