Toda a gente, mais tarde ou mais cedo, visita Itália. Mas o que nem toda a gente faz é andar por esse país em cima de uma Vespa. Comece por uma visita à esquecida Umbria.
Pode fazer férias em Itália como quiser, visitar Veneza e a Fontana de Trevi em Roma, comer almôndegas com esparguete todos os dias ou cantar a Traviatta da varanda do hotel, mas nada é mais italiano do que viajar pelo país montado numa Vespa.
Em primeiro lugar, convém não esquecer que só o facto de andar de Vespa já atrai todas as atenções (pelo menos dos outros turistas) e que, ser velho ou novo não importa porque a mota dá-nos a todos um look cool. A Vespa foi inventada pela Piaggio em 1946, e ainda está por ser criada outra mota que está sempre na moda. Além disso, a Vespa permite-lhe fazer um tour por becos e ruas estreitas que nunca imaginou existirem, visitar aldeias e monumentos perdidos na paisagem campestre. E para isso o melhor é mesmo a Umbria.
Lição número um: aprenda a dizer “Vespa” -diz-se “Vésspa”.
Lição número dois: entre em contacto com a empresa Via dei Sole.
Lição número três: ponha-se a mexer em direcção a Perugia, capital da Umbria, onde vai ser posto perante, se calhar pela primeira vez na sua vida, uma Vespa. Não se preocupe, ela não morde e eles dão lições de conduzir.
Depois disto a estrada está à sua espera, e ninguém o pára enquanto visita a divina Itália tentando perceber porque é que nem toda a gente escolhe fazer turismo montado numa mota igual à sua.
A empresa fornece um guia preciso. Na primeira noite vai dormir numa villa junto a um lugar onde se produz o famoso vinho “Nobile”. No segundo dia viaja apenas por 35 km por uma estrada ladeada de árvores bonitas, entre Montepulciano e Bagnoo Vignoni. Aqui, pare: como o nome indica Bagno Vignoni é uma das mais antigas termas, chegou do tempo dos romanos, e as suas saunas e massagens são obrigatórias de experimentar.
Dia 3: 70km à beira de escarpas que o conduzem até à Abadia San Salvatore, isto antes de começar a subir para Radicofani e a sua enorme torre, antes de descer para uma noite em Celie
sul Rigo, onde o espera um edifício histórico com spa! Uauu. No Dia 4 começa o regresso, passando por San Casciano e II Poggiolo, lindíssimas aldeias medievais rodeadas por oliveiras – são 56 km.
Giuliana, que fundou a Via dei Sole há 17 anos, resume bem esta viagem: “Vivemos no coração de Itália e conhecemos todas as curvas desta terra – estradas secundárias com charme, as melhores trat-torias para comer, os frescos das igrejas… A Itália é o nosso quintal, um quintal que adoramos!”