Para quem não concebe as férias sem os ferros e as madeiras na bagagem, o arquipélago oferece três campos de golfe de características únicas. Espectaculares, constituem também belos desafios desportivos
O Ir à Madeira jogar golfe é hoje uma opção válida para os aficionados da modalidade. Desde logo porque possui o mais espectacular campo de Portugal, o do CG Santo da Serra, ou não estivesse situado 700 metros acima do nível do mar, com vistas de cortar a respiração sobre as montanhas, a cidade do Machico (a cujo concelho pertence) e o oceano, onde se destacam a ponta de São Lourenço e as Desertas.
Estamos no berço
do golfe madeirense, que, tal como no continente, foi trazido para o
arquipélago por ingleses. Já em 1933, era praticado nos vizinhos terrenos anexos ao Hotel-Pousada da Serra. Mais tarde, em 1937, os irmãos Miles, com a ajuda dos Leackck e dos Blandy, inauguraram o primeiro percurso de nove buracos, o Favellas Santo da Serra GC.
Setenta anos depois, encontramos um complexo de golfe de 27 buracos, ou seja, com três circuitos de 9 buracos, concebidos de maneira a estarem ligados entre si, e a permitir três versões de 18 buracos. Mas o cenário mantém-se intacto – à excepção da club-house, nenhuns vestígios de construção imobiliária, apenas a Natureza no seu esplendor, um regalo para a vista.
Os percursos Machico e Desertas constituem os 18 buracos de campeonato – é lá que se joga todos os anos o Open Madeira, pontuável para o European Tour. São montanhosos, estratégicos, têm greens rápidos, de difícil leitura, e são extremamente exigentes do ponto de vista físico, pelo terreno desnivelado. Golfe um desporto para velhos? Quem percorrer estes 6136 metros, a subir e a descer, sem buggie, dirá que não.
Mas a Madeira tem mais dois campos, igualmente belos. O do Palheiro Golfe, inaugurado em 1993, situa-se mesmo a uma altitude superior, proporcionando uma panorâmica deslumbrante sobre a baía do Funchal e mar. Fica perto da Quinta do Palheiro, mansão rodeada de flores raras e árvores exóticas.
No Porto Santo, aberto ao público em 2005, a aposta no espanhol Severiano Ballesteros para desenhar o seu primeiro campo de golfe foi bem sucedida. O carismático ex-jogador concebeu um circuito tão pouco convencional como o seu estilo de jogo, com seis par-5, e seis par-3. A primeira metade do percurso é flanqueada por colinas rochosas, com vista para o casario e para a praia; a segunda metade tem uma série de buracos junto às falésias, a causar vertigens.
Enfim, três campos unidos pela beleza, mas que representam desafios diferentes.


